Quando há cerca de vinte dias publiquei, neste blogue, os textos "'Constrangimentos naturais de um processo inovador' ou manifestação da Lei de Murphy?" e a "A linha de montagem da avaliação com fins de classificação" estava longe, muito longe, de imaginar o desfecho (que ainda o não foi) da tragicomédia em que se tornou o processo de classificação dos exames nacionais de final do ensino secundário.
Tenho acompanhado, incrédula, a alienação pedagógica, a incompetência técnica e a arrogância política que este caso junta. Não me recordo de outro em que, tão ostensivamente, estes ingredientes se tivessem combinados de forma tão coordenada no sistema de ensino.
Confirma-se a Lei de Murphy.
Mas isso não deriva do acaso, deriva desses ingredientes:
- da alienação pedagógica que leva a ignorar, distorcer ou desprezar conhecimento confiável e procedimentos seguros,
- da incompetência técnica, que sob a capa da inovação (sobretudo se tiver cheiro a digital), afasta, manipula, destrói estratégias correctas, modos de fazer funcionais; e
- da arrogância política, que, contra toda a evidência, potencia decisões nefastas e, pior, insistência na sua manutenção, vedando, com sobranceria a possibilidade de reconhecimento de falhas, de erros.
- da incompetência técnica, que sob a capa da inovação (sobretudo se tiver cheiro a digital), afasta, manipula, destrói estratégias correctas, modos de fazer funcionais; e
- da arrogância política, que, contra toda a evidência, potencia decisões nefastas e, pior, insistência na sua manutenção, vedando, com sobranceria a possibilidade de reconhecimento de falhas, de erros.
O que está a acontecer no sistema de ensino é grave, é gravíssimo. E não apenas pelas consequências do processo de avaliação, sem esquecer o processo em si, mas pela própria ideia de educação escolar que se instalou. Uma ideia em que não cabe a preocupação primeira de formar pessoas para o mundo. Para um mundo decente, claro.
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