Eu não percebo porque o que uns membros do governo dizem e fazem
contraria o que outros membros do mesmo governo dizem e fazem. Não temos um governo, mas uma colecção
de governantes avulsos. O Conselho de Ministros e o Conselho de Secretários de Estado não
passam de ficções. Seria excelente que os governantes se reunissem e concordassem ou
não se se deve ou não incentivar a emigração de jovens portugueses qualificados e se deve incentivar a imigração de portugueses ou estrangeiros também qualificados.
Evocando o "espírito universal do português", Miguel Relvas e
Pedro Passos Coelho queriam que os portugueses mais qualificados se espalhassem pelo mundo. É como se quisessem governar sem governados. Agora o secretário de Estado Pedro Lombo e talvez Pedro Passos Coelho querem que os
portugueses e até estrangeiros mais qualificados venham para cá. É como se quisessem mais governados, por lhes estarem a faltar os que tinham.
Que se entendam. Eu tenho há
muito uma opinião: é um erro trágico para todos a política de favorecimento da emigração de jovens
qualificados que está a ser concretizada na prática com os actuais cortes drásticos de bolsas. Enquanto liquidam as esperanças aos de
dentro não podem estar a cantar melodias a quem está longe. Como
diz um dito popular: "Enquanto se capa não se gaita".
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
A EDUCAÇÃO DURANTE O ESTADO NOVO (2)
Segundo texto de uma série de doze, retirados do livro Antes dos Cravos doo Professor António Galopim de Carvalho (em continuação do anter...
-
A falácia do espantalho , uma das mais utilizadas pelos que que não conseguem sequer compreender os temas em debate, basicamente consiste em...
-
Ludwig Krippahl é professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e membro do centro de investigação em intel...
-
A contribuição do Desidério é importantíssima. É curioso como um dos ramos filosóficos e matemáticos aparentemente mais afastados do dia-a-d...
Sem comentários:
Enviar um comentário