sexta-feira, 25 de outubro de 2019

UM SILÊNCIO QUE DÓI

No passado dia 19 deste mês, publiquei neste blogue o post: “A ADSE e o barbarismo da nossa época”. 

Pela ausência de comentários, que esta desumana medida da ADSE mereceu (ao retirar aos cônjuges dos titulares por usufruírem de uma reforma que em pouco excede  duzentos  euros mensais de reforma da Segurança Social para a qual fizeram os respectivos descontos) não posso deixar de chamar a atenção de uma sociedade desumanizada para que não encare a velhice como um estorvo. Faço-o com este dolorido apontamento.

Este “status quo”, tem como alternativa um Sistema Nacional de Saúde, a rebentar pelas costuras, em que uma simples consulta demora meses ou  anos, ou chega mesmo depois do falecimento do inscrito, com os cidadãos, como tal,  deprimidos  pela idade avançada e por estarem impedidos, outro tanto, de fazerem seguros privados. Ou seja, é tida esta medida, por quem devia estar ao serviço do bem público, como panaceia para todos os problemas de uma sociedade socialista ganhadora de eleição democrática passada em que o vil metal se fez rei e senhor de um Governo que faz orelhas moucas ao aviso do médico psiquiatra Augusto Cury: "Nunca desprezes as pessoas deprimidas. A depressão é o último estágio da dor humana".

A tomada de posse de um novo Governo com aumento "generoso" de governantes, com as  despesas dispendiosas inerentes, já comentadas nos media, dá-me a certeza que os cofres da fazenda pública bem podem suportar as migalhas dos gastos com os cidadãos espoliados da ADSE  depois de muito anos ou mesmo decénios de usufruto.

“Last but not least”, muito prezaria que a ADSE me esclarecesse da minha razão ou sem razão, com argumentos inteligentes fáceis de serem compreendidos pelo meu pobre bestunto, não me remetendo, apenas, por me ter como um iletrado chapado, para a leitura da lei que evoca como se fosse uma coisa sacrossanta e eu apóstata de um templo sagrado. Em direito de cidadania, a que me julgo com direito, exijo  respostas que não me vençam pelo desânimo de uma conversa de surdos-mudos. Pelo contrário, com argumentos lógicos que, duvidosamente, sejam capazes de me CONVENCER, sem ser, como "ultima ratio", eu posso, eu quero, eu mando. “Alea jacta  est!” 

5 comentários:

  1. Este post foi publicado anteriormente neste bolgue por engano meu antes de lhe ter feito as devidas correcções. Com o pedido de desculpas ao leitor, republico-o.

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  2. Antecipidadamente grato, muito gradecia que fossem publicados comentários, subscritos pela ADSE ou por leitores deste meu post, que me ajudassem a avaliar a razão ou sem razão dos meus argumentos neste litígio.

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  3. Com pedido desculpa ao leitor, onde, neste meu post, escrevi (3.ª linha do 2º parágrafo) pensão da Caixa-Geral de Pensões, rectifico para pensão da Segurança Social.

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  4. Professor Rui Baptista;

    O Bloco de Esquerda, e no primeiro dia, insiste já na despenalizacão da morte assistida. Com os aplausos do PS.

    Não é a primeira preocupacão do BE, e também do PS, o direito à vida com dignidade, pelo contràrio, o que pretendem é ajudar a morrer... quando sabem que as politicas que existem limitam a dignidade das pessoas.

    É mais fácil assim, pois os idosos e doentes com a dignidade roubada facilmente assinam um papel que sentirão que lhes trará a dignidade que foi roubada.

    Basta apenas uma droga que seja letal.


    Cumprimentos,

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    1. Prezado engenheiro Ildefonso Dias: Acabo de publicar, neste blogue, a minha resposta ao seu comentário. Bom fim-de-semana.

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