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1 comentário:
Interpretações várias
Um anjo de algodão desce o céu,
Alastra as asas, no vento sopra:
Move-se o tempo, o sonho e eu
Escondo-me no lençol, pela dobra.
Caravelas deslizam ondulando
Ao sabor da colcha ondulada
E o anjo furioso vai soprando
Até toda a água ser soprada.
Debaixo do mar, um dragão
Rói a trave líquida da cama.
Enrola a curva cauda pelo chão,
Serpente octogonal em chama!
Um deserto de montanhas e areia
Emerge do mar sem demora.
Escoam as horas, oito e meia...
Não consigo levantar-me, por agora!
Sacode a tempestade o quarto inteiro,
Relampeja, ribomba o trovão.
Alguém bate à porta e, primeiro,
Entra o gato a miar, de repelão.
Abre-se a persiana fechada.
Lá fora, um dia quente de verão.
- Então (grita a Mãe) não fazes nada?
Arranca-me do mar, num furacão!
Reviro-me do temporal, dou à costa...
Em terra firme, seca e já de pé
Visto-me à pressa, como a tosta
Que de banho não preciso, é ou não é?
Corro p’ó trabalho, empurro o metro,
Chego a más horas, quase a afogar.
Retorna o dragão verde e preto,
O anjo acolchoado vem espreitar...
Recomeça o onírico pesadelo:
Um polvo estica o azul da parede,
Nadam peixes nas ondas do cabelo,
Um pescador ao fundo mostra a rede.
Navega repetida a caravela,
Aquela que afundou no outro mar...
Sem medo, subo a âncora e vou nela,
Desta vez, para nunca mais voltar!
F.C.
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