sexta-feira, 17 de agosto de 2018

NOVO LIVRO DO “POETA DO ESPAÇO”

Artigo primeiramente publicado na imprensa regional portuguesa.




Hubert Reeves, astrofísico nascido em 1932 na cidade de Montreal, no Canadá, tem-se destacado como um dos mais prolíficos e populares divulgadores de astronomia e astrofísica a nível mundial. Com mais de uma dezena de livros de divulgação científica publicados em diversos países, que alcançaram muito sucesso, Reeves destaca-se pela sua escrita translúcida e acessível, mas que mantém o rigor científico, escrita pautada com um estilo poético que o caracteriza e que, por isso, é por muitos considerado como o “Poeta do Espaço”.



Entre nós, as obras de Hubert Reeves têm sido publicadas pela editora Gradiva, principalmente na sua prestigiada colecção “Ciência Aberta”. O primeiro, “Um pouco mais de Azul”, publicado em 1983, foi logo o número 2 desta colecção. O leitor encontra na “Ciência Aberta” os outros títulos deste autor, cuja leitura continua sempre interessante e actual.

E, neste último mês de Julho, foi publicado o mais recente livro deste cativante astrofísico: tem por título “O Banco do Tempo que Passa – Meditações Cósmicas”, e é o número 228 da colecção “Ciência Aberta” da Gradiva.

Com tradução de Tiago Marques e revisão científica de Carlos Fiolhais, este novo livro de Hubert Reeves é destinado a todos os que se questionam sobre a natureza do Universo, sobre as questões imemoriais e primordiais da Humanidade, sobre as novas questões que o conhecimento científico tem feito desabrochar, sobre as questões que ainda não têm resposta e que nos inquietam. Como escreve Hubert Reeves no Preâmbulo, “este livro destina-se a todos os que se interrogam sobre o grande mistério da realidade na qual o nascimento nos pôs a viver durante algum tempo”. É um livro para todos.

Ao longo de 336 páginas, Hubert Reeves partilha connosco as suas reflexões e a sua visão do Universo em que coabitamos e convida-nos a participar nesta aventura Humana que é a de sermos capazes de nos interrogar sobre a nossa própria existência, sobre as nossas origens e o nosso destino.

Com uma liberdade de pensamento genuína e livre de preconceitos, mantendo uma consciência lúcida sobre a incompletude do conhecimento científico e o papel crucial da dúvida, do erro e da incerteza na ciência, com uma humildade que advém da consciência da ainda muita ignorância que detemos sobre como o Universo “funciona”, Reeves reflecte connosco sobre a existência de Deus, sobre a necessidade de humanizar a Humanidade, sobre as alterações climáticas, sobre a evolução do Universo desde o Big Bang até ao aparecimento da consciência neste planeta azul, sobre o papel do acaso na evolução e no aumento da complexidade do Universo, entre muitos outros assuntos com que todos somos confrontados ao longo da nossa viagem pela vida.

Carlos Fiolhais escreve que este “é o livro dos livros de Reeves: uma súmula dos seus pensamentos sobre o Universo e sobre nós próprios”. E é, de facto, um privilégio podermos partilhar com o Hubert Reeves o seu conhecimento e cultura, o seu fascínio pela música e outras formas de arte que são, segundo o astrofísico, as expressões mais maravilhosas da evolução da vida no nosso planeta.

Sentemo-nos com Hubert Reeves neste seu “Banco do Tempo que Passa” e enriqueçamo-nos com os diálogos que ele estabelece com o leitor. Um livro para ler e reler ao acaso da nossa liberdade de escolha e interesse.

António Piedade

2 comentários:

  1. Vai para mais de trinta anos que tive a honra e o prazer de assistir extasiado a uma conferência de Hubert Reeves sobre o Universo maravilhoso, que decorreu no Salão Nobre da Faculdade Ciências da Universidade do Porto, situada então na Praça Gomes Teixeira, no centro da qual há uma grande fonte de bronze que tem quatro leões que deitam água pelas bocas!
    O eminente astrofísico revelou-se também - e falando em francês! - um extraordinário poeta!

    "Um pouco mais de sol – eu era brasa,
    Um pouco mais de azul – eu era além.
    Para atingir, faltou-me um golpe d’asa...
    Se ao menos eu permanecesse aquém..."

    Mário de Sá Carneiro

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  2. Conforme a lógica aplicada as grandes conquistas da mente humana, temos vários raciocínios lógicos, que comprova que a Teoria do Big Bang é uma grande conspiração contra a Ciências exatas. Exemplos:
    a) De acordo com essa dominante teoria do Big bang, o universo começou a partir de um estado minúsculo (e muito denso) que evoluiu, através do processo de explosão e expansão, até ao nosso belo e super-organizado universo. Se houvesse uma inversão de lógica, então seria assim. Uma explosão não produz ordem, produz desordem!

    b) Se, antes do Big Bang, só existia um único ponto em repouso e sem nenhuma força a atuar sobre ele, como é que ele explodiu ou expandiu, se a Lei da Inércia diz-nos que um corpo tende a estar em repouso ou em movimento retilíneo uniforme quando não atua nenhuma força sobre ele?

    c) Se, antes do Big Bang, o universo era tão quente e denso que nada escapava da sua gravidade, nem mesmo a luz e o calor – então como ele rompeu a densidade para expandir?

    d) Conforme a lei da “ação e reação” da 3ª lei de Newton, que defende que a potência empregada tem a mesma intensidade, mas em sentidos opostos, como é que o Universo esteja em constante expansão, se obrigatoriamente tem que haver uma força contraria a esta força de expansão.

    e) Conforme a 1ª Lei da termodinâmica: “Todas as formas de energia são mutuamente conversíveis”. E ainda: “A energia de um sistema fechado e isolado permanece constante”. Popularizado: “Na natureza nada se cria, Tudo se Transforma”.

    f) Se na 2ª Lei da termodinâmica, a fonte de calor superior fornece calor ao meio em busca do equilíbrio. É o clássico exemplo do equilíbrio de temperatura entre corpos que estejam em contato com temperaturas diferentes, está na Mecânica do Diagrama de Tarcísio Brito, que liga espaço tempo as energias do Universo:

    Sol (+) > < {(-) Terra / Lua (+)} > < (-) Sistema Interestelar, além do que diz esta matemática: uma força neutra (quando a força positivas e negativas se compensam) entre duas forças contrária, a diferentes temperaturas, tem diferentes energias cinéticas, capazes de responder infinitamente pela rotação e translação da terra, além de assegurar a retroalimentação do Sistema Solar contemplando o todo Universo, finito na sua dimensão esférica e infinito no seu tempo existencial, isto é que nos dá a chave do conhecimento real, tal como é o exemplo da força do movimento da Terra; como a Terra é termicamente transitiva (pela ação de outros), recebe as forças da gravidade positiva do Sol e da gravidade negativa do Sistema Interestelar atuando sobre ela e não se equilibram, acaba exercendo uma força de movimento de rotação e translação, assegurando-a o equilíbrio térmico da vida no ciclo da Nossa História alternado ao ciclo da Pré-História e vice-versa repetidamente.

    g) Do Jornal Ciência: O Big Bang nunca existiu e o Universo nunca teve começo e nunca terá fim.

    O nosso Universo, de acordo com as teorias de Einstein, possui cerca de 13,8 bilhões anos de idade e foi formado a partir de um ponto infinitamente pequeno.

    Enquanto a maioria das pessoas aceita este modelo, os cientistas ainda não conseguem explicar o que aconteceu dentro deste pequeno ponto ou o que veio antes dele.

    Agora, dois físicos propuseram um novo modelo que acredita que o Big Bang, na verdade, nunca aconteceu e que o nosso Universo não tem começo nem fim.

    "A matemática e a teoria do Big Bang, em si, se anulam por conta dos infinitos”, disse Saurya Das, professor na Universidade de Lethbridge, no Canadá, em entrevista ao Dailymail. "Em outras palavras, a teoria prevê a sua própria morte. Ela também não explica onde esse estado inicial ocorreu”.

    h) Se energia é a capacidade que um corpo ou um sistema físico tem de produzir trabalho, o corpo do Universo sempre existiu, pois se não existisse, não poderia existir energia sem espaço para um corpo ou um sistema físico para produzir trabalho.

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