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terça-feira, 29 de outubro de 2019
Ainda sobre os incêndios
Recentemente foi publicado na revista Algarve Vivo, o meu texto Incêndios: entre a tragédia e a oportunidade, em que defendo que uma das soluções possíveis passa por actuar simultaneamente em três níveis: individual, político e colectivo. No mesmo texto dou exemplos do que se pode fazer e do que já está a ser feito.
sexta-feira, 25 de outubro de 2019
A PLUVISILVA (AMAZÓNIA) E SOBREVIVÊNCIA HUMANA
Na próxima 4ª feira, dia 30 de Outubro de 2019, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra “A PLUVISILVA (AMAZÓNIA) E SOBREVIVÊNCIA HUMANA”, por Jorge Paiva, um dos principais botânicos e divulgadores de ciência portugueses, investigador do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra.
Esta palestra integra-se no já popular ciclo "Ciênciaàs Seis – 4ª temporada", coordenado por António Piedade, Bioquímico,
escritor e Divulgador de Ciência.
Sinopse da palestra:
O Planeta Terrestre tem cerca de 4.600 milhões de
anos (Ma). A vida surge no meio aquático, quase 2.000 Ma depois da formação do
Globo Terrestre. Durante cerca de outros 2.000 Ma foram-se diferenciando muitas
formas de vida no meio aquático, até que os seres vivos evoluíssem e
conseguissem adaptações para começarem a ocupar o meio terrestre desabitado
(570-500 Ma). A biodiversidade foi sempre aumentando, quer no meio aquático,
quer no terrestre, apesar de épocas de diminuições massivas de biodiversidade, até
atingir o máximo do seu valor durante a era Cenonozóica, no Terciário, período
em que surgem os Hominóides. Há 7-6 Ma houve não só alterações climáticas, como
também relevantes movimentos tectónicos, tendo-se originado o Vale do Rift, com
altas montanhas e vastas planícies, no que resultou uma grande diversidade de
habitats e, portanto, elevada biodiversidade e um grupo de Símios, os
Cercopitecídeos. Aparecem, então, os principais grupos de animais herbívoros
das savanas africanas e terão surgido, há cerca de 6 Ma, nessa região africana,
os primeiros representantes dos Hominídeos. Isto é, os Hominídeos surgem numa
época de elevada biodiversidade (Terciário), numa área de grandes superfícies
lacustres (Lagos do vale do Rift), portanto muita água doce, e junto das
florestas tropicais, ecossistemas de elevadíssima biodiversidade. É assim que,
nessa mesma área do vale do Rift (Omo, Olduvai e Lago Turkana), aparecem
fósseis do Homo habilis (± 2 Ma). Onde se situa a garganta do Olduvai,
existia um grande lago, no qual desaguavam vários rios ladeados de florestas
ripícolas de galeria (nas margens dos rios), que forneciam frutos e outros
produtos, e grandes quantidades de mamíferos, que serviram de alimento a esses
nossos antepassados.
Portanto, a nossa espécie
só sobrevive desde que haja água, elevada biodiversidade e florestas, onde se
encontram os maiores produtores de biomassa, as enormes árvores tropicais.
Há cerca de
1,8-1,5 Ma surge o Homo erectus, nómada e caçador. Com as alterações
climáticas de há 1,5 Ma, aumenta a área de savanas e sobrevive este caçador
nómada, que migra para o Sul e para o Norte, penetrando no continente asiático.
Há cerca de 1 Ma, segundo alguns autores, o H. erectus evolui,
aparecendo o H. neandertalensis (± 120 mil anos) e o H.
sapiens (± 100 mil anos), que chegaram a conviver.
O certo é que ao
longo da dispersão pelo Globo Terrestre fomos sempre derrubando florestas para combustível
(lenha), construção de habitações e embarcações, produção de mobiliário e
utensílios, bem como para outros fins.
Um exemplo de
devastação florestais com resultados drásticos para a vida humana, foi o que
aconteceu na Ilha de Páscoa. Esta ilha, Rapa Nui na língua nativa, situada no Oceano Pacífico (Polinésia
Oriental) e que hoje pertence ao Chile (3700 km da costa oeste deste país)
esteve coberta por uma floresta subtropical antes da chegada de polinésios, há
cerca de 1600-1700 anos (300-400 depois de Cristo). Esta floresta foi
completamente devastada pelos rapanuios, o que, praticamente, provocou a
extinção deste povo.
Apesar de se ter este conhecimento, as
florestas continuam a ser derrubadas a um ritmo verdadeiramente alucinante e
drástico. Actualmente, com potentes máquinas e sofisticadas técnicas, por cada 11 segundos é derrubada uma área de
floresta tropical correspondente à superfície do relvado de um campo de
futebol, ou seja o equivalente à área de Inglaterra por ano. Assim, resta no
Globo Terrestre pouco mais de 20% da cobertura florestal que existia depois da
última glaciação (Würm), isto é, após o início do período actual, o Holoceno
(Antropogénico). Números da Organização das Nações Unidas para Agricultura e
Alimentação (FAO) revelam que, na década de 2000 a 2010, 13 milhões de
hectares/ano dessas florestas tropicais foram derrubados. Por exemplo, no
Brasil, que está entre os cinco países com maior área de floresta, a perda
chegou a 2,6 milhões de hectares anuais. Da “Mata Atlântica” brasileira, outro
ecossistema florestal subtropical, resta menos de 6% do que existia quando os
portugueses descobriram o Brasil.
Sabemos que as florestas, particularmente as equatoriais
(pluvisilva), devido à elevada
biomassa vegetal que elaboram, são ecossistemas de elevadíssima biodiversidade.
Sabemos, ainda, que é nestas florestas, que estão os maiores produtores de
biomassa (árvores com mais de 5.000 toneladas), um enorme volume de
sequestradores de carbono (plantas), pela quantidade de dióxido de carbono (CO2)
que utilizam e imensas (plantas) fábricas naturais de oxigénio (O2).
Para a criação massiva de gado bovino são
necessárias amplas áreas de pastagens, o que levou ao derrube de enormes
superfícies de florestas, particularmente das tropicais. Além de ter sido mais
um contributo para o aumento de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera
devido à devastação da floresta tropical, o elevadíssimo número de reses,
constitui, actualmente, um dos maiores factores de poluição atmosférica, pois
cada um destes ruminantes liberta, diariamente, para a atmosfera cerca de 50
litros de metano.
Devastação florestal, particularmente da pluvisilva, e imensas manadas com
inumeráveis cabeças de gado bovino, são, actualmente, dos factores mais
relevantes que contribuem para as alterações climáticas e, consequentemente,
para o Aquecimento Global.
Além de tudo isso, para se
conseguirem rapidamente vastas áreas desarborizadas para campos agrícolas e agropecuária,
anualmente incendeiam-se áreas florestadas de maneira incontrolada e
devastadora, aumentando ainda mais o volume de gás carbónico (CO2)
na atmosfera.
Apesar de se saber isso, a grande maioria da
população mundial não tem a mínima noção do que está a acontecer ao planeta em
que vivemos e que não é mais do que uma pequeníssima “ilha” do Universo, que
temos vindo a desflorestar, assim como também é uma enorme “gaiola”, que temos
vindo a poluir há milénios (depois da designada “Revolução Industrial” emitimos
para a atmosfera terrestre 72.000 produtos químicos que ali não existiam) e a
provocar-lhe uma elevação de temperatura tal que se tornará inabitável para a
espécie humana.
ENTRADA LIVRE
Público-Alvo: Público em geral
Link para o evento no facebook
terça-feira, 5 de abril de 2016
CONTRIBUTOS PARA A LUTA CONTRA AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
As alterações climáticas são uma realidade inegável: a temperatura média da Terra está a aumentar, os glaciares e a neve estão a derreter e o nível médio das águas do mar está a subir. A
emissão de gases com efeito de estufa, como o CO2, é a causa do
problema que importa travar ou solucionar. A captura do CO2 da atmosfera
é uma das respostas possíveis a esta questão.
Infografia sobre alterações climáticas pelos alunos da Escola Panamericana de Artes. Documento completo aqui
Liliana Tomé, do Laboratório de Tecnologias de Separação e Extracção ITQB NOVA, vai dar uma palestra sobre técnicas de captura de CO2 usando líquidos iónicos que constam no mais recente artigo científico do seu grupo de investigação na Chemical Society Review deste mês.
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quinta-feira, 4 de setembro de 2014
AQUILO QUE COMEMOS INFLUENCIA AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
Artigo primeiramente publicado na imprensa regional.
Dietas mais saudáveis e a redução dos
desperdícios alimentares são parte de uma combinação de soluções necessárias
para assegurar comida para todos e evitar desastrosas mudanças climáticas,
segundo uma equipa de cientistas da Universidade de Cambridge.
Em 2050
existirão 9,6 mil milhões de humanos no planeta Terra. A disponibilidade de
alimentos para alimentar esses milões de pessoas é um assunto actual e de
preocupação global. O que será necessário fazer a nível agrícola e pecuário
para responder às necessidades alimentares futuras?
Num artigo
publicado recentemente na revista Nature Climate Change,
investigadores da Universidade de Cambridge efectuam uma simulação que tenta
responder àquela questão, mas mais sobre a perspectiva que envolve as mudanças
climáticas resultantes do impacto da tendência actual e futura da dieta humana.
Segundo este
novo estudo, a crescente ocidentalização das dietas da maior parte dos países
de todo o mundo, em que se verifica um aumento desmedido no consumo de carnes e
de alimentos muito processados, terá como impacto um aumento muito superior ao até
agora estimado para a emissão de gases com efeito de estufa em 2050.
Os autores
do artigo sublinham a necessidade de urgentemente repensarmos cuidadosamente o
que comemos e impacto ambiental disso. O crescimento exponencial da população
mundial associado à mudança dos gostos alimentares para uma dieta farta em
carnes, exige um aumento considerável na produção agrícola, muito para além do
que o agora é possível. Para satisfazer os novos apetites de uma população
crescente é necessária mais terra cultivável, para criar mais pastagens, o que
implica o aumento da desflorestação.
Segundo os
autores deste estudo, se se mantiver a actual tendência alimentar, por volta de
2050 a extensão de terras cultiváveis ter-se-á expandido para mais de 42% e o
uso de fertilizantes químicos aumentará acentuadamente em cerca de 45 % em
relação aos níveis de 2009. E cerca de 10 % das florestas virgens do mundo
desaparecerão nos próximos 35 anos.
Se assim se
continuar, quando os nossos filhos forem adultos o mundo terá um clima
diferente, com mais catástrofes ambientais, com uma maior perda de
biodiversidade, com uma menor qualidade de vida para os então 9,6 mil milhões
de habitantes humanos neste planeta, o único que conhecemos onde existe vida.
Para
responder às necessidades alimentares baseadas no consumo de carne, uma acentuada
actividade pecuária aumentará perigosamente os níveis de metano emitido para a
atmosfera. Este gás é dez vezes mais potente a causar efeito de estufa do que o
dióxido de carbono.
Todos os
aspectos mencionados resultarão num aumento de 80% na previsão da emissão de
gases com efeito de estufa em 2050, segundo os cientistas deste estudo, o que é
muito superior ao estimado só para as emissões resultantes da actividade
económica global. Aliás, estas terão de ser somadas àquelas, o que não agoira
nada de bom para o ambiente.
Os autores também chamam a atenção para as consequências nefastas sobre o ambiente causadas pelo sempre excessivo desperdício alimentar verificado nos países desenvolvidos. Estes desperdícios, para além serem em si um mal social, obrigam a um gasto energético necessário ao seu tratamento o que também aumenta a emissão de gases com efeito de estufa.
Uma dieta mais equilibrada
“É
imperativo que encontremos formas de alcançar uma segurança alimentar sem
expandir as culturas e as terras de pastagem. A produção de alimentos é um
factor causador de perda de biodiversidade e um grande contribuinte para as alterações
climáticas e poluição, pelo que as nossas escolhas alimentares são de um
extrema importância e têm consequências não negligenciáveis”, diz Bojana
Bajzelj da Universidade de Cambridge e primeiro autor do estudo.
No artigo, os cientistas apresentam uma composição para a dieta que
consideram adequada para evitar as consequências da actual tendência alimentar.
Sugerem uma dieta equilibrada composta por duas porções de 85g de carne
vermelha e cinco ovos por semana, assim como uma porção de carne de aves por
dia. “Não se trata de uma proposta para uma dieta vegetariana, mas sim para uma
dieta que inclua carne em quantidades adequadas para uma dieta considerada mais
saudável”, diz Keith Richards um outro autor do estudo.
Diminuir os
desperdícios alimentares e moderar o nosso consumo de carne numa dieta mais
equilibrada é assim considerado essencial para que possamos diminuir o impacto
da dieta global sobre as alterações climáticas.
Pense pois no
que come, não só para manter um bom estado de saúde, mas também para construir
um futuro melhor em termos ambientais.
António
Piedade
terça-feira, 22 de abril de 2014
HENRIQUE RAPOSO E A NEGAÇÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL
Como a ignorância aliada à arrogância vai desembocar na negação do aquecimento global. Gostava de dizer que este texto do Henrique Raposo me surpreende. Mas não. Pelo menos dá para pôr em perspectiva os seus outros textos. Afinal, se escreve isto sobre um assunto acerca do qual existe um consenso científico avassalador, podemos inferir a seriedade com que fundamenta as suas habituais opiniões políticas.
Henrique Raposo, face ao trabalho voluntário de centenas de cientistas de todo o mundo que revêem todo a ciência publicada acerca de alterações climáticas, num processo transparente e sujeito a revisão pelos pares, o que tem para contrapor? Histórias sobre erupções vulcânicas na Idade Média e considerações chico-espertas, como esta:
se o "homem industrial" é o responsável pelas mudanças climáticas, por que razão o clima mudou tanto antes do advento da revolução industrial?
Vamos rever: Henrique Raposo pensa que é visionário e que viu o que os cientistas climáticas não foram capazes de vislumbrar nos dados das amostras de gelo com 800 mil anos à frente dos seus narizes: que o clima tem uma variabilidade natural. Brilhante. Não tínhamos pensado nisso. Boa. Obrigado. Será que Henrique Raposo não compreende que, apesar do variabilidade natural do clima, as actividades humanas provocaram mudanças que não são devidas a essa variabilidade natural? Henrique Raposo pensa, seriamente, que os cientistas não pensaram nisso? Estavam distraídos a olhar para um panda gigante a jogar à macaca com um koala?
Henrique Raposo comete ainda um erro primário de lógica. Que é mais ou menos assim: se as laranjas são frutos, então como podemos ter fruta sem laranjeiras? Raposo infere que para a actual ciência climática ser válida, toda a variabilidade do clima tem que ser devida à actividade humana. E isso é uma falácia. O clima tem variabilidade natural e, para além disso, há as alterações causadas pelo homem. As laranjas são frutos, mas também há pêras e maçãs.
O consenso científico acerca das alterações climáticas é avassalador. A historiadora de ciência Naomi Oreskes, fez uma análise de todos os artigos científicos publicados entre 1993 e 2003 e chegou à conclusão que nenhum (vou repetir: NENHUM) contrariava a ideia de que o clima está a ser alterado por causa das actividades humanas.
Desde então, o mesmo têm mostrado os sucessivos relatórios do Painel Internacional das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, nomeadamente o quinto relatório, publicado este ano. A posição de Henrique Raposo é a velha corrente TTB (Tá Tudo bem). Podemos continuar a passear nos nossos carros a gasóleo com mais de uma tonelada, a comer toda a carne de vaca que conseguirmos (o metano dos intestinos das vacas também é um gás de efeito de estufa). Não é preciso mudar nada, Tá Tudo Bem, os cientistas são parvos.
Claro que Raposo também pode supor, e aparentemente é o que faz, que há uma conspiração dos poderosos ecologistas contra as indefesas companhias petrolíferas, no sentido de falsificar o conhecimento acerca de alterações climáticas.
Mais uma vez, nada que surpreenda.
terça-feira, 5 de junho de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
CONVITE PARA PROFESSORES
A Companhia de Teatro CAUSA tem o prazer de convidar todos os docentes, em particular aos das área científicas, para assistirem ao espectáculo conferência humorística AQUECIMENTO ESCLARECIDO no Teatro da Trindade dia 20 de Maio, sábado às 17horas.Esta é a última oportunidade para assistir a um espectáculo visto por milhares de estudantes de todo o país em 2011/12. O grande sucesso obtido junto do público escolar leva-nos a propô-lo de novo no próximo ano lectivo.Gostamos tanto de fazer rir quanto de reflectir.Venha passar connosco alguns momentos hilariantes ao mesmo tempo que conhece um espectáculo vencedor do Prémio Ideias Verdes, que poderá ser uma ajuda complementar à sala de aula.
Convite válido para 2 pessoas.
Confirmação através do número de telefone 911 777 144 ou para o email causa.ac[arroba]gmail.com.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
O problema ambiental mais deprimente não é a perda de habitat ou a sobreexploração, mas a indiferença humana a esses problemas
Órgão da Administração Direta do Ministério da Ciência e Tecnologia, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia / INPA - foi criado (1952) com a finalidade de realizar o estudo científico do meio físico e das condições de vida da região amazônica, tendo em vista o bem estar humano e os reclamos da cultura, da economia e da segurança nacional. Sua missão é gerar e disseminar conhecimentos e tecnologia, e capacitar recursos humanos para o desenvolvimento da Amazônia. Ao longo de cinco décadas, vem assumindo responsabilidade crescente na tarefa de produzir conhecimento, estabelecendo um compromisso com o desenvolvimento sustentável, a defesa do meio ambiente e de seus ecossistemas, expandindo os estudos sobre a biodiversidade, a sociodiversidade, os recursos florestais e hídricos.
domingo, 22 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
VIDEO: Aquecimento Esclarecido
Aquecimento Esclarecido já foi apresentado em Almada, Lisboa, Coimbra e Porto! Disponível para apresentações em escolas, sempre seguido de um debate com um especialista em alterações climáticas. Pedidos de informações por email.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
ESTREIA: AQUECIMENTO ESCLARECIDO (é hoje!)

Hoje, estreia do espectáculo AQUECIMENTO ESCLARECIDO.
As datas e locais das primeiras apresentações são estas:
- 4 de Janeiro de 2012 Casa da Cerca, Almada (18h30)
- 5 de Janeiro de 2012, Teatro da Trindade, Lisboa (17h30)
- 6 de Janeiro de 2012, Jardim Botânico da Universidade do Porto (16h30)
- 7 de Janeiro de 2012, Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (15h)
Duração aproximada de 35 minutos, seguido de um debate entre público, artistas e especialistas em questões climáticas.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
ESTREIA: AQUECIMENTO ESCLARECIDO

(clique para ampliar)
Vai estrear já no início de Janeiro o espectáculo AQUECIMENTO ESCLARECIDO, , que em conjunto com o espectáculo sobre ambiente dos Cientistas de Pé, faz parte da concretização do Prémio Ideias Verdes 2010.
As datas e locais das primeiras apresentações são estas:
- 4 de Janeiro de 2012 Casa da Cerca, Almada (18h30)
- 5 de Janeiro de 2012, Teatro da Trindade, Lisboa (17h30)
- 6 de Janeiro de 2012, Jardim Botânico da Universidade do Porto (16h30)
- 7 de Janeiro de 2012, Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (15h)
Duração aproximada de 35 minutos, seguido de um debate entre público, artistas e especialistas em questões climáticas.
A entrada, nestas sessões de estreia, é livre. No caso do Museu da Ciência de Coimbra (geral@museudaciencia.org) e da Casa da Cerca (causa.ac@gmail.com ) é necessária uma inscrição prévia por email.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Boa Álvaro!

Há uns valentes anos uma chuvada provocou uma derrocada para cima da linha dos eléctricos, na zona da Cruz-Quebrada. Temporariamente, o percurso foi assegurado por autocarros e o eléctrico passou a terminar o seu percurso em Algés.
O interrupção temporária da circulação dos eléctricos passou a definitiva quando se arrancaram parte dos carris que permitiam que estes pudessem dar a volta na Cruz-Quebrada. E agora o governo pretende acabar com a carreira de autocarros que os substituiu, com argumentos tecnico-tácticos absurdos tais como "a carris nunca teve concessão para essa zona".
Os eléctricos andaram décadas ilegais?
Estamos a falar de uma linha que serve não só a Faculdade de Motricidade Humana (entende-se que por serem desportistas talvez os seus alunos possam vir a correr ou de asa delta), como o Complexo Desportivo do Jamor (talvez quem não tenha carro deva fazer jogging à porta de casa, fazendo slalom entre os excrementos de canídeo e os carros estacionados no passeio) e um colégio com professores, funcionários e alunos. É também a carreira que serve o Estoril Open, mas nesse caso os espectadores mais pobres chegam de Mercedes e BMW topo de gama, que poderão continuar a estacionar em cima da paragem de autocarro, agora ainda com mais descontracção.
Quanto à VIMECA, empresa privada que segundo o gabinete do ministro Álvaro Santos Pereira faz a quase totalidade do percurso da carreira da Carris que se pretende extinguir, é apenas uma alternativa para quem quiser pagar um passe mais caro.
E assim se promove o uso do transporte público em Portugal.
domingo, 23 de outubro de 2011
O AQUECIMENTO GLOBAL É VERDADEIRO

Ler aqui.
Robert Park comentou, no seu What's New:
"The most comprehensive scientific review of historical temperature records ever carried out seems to remove any lingering doubts. A group of scientists at the University of California, Berkeley find that the average global land temperature has risen by about 1C since the mid-1950s. That’s big. The group has submitted four papers describing their findings to Geophysical Research Letters. It is unusual to circulate papers prior to peer review, but Richard Muller, author of "Physics for Future Presidents," who heads the project, may have been influenced by the apparent attempts of the energy industry to corrupt the scientific process, such as the hacking." of private climate-files at the University of East Anglia."
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Dia Mundial para a Protecção da Camada de Ozono
A 16 de Setembro de 1987, 46 países assinaram um documento que ficou conhecido por "Protocolo de Montreal", no qual se comprometeram a parar de fabricar o gás Clorofluorcarbono (CFC), apontado pela comunidade científica como o maior responsável pela destruição da camada de ozono na estratosfera. Para comemorar esse esforço multinacional, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou a data como Dia Mundial para a Preservação da Camada de Ozono.
E hoje como estamos?
António Piedade
quinta-feira, 17 de março de 2011
Blind Carbon Copy

Informação recebida da companhia de teatro marionet:
Estreou no dia 16 de Março, prolongando-se a exibição até ao dia 20 de Março, às 21h30 (Domingo às 16h) um novo espectáculo da marionet, intitulado "BCC - Blind Carbon Copy", sobre alterações climáticas, que tem lugar no Teatro da Cerca de S. Bernardo, Coimbra
Está no ADN da marionet formular perguntas e procurar responder-lhes, mesmo que não o consiga, conjugando a dimensão subjectiva e emocional dos artistas com que trabalha com o olhar preciso e desconfiado dos cientistas que coloca no seu caminho. Para construir o BCC acompanhámos o Instituto do Mar - Centro do Mar e Ambiente durante quase dois anos, olhando com especial atenção a vida dentro dos rios, plural, complexa e ameaçada como a nossa.
BCC é a nossa reflexão sobre o importante tema das alterações climáticas e outras alterações importantes que cada um de nós provoca com a sua acção quotidiana.
Como num email em que não conhecemos os destinatários ocultos, a nossa vida parece muitas vezes estar a esconder de nós mesmos o essencial. Aparentemente translúcida como um riacho de água corrente, a nossa existência é parte de um caos impossível de compreender com o olhar.
A Humanidade está a tornar o planeta insuportável e quente, diriam os macro-invertebrados que vimos à lupa durante esta residência.
Já passaram mais de dois anos desde a primeira vez que visitámos o trabalho desenvolvido no grupo Freshwater Ecosystems and Catchment Areas do IMAR-CMA, quando nos surpreendemos pela primeira vez com a imensa vida existente nos rios e desenvolvemos consciência da fragilidade e complexidade destes ecossistemas e das constantes ameaças a que a Humanidade os expõe.
O fascínio pelo quase invisível mundo dos macroinvertebrados e a vontade de colocar as atenções no tema muito actual das alterações climáticas fez-nos persistir neste projecto e agora, finalmente, levá-lo a palco.
Durante a nossa residência neste centro de investigação fomos recolhendo amostras do trabalho científico aí desenvolvido para o trabalho que viríamos a compor. Fomos ao campo observar a relação entre os cientistas e os seus objectos de estudo, estivemos no laboratório a vê-los criar experiências controladas, apreendemos os seus métodos, os seus motivos, as suas visões do mundo, as suas dúvidas, as suas perguntas. E fomos estabelecendo as bases para a nossa própria experiência no nosso laboratório.
No momento em que iniciámos a fase final do nosso projecto, já a apontar a uma performance colectiva criada a partir dos materiais recolhidos e das experiências vividas, parecia inevitável dar a conhecer o microcosmo dos rios e da vida que os habita, pelo fascínio que nos provocou. Contudo, as variáveis da nossa experiência não foram completamente controladas, talvez assinalando aqui uma diferença fundamental entre arte e ciência, e o resultado é uma inesperada reflexão sobre o ser humano. Com a lupa a incidir numa caixa de petri com macroinvertebrados potencialmente ameaçados por um aumento global da temperatura média do planeta, descobrimo-nos a olhar para um espelho a tentar perceber as razões de fazermos como somos.
Sobre o IMAR- CMA
O IMAR-CMA é uma unidade de investigação do consórcio Instituto do Mar criado em 1994. O IMAR-CMA, sediado na Universidade de Coimbra, é uma unidade classificada de Muito Bom por painéis internacionais da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Os mais de 100 investigadores do IMAR trabalham em áreas complementares em estudos focados nos ecossistemas costeiros e das águas interiores. Os estudos da unidade de investigação fornecem respostas científicas e técnicas a entidades públicas e privadas relacionados com avaliação e gestão da qualidade ecológica; optimização do uso dos recursos hídricos; e desenvolvimento de estratégias de conservação biológica. A linha 2 do IMAR - Centro do Mar e Ambiente (Freshwater ecosystems and Catchment areas) desenvolve especificamente estudos relacionados com a decomposição de material foliar, a biomonitorização dos rio, e ainda a interacção entre os nemátodas e as plantas.
Informações e reservas: 239 718 238 | 966 302 488
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Exterminação ecológica
Na sequência do post 10-10-10:
Alertar para a relação entre os nossos comportamentos poluidores e o aquecimento global é legítimo (ainda que, ao que me é dado saber, essa relação não esteja inteiramente percebida e, portanto, explicada). A maneira como isso se faz é que pode ser ilegítima...
A jornalista Joana Viana exemplica isto mesmo no jornal i do passado dia 6 de Outubro, dando a notícia de um filme no mínimo polémico, cujo propósito era esse alerta.
No âmbito da campanha da União Europeia "20% até 2020" - redução de emissões de CO2 nessa percentagem na próxima década -, fervorosos activistas ambientais e um realizador (Richard Curtis, guionista do Quatro Casamentos e um Funeral) idealizaram várias cenas em que as pessoas displicentes quanto aos perigos da poluição são simplesmente... explodidas! E fizeram um filme chocante que as mostram...
O Reino Unido reagiu e proibiu-o de passar na televisão, mas talvez valha a pena vê-lo aqui... para que cada um possa tirar as suas conclusões.
Alertar para a relação entre os nossos comportamentos poluidores e o aquecimento global é legítimo (ainda que, ao que me é dado saber, essa relação não esteja inteiramente percebida e, portanto, explicada). A maneira como isso se faz é que pode ser ilegítima...
A jornalista Joana Viana exemplica isto mesmo no jornal i do passado dia 6 de Outubro, dando a notícia de um filme no mínimo polémico, cujo propósito era esse alerta.
No âmbito da campanha da União Europeia "20% até 2020" - redução de emissões de CO2 nessa percentagem na próxima década -, fervorosos activistas ambientais e um realizador (Richard Curtis, guionista do Quatro Casamentos e um Funeral) idealizaram várias cenas em que as pessoas displicentes quanto aos perigos da poluição são simplesmente... explodidas! E fizeram um filme chocante que as mostram...
O Reino Unido reagiu e proibiu-o de passar na televisão, mas talvez valha a pena vê-lo aqui... para que cada um possa tirar as suas conclusões.
domingo, 10 de outubro de 2010
10-10-10

Hoje, dia do triplo 10, 10 de Outubro de 2010, ocorre um movimento global de activistas em favor de cautelas contra o aquecimento global: ver aqui.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
HUMOR: AQUECIMENTO GLOBAL 3
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