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sexta-feira, 3 de julho de 2020

“ARTE RUPESTRE NO CERRADO”




ARTE RUPESTRE NO CERRADOé o título da próxima palestra do ciclo de divulgação científica “Ciência às Seis”, que ocorrerá no dia 7 de Julho, terça-feira, pelas 18h00, por vídeo conferência. O palestrante é o arqueólogo António Batarda Fernandes, Chefe da Divisão de Inventariação, Estudo e Salvaguarda do Património Arqueológico (DIESPA), Departamento de Bens Culturais, Direção-Geral do Património Cultural.

Os interessados podem seguir a vídeo conferência através do link:

O ciclo de palestras de divulgação científica “Ciência às Seis” é uma iniciativa do Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, com coordenação do bioquímico e comunicador ciência António Piedade.


Sinopse da palestra:

Situado no Brasil Central, o Cerrado formou até algumas décadas atrás o ecossistema típico de aproximadamente 20% da área do país. Até ao presente, estima-se que mais da metade dessa cobertura original tenha sido perdida para a agricultura e criação de gado, com apenas 2,2% do seu total protegido por leis federais. O município de Serranopólis, estado de Goiás, acumula a presença de zonas de Cerrado razoavelmente bem preservadas, com um complexo arqueológico significativo, abrangendo arte rupestre e locais de ocupação humana. No total, 26 locais são conhecidos, apresentando arte pré-histórica e camadas arqueológicas que remontam a 11.000 BP. Trabalhos de emergência de conservação da arte rupestre criaram a oportunidade de estabelecer um projeto de longo alcance dedicado à pesquisa, gestão, conservação e envolvimento público dos valores do património cultural e natural negligenciados e ameaçados da região: a arte rupestre pré-histórica e o Cerrado. Dada a atual situação mundial (sustentabilidade de recursos, alterações do clima, persistência de políticas económicas “business as usual”), o lema "Pense globalmente, aja localmente" nunca terá sido tão verdadeiro como no caso de Serranopólis. Num mundo global, a atuação local, tomando partido das riquezas naturais e culturais únicas e endógenas da região, poderá contribuir para moldar um futuro mais respeitador dos valores patrimoniais?

Nota biográfica:
Arqueólogo de formação, António Batarda Fernandes (https://batarda.wordpress.com/) exerce atualmente funções de Chefe da Divisão de Inventariação, Estudo e Salvaguarda do Património Arqueológico (DIESPA), Departamento de Bens Culturais, Direção-Geral do Património Cultural.
Até Fevereiro de 2020, exerceu funções no Museu e Parque Arqueológico do Vale do Coa onde coordeneou o Programa de Conservação da Arte Rupestre do Coa, co-coordenou os Serviços Educativos e geriu o website da Fundação Coa Parque além da presença nas chamadas redes sociais: Facebook, Youtube, Twitter, Instagram e TripAdvisor.
Na formação académica destaca-se o Mestrado em Gestão de Sítios Arqueológicos pelo Instituto de Arqueologia da University College London, apresentando tese sobre a gestão das visitas aos sítios de arte rupestre do Vale do Coa, e o Doutoramento em Arqueologia pela Escola de Ciências Aplicadas da Universidade de Bournemouth, apresentando tese sobre a conservação também dos sítios de arte rupestre do Vale do Coa.


Público alvo: todo(a)s o(a)s interessado(a)s em conhecimento e cultura científica!

quinta-feira, 25 de junho de 2020

“NOVAS “PROFISSÕES DE SONHO” ENTRE JOVENS”




“NOVAS “PROFISSÕES DE SONHO” ENTRE JOVENS” é o título da próxima palestra do ciclo de divulgação científica “Ciência às Seis”, que ocorrerá no dia 30 de Junho, terça-feira, pelas 18h00, por vídeo conferência. O palestrante é o sociólogo Vitor Sérgio Ferreira, Investigador Auxiliar no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa

Os interessados podem seguir a vídeo conferência através do link:

O ciclo de palestras de divulgação científica “Ciência às Seis” é uma iniciativa do Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, com coordenação do bioquímico e comunicador ciência António Piedade.

Sinopse da palestra:
As tradicionais profissões de sonho envolviam a crença no ensino superior, como ser médico, advogado, arquiteto ou engenheiro. Hoje existem entre os jovens portugueses novas aspirações e opções profissionais, já não exclusivamente associadas a carreiras certificadas por diplomas universitários. O diploma de ensino superior, afinal, não garante o acesso e progressão numa carreira ou um emprego que corresponda à qualificação obtida. Sai fragilizada a sua procura otimista, bem como os itinerários que oferece. Os jovens e suas famílias estão cada vez mais conscientes destas realidades. São cada vez mais procuradas alternativas que articulem escola, formação e trabalho. As promessas académicas competem com promessas de outros meios sociais, como as culturas juvenis de pares e as culturas mediáticas de celebridade. E novas atividades inspiram os imaginários dos mais jovens acerca dos seus possíveis meios de vida no futuro, muitas vezes envoltas numa retórica de “sonho”. Existem hoje novas profissões de sonho que não passam obrigatoriamente pela obtenção de um diploma universitário. Venho investigando as de tatuador, DJ, jogador de futebol, cozinheiro ou modelo, e mais recentemente, as de youtuber, streammer ou gamer, exercidas em plataformas digitais. Que condições sociais e culturais favorecem e motivam a atração dos jovens por este tipo de actividades?

A propósito desta palestra, sugerimos o visionamento do documentário PARA ALÉM DA FAMA. BASTIDORES DE NOVAS "PROFISSÕES DE SONHO, realizado por Paula Vanina Cencig e Vítor Sérgio Ferreira no âmbito do projeto de investigação Tornando profissões de sonho realidade: transições para novos mundos profissionais atrativos aos jovens (financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (PTDC/CS-SOC/122727/2010), dá voz a alguns dos jovens que nele participaram, contando as suas experiências, percursos e expetativas quanto a exercer profissionalmente as atividades de modelo, DJ, chefe de cozinha e futebolista.
O documentário pode ser visto na plataforma YouTube:

Ficha técnica
Realização: Paula Vanina Cencig e Vitor Sérgio Ferreira
Argumento: Paula Vanina Cencig, Vitor Sérgio Ferreira, Alexandra Raimundo
Gravações, montagem e direção de arte: Paula Vanina Cencig
Imagens de apoio: Maria João Taborda, Alexandra Raimundo
Áudios de apoio: Alexandra Raimundo
Tratamento áudio: Christian Landone
Mixagem final áudio: Paula Vanina Cencig
Legendagem em Inglês: Carlos Duarte
Legendagem em Espanhol: Elsa Graciela Shusterman de Cencig
Legendagem em Português do Brasil: Paula Vanina Cencig




Sobre o orador:
Vítor Sérgio Ferreira é doutorado em Sociologia pelo ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa. Atualmente é Investigador Auxiliar no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde coordena o grupo de investigação LIFE – Percursos de vida, Desigualdades e Solidariedades: Práticas e Políticas, e é vice-coordenador do Observatório Permanente da Juventude. É professor de Métodos e Técnicas de Pesquisa Qualitativa, no Programa Interuniversitário de Doutoramento em Sociologia: Conhecimento para Sociedades Abertas e Inclusivas (OpenSoc). Tem coordenado e participado de vários projetos de investigação, com principal incidência nas áreas da sociologia da juventude e do corpo. Tem publicado nacional e internacionalmente sobre temáticas relacionadas com culturas juvenis e transições para a vida adulta, gerações e percursos de vida, usos do corpo e modificações corporais, e métodos e técnicas de pesquisa qualitativa.

Público alvo: todos os interessados em conhecimento e cultura científica.

“ENVELHECER SEMPRE JOVEM? A NEUROGÉNESE E A MEMÓRIA" - Video


terça-feira, 16 de junho de 2020

“ENVELHECER SEMPRE JOVEM? A NEUROGÉNESE E A MEMÓRIA"



Envelhecer sempre jovem? A Neurogénese e a Memória” é o título da próxima palestra do ciclo de divulgação científica “Ciência às Seis”, que ocorrerá no dia 23 de Junho, pelas 18h00, por vídeo conferência. O palestrante é o biólogo João Malva, Investigador Coordenador da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.


O ciclo de palestras de divulgação científica “Ciência às Seis” é uma iniciativa do Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, com coordenação do bioquímico e comunicador ciência António Piedade.

Sinopse da palestra:
Nesta palestra serão abordados os desafios relacionados com as alterações demográficas e com o envelhecimento das populações. Iremos discutir a saúde e a doença na idade avançada e a necessidade imperiosa de valorizar a promoção da saúde, ao longo de toda a vida, através da adoção de estilos de vida saudáveis. Envelhecer é uma inevitabilidade, mas a doença não é inevitável. Se é importante dar mais anos à vida, veremos que é ainda mais importante dar mais vida aos anos.
Iremos abordar o envelhecimento e a perda gradual de capacidades físicas e cognitivas. Veremos como a adoção de estilos de vida saudáveis pode capacitar o cérebro com maior reserva cognitiva em idade avançada e como isso pode contribuir para uma saúde mental mais robusta para resistir à perda de memória. Falaremos sobre as células estaminais neurais e sobre o seu papel na plasticidade  e na renovação neuronal, em circuitos que processam a memória.
Por último, iremos destacar alguns projetos de desenvolvimento e implementação de boas práticas inovadoras para promoção da vida saudável e do envelhecimento ativo. Daremos destaque à criação da rede Ageing@Coimbra, Região Europeia para o Envelhecimento Ativo e Saudável.

Sobre João Malva:
Desempenha funções de Investigador Coordenador da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Licenciado em Biologia (1987), Doutor em Biologia Celular (1997), obteve a sua Agregação em Ciências da Saúde, no ramo de Biomedicina (2009), pela Universidade de Coimbra.
A sua carreira científica tem-se desenvolvido no domínio das Neurociências e no encontro de novas soluções inovadoras para responder aos desafios da sociedade relacionados com o envelhecimento. Coordena o grupo de investigação “Vida Saudável e Envelhecimento Ativo” no Instituto de Imagem Biomédica e Ciências da Vida (iCBR), da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Nos últimos anos destacou-se como neurocientista, como criador de redes no domínio do envelhecimento e coordenador de projetos estratégicos; tais como o consórcio Ageing@Coimbra, o projeto H2020 ERA Chair (ERA@UC), o projeto H2020 teaming do Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (MIA-Portugal), ou a Escola Europeia de Doutoramento em Envelhecimento EIT Health, entre outros.
Foi “Director Adjunto” do consórcio EIT-Health InnoStars (2015). Foi Presidente da Sociedade Portuguesa de Neurociências (2007-2011) e é membro (desde 2006) da European Dana Alliance for the Brain (EDAB).
Foi Secretário da Assembleia da Faculdade de Medicina (2009-2015) e Vice-Diretor do Instituto de Investigação Interdisciplinar (2013-2015) da Universidade de Coimbra, e ainda membro do Conselho Científico da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (2015-2017).

Público-alvo: todos os interessados em conhecimento!

segunda-feira, 8 de junho de 2020

BURACOS NEGROS SOB UMA NOVA LUZ




O ciclo de palestras de divulgação científica “Ciência às Seis” está de volta!

O regresso será já no próximo dia 12 de Junho, pelas 18h00, dia em que o astrofísico Vítor Cardoso dará, por vídeo conferência, a palestra intitulada “Buracos negros sob uma nova luz”. Os interessados podem seguir a vídeo conferência através do link: https://us02web.zoom.us/j/4748462924?pwd=dWV3clhtWHRYUFR6ZlpDYzdSMmFCZz09

O ciclo de palestras de divulgação científica “Ciência às Seis” é uma iniciativa do Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, com coordenação do bioquímico e comunicador ciência António Piedade.

Resumo da palestra: Desde há milhares de anos que tentamos entender porque e como é que as coisas caem. Esta busca permitiu-nos entender a luz, o sistema solar, a galáxia e o próprio universo com uma precisão sem precedente. Nesta palestra vamos discutir um pouco do que aconteceu nos últimos 300 anos, com um foco especial nos últimos anos, em que vimos ondas gravitacionais e buracos negros pela primeira vez na história da humanidade.




Vítor Cardoso é Professor Catedrático no Departamento de Física do Instituto Superior Técnico, onde lidera o Grupo de Gravitação (GRIT) do CENTRA. Os seus interesses de investigação incidem sobre astrofísica e gravitação, em particular ondas gravitacionais e buracos negros e a física do espaço. É autor de um livro e de cerca de 200 artigos publicados em revistas internacionais. A sua investigação foi distinguida duas vezes pelo European Research Council. Em 2015 foi agraciado pelo Presidente da República com a Ordem de Santiago D’Espada, pelas suas contribuições para a ciência. Neste momento, é líder de um consórcio internacional de mais de 30 países europeus e centenas de cientistas, que se dedica ao estudo de ondas gravitacionais e buracos negros. É membro fundador da Sociedade Portuguesa de Relatividade e Gravitação.

Público alvo: todos os interessados em conhecimento!
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

CORRIGIR O GENOMA HUMANO COM EDIÇÃO GENÉTICA




Na próxima 3ª feira, dia 3 de Março de 2020, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra "The Modern Prometheus": corrigir o genoma humano com edição genética, por Pedro Antas,  investigador pós-doutorado no Centro de Doenças Crónicas da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, no laboratório Mecanismos Moleculares de Doença, onde actualmente coordena um projecto financiado pela Fundação Americana Choroideremia Foundation.

Esta palestra integra-se no já popular ciclo "Ciência às Seis – 4ª temporada", coordenado por António Piedade, Bioquímico, escritor e Comunicador de Ciência.

Sinopse da palestra:
“Hoje, inúmeras doenças genéticas poderiam ser tratadas num abrir e fechar de olhos. Podemos corrigir mutações de um gene com uma facilidade impensável há 10 anos atrás. Aliás, já nasceram os primeiros bebés geneticamente modificados. 

Mas afinal o que é uma doença genética? Como é que a podemos curar? E se o desenvolvimento dessa cura abrir portas para criarmos descendentes por medida? Até onde estamos dispostos a ir? O que está a sociedade disposta a aceitar?

Nesta palestra propomos-nos abordar algumas destas questões e falaremos, em particular, da doença Coroideremia, doença genética que provoca perda de visão a partir dos 20 anos de idade.”


Nota sobre Pedro Antas:
Pedro Antas é investigador pós-doutorado no Centro de Doenças Crónicas da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, no laboratório Mecanismos Moleculares de Doença, onde actualmente coordena um projecto financiado pela Fundação Americana Choroideremia Foundation. Licenciou-se em Biologia Celular e Biotecnologia na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e fez o seu mestrado em Biologia Humana na mesma faculdade. Obteve o seu grau de doutoramento na University College of London num trabalho desenvolvido no The Francis Crick Institute em Londres, em Biologia das Células Estaminais e Cancro. No seu período em Londres presidiu à PARSUK- Associação de Investigadores e Estudantes Portuguese no Reino Unido, e integrou também o Centro de Science Policy da Royal Society que providencia aconselhamento cientifico ao governo britânico.   



ENTRADA LIVRE
Público-Alvo: Público em geral e interessado
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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

COMUNICAR CIÊNCIA SERÁ UMA PERDA DE TEMPO?


Na próxima 3ª feira, dia 19 de Novembro de 2019, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestraComunicar ciência será uma perda de tempo?”, por Sara Varela Amaral , comunicadora de ciência no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.



Esta palestra integra-se no já popular ciclo "Ciência às Seis – 4ª temporada", coordenado por António Piedade, Bioquímico, escritor e Comunicador de Ciência.

Sinopse da palestra:
Existe uma enorme lacuna de comunicação entre as comunidades científicas e não-científicas, apesar dos reconhecidos impactos da ciência e tecnologia na sociedade, o que traz um profundo prejuízo ao pleno exercício da cidadania. O aumento do investimento e do impacto da investigação científica deve ser acompanhado por mecanismos eficazes de comunicação de ciência, nomeadamente na área biomédica. Contribuir para ultrapassar os problemas de comunicação de ciência é uma aposta essencial para uma sociedade mais esclarecida e democrática e para o progresso e sustentabilidade da investigação científica. No sentido de superar este hiato existente entre ciência e diferentes públicos, tendo em consideração a elevada importância do esclarecimento e sensibilização face às temáticas científicas, parece crucial o reforço das ligações entre a comunidade científica e a sociedade, e a promoção de uma comunicação mais transparente. Por esse motivo, nos dias de hoje, o tempo gasto a comunicar ciência deve ser tratado da mesma forma como o tempo dedicado a produzir ciência.

Um dos maiores desafios da investigação científica contemporânea é por esse motivo desenvolver formas inovadoras e eficazes de comunicar e envolver a sociedade na ciência. Os gabinetes de comunicação de ciência no seio das instituições científicas, locais onde é produzido conhecimento, representam importantes organismos neste desafio. Por um lado, são importantes na criação de plataformas eficientes de comunicação de ciência, através de projetos criativos, educativos e colaborativos. Por outro lado, são essenciais na mobilização dos investigadores. É fundamental inspirar os investigadores a terem um papel ativo na comunicação de ciência, dar-lhes ferramentas de comunicação e acima de tudo, mostrar à comunidade científica os benefícios pessoais, profissionais e institucionais que a comunicação de ciência pode trazer. Os gabinetes de comunicação também desempenham um papel importante estabelecimento de parcerias em projetos entre investigadores de diferentes áreas ou de colaborações com profissionais e instituições de outras áreas como jornalismo ou artes. Os projetos de comunicação de ciência (e de investigação científica) beneficiam fortemente deste tipo de parcerias que promovem a interseção de diferentes saberes.

Por estas razões, a aposta na investigação científica passa forçosamente pelo reforço e criatividade nas estratégias de comunicação: fomentar o debate público, discutir as implicações éticas da investigação e aumentar a literacia científica. A inserção da comunicação de ciência no plano estratégico das instituições representa um reconhecimento da importância dada a esta temática e assume um papel fulcral nas instituições científicas modernas.

ENTRADA LIVRE
Público-Alvo: Público em geral e interessado

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

A PLUVISILVA (AMAZÓNIA) E SOBREVIVÊNCIA HUMANA


Na próxima 4ª feira, dia 30 de Outubro de 2019, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra A PLUVISILVA (AMAZÓNIA) E SOBREVIVÊNCIA HUMANA”, por Jorge Paiva, um dos principais botânicos e divulgadores de ciência portugueses, investigador do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra.
Esta palestra integra-se no já popular ciclo "Ciênciaàs Seis – 4ª temporada", coordenado por António Piedade, Bioquímico, escritor e Divulgador de Ciência.

Sinopse da palestra:
O Planeta Terrestre tem cerca de 4.600 milhões de anos (Ma). A vida surge no meio aquático, quase 2.000 Ma depois da formação do Globo Terrestre. Durante cerca de outros 2.000 Ma foram-se diferenciando muitas formas de vida no meio aquático, até que os seres vivos evoluíssem e conseguissem adaptações para começarem a ocupar o meio terrestre desabitado (570-500 Ma). A biodiversidade foi sempre aumentando, quer no meio aquático, quer no terrestre, apesar de épocas de diminuições massivas de biodiversidade, até atingir o máximo do seu valor durante a era Cenonozóica, no Terciário, período em que surgem os Hominóides. 7-6 Ma houve não só alterações climáticas, como também relevantes movimentos tectónicos, tendo-se originado o Vale do Rift, com altas montanhas e vastas planícies, no que resultou uma grande diversidade de habitats e, portanto, elevada biodiversidade e um grupo de Símios, os Cercopitecídeos. Aparecem, então, os principais grupos de animais herbívoros das savanas africanas e terão surgido, há cerca de 6 Ma, nessa região africana, os primeiros representantes dos Hominídeos. Isto é, os Hominídeos surgem numa época de elevada biodiversidade (Terciário), numa área de grandes superfícies lacustres (Lagos do vale do Rift), portanto muita água doce, e junto das florestas tropicais, ecossistemas de elevadíssima biodiversidade. É assim que, nessa mesma área do vale do Rift (Omo, Olduvai e Lago Turkana), aparecem fósseis do Homo habilis (± 2 Ma). Onde se situa a garganta do Olduvai, existia um grande lago, no qual desaguavam vários rios ladeados de florestas ripícolas de galeria (nas margens dos rios), que forneciam frutos e outros produtos, e grandes quantidades de mamíferos, que serviram de alimento a esses nossos antepassados.

Portanto, a nossa espécie só sobrevive desde que haja água, elevada biodiversidade e florestas, onde se encontram os maiores produtores de biomassa, as enormes árvores tropicais.

Há cerca de 1,8-1,5 Ma surge o Homo erectus, nómada e caçador. Com as alterações climáticas de há 1,5 Ma, aumenta a área de savanas e sobrevive este caçador nómada, que migra para o Sul e para o Norte, penetrando no continente asiático. Há cerca de 1 Ma, segundo alguns autores, o H. erectus evolui, aparecendo o H. neandertalensis (± 120 mil anos) e o H. sapiens (± 100 mil anos), que chegaram a conviver.

O certo é que ao longo da dispersão pelo Globo Terrestre fomos sempre derrubando florestas para combustível (lenha), construção de habitações e embarcações, produção de mobiliário e utensílios, bem como para outros fins.

Um exemplo de devastação florestais com resultados drásticos para a vida humana, foi o que aconteceu na Ilha de Páscoa. Esta ilha, Rapa Nui na língua nativa, situada no Oceano Pacífico (Polinésia Oriental) e que hoje pertence ao Chile (3700 km da costa oeste deste país) esteve coberta por uma floresta subtropical antes da chegada de polinésios, há cerca de 1600-1700 anos (300-400 depois de Cristo). Esta floresta foi completamente devastada pelos rapanuios, o que, praticamente, provocou a extinção deste povo.

Apesar de se ter este conhecimento, as florestas continuam a ser derrubadas a um ritmo verdadeiramente alucinante e drástico. Actualmente, com potentes máquinas e sofisticadas técnicas, por cada 11 segundos é derrubada uma área de floresta tropical correspondente à superfície do relvado de um campo de futebol, ou seja o equivalente à área de Inglaterra por ano. Assim, resta no Globo Terrestre pouco mais de 20% da cobertura florestal que existia depois da última glaciação (Würm), isto é, após o início do período actual, o Holoceno (Antropogénico). Números da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) revelam que, na década de 2000 a 2010, 13 milhões de hectares/ano dessas florestas tropicais foram derrubados. Por exemplo, no Brasil, que está entre os cinco países com maior área de floresta, a perda chegou a 2,6 milhões de hectares anuais. Da “Mata Atlântica” brasileira, outro ecossistema florestal subtropical, resta menos de 6% do que existia quando os portugueses descobriram o Brasil.

Sabemos que as florestas, particularmente as equatoriais (pluvisilva), devido à elevada biomassa vegetal que elaboram, são ecossistemas de elevadíssima biodiversidade. Sabemos, ainda, que é nestas florestas, que estão os maiores produtores de biomassa (árvores com mais de 5.000 toneladas), um enorme volume de sequestradores de carbono (plantas), pela quantidade de dióxido de carbono (CO2) que utilizam e imensas (plantas) fábricas naturais de oxigénio (O2).

Para a criação massiva de gado bovino são necessárias amplas áreas de pastagens, o que levou ao derrube de enormes superfícies de florestas, particularmente das tropicais. Além de ter sido mais um contributo para o aumento de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera devido à devastação da floresta tropical, o elevadíssimo número de reses, constitui, actualmente, um dos maiores factores de poluição atmosférica, pois cada um destes ruminantes liberta, diariamente, para a atmosfera cerca de 50 litros de metano.

Devastação florestal, particularmente da pluvisilva, e imensas manadas com inumeráveis cabeças de gado bovino, são, actualmente, dos factores mais relevantes que contribuem para as alterações climáticas e, consequentemente, para o Aquecimento Global.

Além de tudo isso, para se conseguirem rapidamente vastas áreas desarborizadas para campos agrícolas e agropecuária, anualmente incendeiam-se áreas florestadas de maneira incontrolada e devastadora, aumentando ainda mais o volume de gás carbónico (CO2) na atmosfera.

Apesar de se saber isso, a grande maioria da população mundial não tem a mínima noção do que está a acontecer ao planeta em que vivemos e que não é mais do que uma pequeníssima “ilha” do Universo, que temos vindo a desflorestar, assim como também é uma enorme “gaiola”, que temos vindo a poluir há milénios (depois da designada “Revolução Industrial” emitimos para a atmosfera terrestre 72.000 produtos químicos que ali não existiam) e a provocar-lhe uma elevação de temperatura tal que se tornará inabitável para a espécie humana.

ENTRADA LIVRE
Público-Alvo: Público em geral
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CIÊNCIA ÀS SEIS - 4ª TEMPORADA



RÓMULO - Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, apresenta o programa geral da 4ª edição do ciclo de palestras de cultura científica "Ciência às Seis", composto por 14 palestras de diversas áreas do conhecimento, de entrada livre e destinadas ao público em geral interessado em Cultura Humana! 

O ciclo coordenado pelo bioquímico e comunicador de ciência António Piedade, decorre de Outubro de 2019 a Julho de 2020, sempre às 18h.



sexta-feira, 18 de outubro de 2019

“LEONARDO DA VINCI: UMA “ARTE” DO INTERVALO”


O popular ciclo de palestras de divulgação científica “Ciência às Seis” está de volta e vai começar a 4.ª temporada!

Na próxima 4.ª feira, dia 23 de Outubro de 2019, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra LEONARDO DA VINCI: UMA “ARTE” DO INTERVALO”, por Cláudia Ferreira, investigadora do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra.

Esta palestra permitirá a divulgação e discussão de um olhar singular e inovador sobre a importância da obra pictórica de Leonardo da Vinci no despertar da ciência moderna. Enquadra-se de forma pertinente nas comemorações dos 500 anos da morte de Leonardo da Vinci que se celebra durante 2019.

O ciclo “Ciência às Seis” é coordenado por António Piedade, Bioquímico, escritor e Divulgador de Ciência.

Sinopse da palestra: "Leonardo da Vinci, tomado como filho exemplar do Renascimento, fincou-se, talvez como nenhum outro homem, na vertigem que separa a ciência da arte, e vice-versa. Com efeito, é no século XVI que se abre, através do mergulho perpetrado pela anatomia no corpo humano, o solo da ciência moderna, ao mesmo tempo que se preparam os fundamentos do mundo entendido enquanto imagem. Na formulação de tal imagem avulta a arte, e especificamente a pintura, como aquela que delimita e enquadra, aquela que de forma económica melhor coloca o humano em cena, oferecendo-lhe então um espelho de grande eficácia. Nesta ocasião iremos deter-nos precisamente na vertigem que separa a ciência da arte, e vice-versa, tendo como timoneiro Leonardo da Vinci e a diferença sexual como ângulo que abre a nossa perspectiva."

ENTRADA LIVRE
Público-Alvo: Público em geral e interessado
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