De vez em quando chega à minha caixa de correio electrónica a ligação para um novo e invariavelmente excelente texto publicado no blogue A nossa rádio.
O texto que hoje me chegou é sobre Herberto Helder (aqui).
O que me havia chegado antes é sobre Manoel de Oliveira (aqui).
Tanto um como outro são de ler e guardar.
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quinta-feira, 7 de maio de 2015
quarta-feira, 25 de março de 2015
Re(Acção)! Química e Cinema! O Canto do Estireno e O Último Homem na Terra
Na Sala do Carvão hoje pelas 21:30, O Canto do Estireno
(1958), real. Alain Resnais | O Último Homem na Terra
(1964), real. Ubaldo Ragona e Sidney Salkow. ENTRADA LIVRE.
Apontamentos para um comentário aos filmes:
“O Canto do
Estireno” de Alain Resnais é um documentário com cerca de 13
minutos, datado de 1958, cujo título e personagem principal é o
poliestireno, um plástico ainda actualmente muito usado. Resultante
de uma encomenda de uma empresa química, o filme é um objecto
estético de uma perfeição desconcertante e paradoxal no qual os
seres humanos, afinal os destinatários dos plásticos, aparecem como
personagens secundárias. Aproximavam-se os anos 1960, a partir dos
quais os produtos da química começaram a ser diabolizados, muitas
vezes de forma injusta, e estava ainda longe a preocupação com o
destino dos plásticos na natureza. Em 1958, este material,
aparentemente sem alma, criado pelos homens ganha neste documentário
vida nas imagens de Resnais e nos versos alexandrinos de Raymond Queneau,
Apontamentos para um comentário aos filmes:
“O Canto do
Estireno” de Alain Resnais é um documentário com cerca de 13
minutos, datado de 1958, cujo título e personagem principal é o
poliestireno, um plástico ainda actualmente muito usado. Resultante
de uma encomenda de uma empresa química, o filme é um objecto
estético de uma perfeição desconcertante e paradoxal no qual os
seres humanos, afinal os destinatários dos plásticos, aparecem como
personagens secundárias. Aproximavam-se os anos 1960, a partir dos
quais os produtos da química começaram a ser diabolizados, muitas
vezes de forma injusta, e estava ainda longe a preocupação com o
destino dos plásticos na natureza. Em 1958, este material,
aparentemente sem alma, criado pelos homens ganha neste documentário
vida nas imagens de Resnais e nos versos alexandrinos de Raymond Queneau,
Ô temps,
suspends ton bol, ô matière plastique
D'où viens-tu ?
Qui es-tu ? Et qu'est-ce qui explique
Tes rares
qualités ? De quoi donc es-tu fait ?
Quelle est ton
origine ? En partant d'un objet
Retrouvons ses
aïeux! Qu'à l'envers se déroule
Son histoire
exemplaire. Voici d'abord, le moule.
[...]
Os famosos versos de Lamartine “Ô temps ! Suspends ton vol (...)” são refundidos aqui de forma irónica e intraduzível: ao tempo, matéria plástica, pede-se que suspenda a sua tigela! No ano seguinte, 1959, Queneau publicou o seu mais famoso livro “Zazie no Metro” e Resnais apresentou o sua primeira longa metragem, “Hiroxima meu amor”, filme em que Pierre Barbaud, o inventor da música algorítmica e autor da banda sonora de “O Canto do Estireno”, tem um papel como actor.
Vemos assim como “O Canto do Estireno” se revela um objecto estético onde se cruzam a técnica e as artes de forma profunda.
“O Último Homem
na Terra”, filme de Ubaldo Ragona e Sidney Salkow, datado de 1964
e baseado livremente no livro de 1954 de Richard Matheson “Eu Sou a Lenda”
poderá parecer a alguém menos atento apenas mais um filme de ficção
científica e de terror. O argumento é aparentemente
simples: uma doença misteriosa transforma os habitantes da terra
numa espécie de vampiros só sobrando um ser humano não infectado que procura desesperadamente encontrar outros.
Em comum com “O
Canto do Estireno”, o “Último Homem na Terra” apresenta um
paradoxal desaparecimento dos seres humanos, mas faz com o filme
anterior um contraponto radical: o desaparecimento é, no segundo
caso, apocalíptico e definitivo. No entanto, ao contrário que poderíamos
ser levados a pensar, com base na retórica que se desenvolveu a
partir dos anos 1960, não é sugerido no livro e filme que a doença misteriosa tenha
causa humana e muito menos química!
No livro são
datalhadas as tentativas para perceber a doença e para encontrar, se
não um antídoto, uma defesa eficaz. O sobrevivente (Neville)
encontra um modo de sintetizar sulfureto de alilo, um
dos compostos
activos do alho, mas verifica que este
composto não é ineficaz
como repelente de vampiros
ou como tóxico para as células do
microorganismo (é de notar que no filme continua a usar alhos até
ao final!). Finalmente, descobre (tarde de mais) que o medo do
alho
e cruzes era devido a atavismo e recordações do
comportamento
esperado de um vampiro (e não ao
sulfureto de alilo) e que a
humanidade tinha começado a reorganizar-se e começava a adaptar as
suas vidas e
tomar fármacos que lhe permitiam viver com a doença.
Neville era o último humano não contaminado e
tornou-se assim a
nova lenda: um ser diferente (agora
o humano) que os normais
(agora os vampiros) querem
eliminar. Trata-se assim também de um
filme sobre a diferença e sobre o medo que temos desta.
O filósofo Slavoj
Žižek chama a atenção para um aspecto que considera político nas
versões cinematográficas de “Eu Sou a
Lenda”. As versões
posteriores, já não terminam
com uma mudança radical na
normalidade, que tem horror aos seres diferentes, procurando
eliminá-los, mas
sim com um herói que se sacrifica para que se
consiga
reverter a situação para a anterior normalidade.
Este filme inspirou
directa ou indirectamente um sem número de filmes-tragédia com
tramas fantásticas ou realistas, envolvendo causas naturais,
artificais ou imaginárias, desde agentes biológicos e químicos a
zombies e outros produtos da imaginação humana. A nossa percepção
dos riscos e da história das tragédias é quase sempre destorcida.
Uma bactéria pode, em geral, ser muito mais perigosa do que um
produto químico natural ou artificial. Mas como pensamos que os
poderíamos ter controlado, somos muito mais sensíveis a estes
últimos. E também já houve tempo em que a doença era vista como
uma fatalidade normal. Por exemplo, a gripe pneumónica de 1918 matou
mais pessoas do que as duas guerras mundiais, tendo sido a maior
causa de morte no século XX, mas quase não é lembrada em
comparação com outras tragédias.
Um bom filme de
ficção científica ou de terror não é aquele que nos causa o
maior medo mas o que nos suscita as reflexões e interrogações mais
profundas.
[adaptado parcialmente de Jardinsde Cristais: Química e Literatura, SérgioRodrigues, Gradiva, 2014]
[adaptado parcialmente de Jardinsde Cristais: Química e Literatura, SérgioRodrigues, Gradiva, 2014]
Organização:
Departamento de Química da FCTUC e Departamento de História,
Estudos Europeus, Arqueologia e Artes da FLUC
Ciclo integrado
na 17.ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra e nas
comemorações dos 725 anos desta instituição.
quarta-feira, 11 de março de 2015
(Re)Acção! Química e Cinema! O leproso de Sinde Filipe e Domingo à Tarde de António Macedo
![]() |
| Domingo à Tarde (1966) |
Apontamentos para um comentário aos filmes:
A lepra
é uma das doenças mais marcantes na história da humanidade. São
vários os episódios que envolvem doentes de lepra estigmatizados,
por exemplo, na Bíblia. O conto “O Leproso” de Miguel Torga, no
qual se baseia a curta metragem com o mesmo nome, foi publicado em
1944. Neste, o médico consultado por Julião (o leproso) pouco pode
fazer para o ajudar, e por isso temos hoje alguma dificuldade em
avaliar a real dimensão da tragédia: a lepra era uma doença
desfigurante e maldita que não tinha as perspectivas de cura que tem
hoje.
Por
exemplo, no artigo da Enciclopédia Portuguesa-Brasileira dos anos
1940 sobre a lepra, esta doença aparece como incurável e de
prognóstico fatal, sendo recomendado o isolamento dos doentes. A
sulfona promin foi desenvolvida nessa década mas só depois de 1950
se começou a recorrer à dapsona, uma molécula relacionada com a
primeira, que ainda hoje é usada em combinação com outros
antibióticos como a rifampicina, descoberta no final dos anos 1950.
Curiosamente, a dapsona havia sido descoberta anteriormente mas não
foi considerada segura e eficaz. É também curioso que um
medicamento maldito pelo mal que causou a recém-nascidos nos anos
1960, a tralidomida, tenha encontrado no tratamento da lepra alguma
remissão. No entanto, ainda hoje morrem todos os anos cerca de duas
centenas de milhar de pessoas com esse doença.
Em
“Domingo à Tarde”, filme baseado num romance de Fernando Namora,
Jorge é um médico cínico e azedo que conhece Clarisse, uma doente
com leucemia que se recusa a dar atenção à sua doença e que o vai
conduzindo em passeios e aventuras, em geral bastante inocentes mas
quase sempre insólitos. A relação vai evoluindo, mas Clarisse
acaba por morrer. Em 1961, ano da publicação do livro, a leucemia
tinha ainda perspectivas de cura bastante reduzidas. O arsenal
terapêutico era limitado e o reaparecimento da doença frequente.
No
início do século xx surgiu a radioterapia e, a partir dos anos
1940, começaram a estar disponíveis alguns medicamentos
quimioterápicos que só começaram a ser usados na década seguinte.
Por exemplo, o metotrexato e a mercaptopurina, que são ainda
medicamentos de referência, surgiram nessa altura. Mas só a partir
dos anos 1970 começaram a surgir medicamentos eficazes na cura de
algumas formas de leucemia. A partir dessa altura passaram também a
estar disponívies outras formas de tratamento como o transplante de
medula (para os quais mais uma vez a talidomida encontrou utilidade)
e mais recentemene o tratamento com anticorpos monoclinais. No livro
são referidos ensaios clínicos incipientes de compostos promissores
obtidos a partir de uma alcachofra. Não provêm de alcachofras, mas
a enzima asparaginase, obtida de uma bactéria, e a vincristina
obtida de uma planta, são medicamentos ainda hoje usados.
Hoje
em dia dispomos de mais medicamentos e formas de tratamento que nos
anos de 1960, mas ainda há alguns tipos de cancros que resistem às
terapias. O papel da química na descoberta de novos medicamentos e
tratamentos continua por isso a ser fundamental.
Organização: Departamento de Química da FCTUC e Departamento de História, Estudos Europeus, Arqueologia e Artes da FLUC
Ciclo integrado na 17.ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra e nas comemorações dos 725 anos desta instituição.
Sessões do Carvão: “(Re)Acção!: Química e Cinema”
A
química e o cinema sempre tiveram relações estreitas, não só por razões
técnicas, mas também por motivos temáticos e narrativos. Para o
presente ciclo seleccionámos um conjunto de curtas e longas metragens
que se cruzam com a química de formas múltiplas. Estas obras
proporcionam a fruição e leitura de filmes relevantes na história do
cinema nacional e internacional, atravessando diversos géneros, que nos
mostram o modo como a química e o produto das suas experiências podem
transformar a existência humana.
As sessões são comentadas no início e a entrada livre:
11 MAR.
18 MAR.
25 MAR.
1 ABR.
8 ABR.
As sessões são comentadas no início e a entrada livre:
4 MAR.
21:30 The Count of Monte Cristo (O Conde de Monte Cristo, 1934), real. Rowland V. Lee
21:30 O Leproso (1974), real. Sinde Filipe | Domingo à Tarde (1966), real. António de Macedo
21:30 The Nutty Professor (As Noites Loucas do Dr. Jerryll, 1963), real. Jerry Lewis
21:30 Le chant du Styrène (O Canto do Estireno, 1959), real. Alain Resnais | The Last Man on Earth (O Último Homem na Terra, 1964), real. Ubaldo Ragona e Sidney Salkow
21:30 The Invisible Man (O Homem Invisível, 1933), real. James Whale
8 ABR.
21:30 Le Laboratoire de l’angoisse (O Laboratório da Angústia, 1971), real. Patrice Leconte | Mary Reilly (1996), real. Stephen Frears
Organização: Departamento de Química da FCTUC e Departamento de História, Estudos Europeus, Arqueologia e Artes da FLUC
Ciclo integrado na 17.ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra e nas comemorações dos 725 anos desta instituição.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
DOCUMENTÁRIO: A HISTÓRIA DE UM ERRO
"Este documentário revela alguns dos complexos aspectos individuais e sociais associados à Polineuropatia Amiloidótica Familiar Tipo I (PAF), também conhecida como "Doença dos Pezinhos", procurando aliar a transmissão de conhecimento científico à dimensão histórica e ao valor humano desse conhecimento.
A PAF é uma doença hereditária particularmente prevalente no norte de Portugal e não tem cura. Cada portador tem 50% de probabilidade de transmitir a doença a cada um dos seus descendentes. Os sintomas manifestam-se geralmente na terceira década da vida e sem uma intervenção médica atempada, ela própria acarretando os seus riscos, os pacientes perdem progressiva e irreversivelmente a sua autonomia. Se deixada a seguir o seu curso natural, a PAF conduz à morte em dez anos depois de se manifestar.
Este era o destino inelutável de qualquer doente com PAF até há vinte anos atrás, mas importantes conquistas científicas e médicas vieram alterar radicalmente as suas perspectivas. Desde Corino de Andrade que descreveu a doença pela primeira vez, passando por Pedro Pinho Costa e Maria João Saraiva que destrinçaram as suas bases moleculares até Filipa Carvalho e Alberto Barros que desenvolveram um método de diagnóstico pré-implantação que permite aos portadores de PAF ter filhos sem o gene mutado."
sexta-feira, 17 de maio de 2013
O que é um filme de ciência? (A)Mostra tenta encontrar resposta
(Informação recebida da Associação Viver a Ciência)
A busca faz-se através da projecção de sete filmes portugueses com características bem distintas, desde longas-metragens documentais a vídeos educativos e episódios de séries televisivas.A (A)Mostra é comissariada pela Associação Viver a Ciência (VAC) e promovida pela organização do Congresso de Comunicação de Ciência Sci Com PT 2013 (que acontece a 27 e 28 de Maio).
Programa:
26 de Maio*, Auditório do Pavilhão do Conhecimento (PACO)
*Evento aberto ao público e de entrada livre
14h: Orlando Ribeiro, Itinerâncias de um geógrafo (2010; António João Saraiva e Manuel Carvalho Gomes)
15h: ANGST (2010; Graça Castanheira)
16h15: Curtas-metragens
:: A flor, a formiga e a borboleta ameaçada (2008; Bruno Cabral, Ivânia West e Patrícia Garcia-Pereira)
:: EX VIVO, aquilo que tem lugar fora do organismo (2012; Júlio Borlido, André Macedo e Augusto Gomez)
:: Nós, os fantásticos seres vivos: uma breve história sobre Evolução (2012; Osvaldo Medina)
:: LPDJLQH D VHFUHW (2010; Armindo Albuquerque Moreira)
:: A tabela é mesmo periódica (Antestreia: 2013; Rui Brás)
17.20h: DEBATE: O que é um filme de ciência?
Com:
Graça Castanheira (ANGST),
Bruno Cabral (A flor, a formiga e a borboleta ameaçada),
André Macedo (EX VIVO, aquilo que tem lugar fora do organismo)
Osvaldo Medina (Nós, os fantásticos seres vivos)
Rui Brás (A tabela é mesmo periódica)
Manuel Carvalho Gomes (Orlando Ribeiro, Itinerâncias de um geógrafo)
Armindo Albuquerque Moreira (LPDJLQH D VHFUHW)
Moderação:
Martin Pawley (produtor, programador, crítico de cinema e divulgador de ciência. Responsável pela Mostra de Ciencia e Cinema da Coruña).
quinta-feira, 3 de maio de 2012
As películas também precisam de dormir
Cito de cor: "As películas também precisam de dormir. Até serem acordadas por alguém", disse, calmamente, em entrevista que não sei situar, Fernando Lopes.
As obras de arte, como as que produziu, podem ficar esquecidas por pouco ou por muito tempo, mas isso não importa, porque o seu valor e a sua beleza são regularmente redescobertas e ganham vida...
Na imagem: Fernando Lopes (retirada da Internet)
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
A GRUTA DOS SONHOS ESQUECIDOS
Já chegou aos cinemas portugueses o filme em 3D sobre a gruta Chauvet, um santuário da arte rupestre.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Untraceable
Em comentário a texto anterior, o leitor Fernando Caria enviou-nos um comentário onde destacou o filme Untraceable, do ano de 2008, realizado por Gregory Hoblit.Assim o resume: "o público de internet acede a um website onde se pode ver a morte atroz de uma pessoa, que morrerá mais depressa, quanto maior fôr o número de acessos ao website. A cada nova vítima, apesar dos apelos da polícia para não se ligarem ao website, o número de acessos salta de dezenas de milhares para milhões."
domingo, 27 de novembro de 2011
UM MÉTODO PERIGOSO
Já está nos cinemas o novo filme de David Cronenberg sobre as relações entre Freud e Jung.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
MONDEGO
Tiro o meu chapéu ao Daniel Pinheiro, jovem documentarista português que concluiu recentemente o mestrado na Universidade de Sanford, no Reino Unido, com este extraordinário documentário sobre a vida selvagem do Mondego. Não sei de que é que a RTP ou a SIC ou a TVI estão à espera para lhe encomendarem filmes sobre outros sítios e outra flora e fauna do nosso país. Vejam o filme no modo de ecrã grande e desfrutem...
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Contágio no Cais do Sodré
Um cartaz do filme "Contágio" que é um painel vivo feito com microrganismos. Foi feito por investigadores do ITQB (Universidade Novas de Lisboa) e IBET. Pode ser visto ao vivo na estação de Metro do Cais do Sodré, em Lisboa.
O filme promocional da WarnerBros com o cartaz vivo:
A reportagem do sapo, com entrevista à artista residente do ITQB, Patrícia Noronha:
sábado, 24 de setembro de 2011
domingo, 3 de julho de 2011
XMEN: O INÍCIO
Já está nos cinemas portugueses o filme "XMen: O início", ficção científica baseada em mutantes. Começa na Polónia, na Segunda Guerra Mundial, e termina com a crise dos mísseis em Cuba, no início dos anos 60. Pelo meio muita acção e alguns clichés sobre a ciência e os cientistas...
segunda-feira, 13 de junho de 2011
O BIG BANG COM ANTONIO BANDERAS
Jé chegou aos ecrãs norte-americanos o filme "The Big Bang" realizado por Tony Krantz e com Antonio Banderas como principal protagonista. No filme há um laboratório subterrâneo, onde se procura a partícula de Higgs...
sábado, 23 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Vieira da Silva e o 25 de Abril

Texto recebido de Elsa Ligeiro, editora da "Alma Azul", a propósito do 25 de Abril que se aproxima (na figura cartaz de Vieira da Silva):
A história é conhecida. Salazar recusou a nacionalidade portuguesa a Arpad Szenes, apátrida, pela sua ascendência judaica, e marido da pintora Maria Helena Vieira da Silva.
A pintora, que nasceu em Portugal, em 1908, morreu com passaporte francês para acompanhar o marido quando, em 1956, o governo de França tornou cidadão francês o meteco Arpad que tinha nascido na Hungria e desde jovem vivido em vários países, um pouco por todo o mundo.Também em Portugal, onde esteve com a mulher, com quem partilhou o resto da sua vida depois do casamento, em 1930.
Há um filme de José Álvaro Morais, um dos maiores cineastas portugueses, que apesar de ter nascido em Coimbra, cresceu na Covilhã, onde está sepultado, que conta esta bela história de amor entre os dois. O filme tem como título Ma Femme Chamada Bicho. Durante os primeiros dez minutos até parece um filme sobre Arpad Szenes. É ele que fala de Viena e Berlim e do seu ambiente totalitário no início do século XX, pouco antes da I Grande Guerra Mundial (sábias as suas palavras, como inteligentes e cáusticas serão mais tarde quando fala de Portugal).
Mas aparece Vieira da Silva, a sua musa, e ela toma conta do filme. Passa a uma história de amor extraordinária. Talvez mais bela porque reúne um talentoso artista que encontra um génio. Até na postura.
O filme é de 1976, o que torna possível escutar da boca de Maria Helena Vieira da Silva como nasceram os cartazes sobre o 25 de Abril de 1974 que fixarão para sempre a imagem de um país com uma revolução ímpar. A forma como Vieira da Silva o conta, com uma felicidade genuína e desprendida, é um dos momentos mais sublimes do filme. Só superado pelas imagens em que a pintora tenta continuar um quadro em frente à câmara e, depois de duas pinceladas, abandona as tintas dizendo: “Não consigo, não parece autêntico, não é autêntico”. Nada há de mais autêntico para Vieira da Silva que os seus quadros, onde com o seu génio condensa cidades. Mas fazê-lo diante de uma câmara é uma ilustração que não lhe cabe. Exemplar.
O que não a impede de no final do filme, numa verdadeira pantomínia, pintar a cara de negro e de mão dada com Arpad Szenes, caminharem, como dois adolescentes apaixonados, diante da câmara de José Álvaro Morais. Num final verdadeiro e feliz. Como devem ter as grandes histórias.
Elsa Ligeiro
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
SANCTUM
Já está nos sistemas o filme "Sanctum" produzido por James Cameron e realizado por Alister Grierson (por vezs quase só o primeiro nome é que aparece, numa estratégia de vendas). Inspirado num história real, conta uma aventura de mergulho subterrâneo nas profunddezas de uma gruta...
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