terça-feira, 7 de novembro de 2017

ENSAIOS DA FUNDAÇÃO PARA O MÊS DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA

MÊS DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA

O Ensino do Português

#ensino #educação #português #ensaiosFFMS
Voltar a este livro Maria do Carmo Vieira foi a primeira autora da colecção Ensaios da Fundação. Sete anos passados sobre a publicação do livro, a autora faz um apanhado sobre o status quo do ensino da Língua e das políticas a ele associadas, demonstrando quão pertinente foi e é a leitura de O Ensino do Português.

Damos a palavra à autora «O Ensino do Português (2010) responde bem ao espírito dominante no Ministério da Educação (ME), não esquecendo que o Secretário de Estado, João Costa, foi um dos interlocutores, na nefasta Reforma 2003. Daí reiterar-se o «funcional», o «útil», logo, o pouco interesse pela Literatura e outras expressões de arte. A Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário, associada a João Costa, mantém-se, deteriorando o estudo da Gramática, e o AO 90, que o próprio ME rejeitou, num parecer, devasta o ensino da Língua.»
Disponível em todas as livrarias. Saiba mais aqui.
 

O Ensino da História

#ensino #educação #história #ensaiosFFMS
Voltar a este livro Para compreendermos o presente e podermos pensar o futuro, é premissa consensual conhecermos o nosso passado. Num país com fronteiras tão antigas e uma História tão rica, que importância damos ao ensino da história nas nossas salas de aula? Gabriel Mithá Ribeiro relembra-nos que é aí que tudo começa.

Damos a palavra ao autor «O passado constitui a componente mais significativa do presente. Para compreendê-lo é necessário cruzar a historiografia académica com os significados que lhe são atribuídos pelo senso comum. Em sociedades de escolarização massificada, é por excelência nas salas de aulas que se dirimem as angústias e se protege a dignidade das identidades colectivas. Nelas O Ensino da História transforma-se numa indispensável terapia colectiva.»
Disponível em todas as livrarias. Saiba mais aqui.
 

A Ciência em Portugal

#ensino #educação #ciência #ensaiosFFMS
Voltar a este livro Carlos Fiolhais faz um retrato global do lugar que a ciência ocupa no nosso país. Voltamos a este ensaio dando especial atenção à componente do ensino, no mês em que a Fundação dedica grande parte da sua agenda à Ciência e à Educação. 

Damos a palavra ao autor «O meu ensaio, de 2011, apresenta a ciência nacional, nas suas várias facetas: a história, a organização, os resultados, a relação com a economia , o ensino e a divulgação. Se é certo que, na organização e nos resultados, houve uma evolução, nem sempre positiva, nos últimos anos, não é menos verdade que, noutros aspectos, o retrato continua bastante actual. Para discutirmos a ciência hoje, é indispensável percebermos de onde vimos e onde estamos.»
Disponível em todas as livrarias. Saiba mais aqui.
 

Matemática em Portugal: uma questão de educação

#ensino #educação #matemática #ensaiosFFMS
Voltar a este livro De um a dez, como classificariam os portugueses o ensino da Matemática? Este é um tema que todos os anos, sem excepção, volta à agenda educativa, e sobre o qual Jorge Buescu escreveu desmistificando preconceitos e indo àquelas que crê serem as verdadeiras razões para ouvirmos, lermos  e repetirmos vezes sem conta que a Matemática é, para alunos e professores, uma dor de cabeça (aparentemente) sem solução.

Damos a palavra ao autor «É comum ouvir-se dizer que os alunos portugueses têm problemas a Matemática; antigos Ministros da Educação chegaram a perguntar se se trataria de um problema genético. Neste ensaio argumenta-se que estas dificuldades são o reflexo do atraso e mediocridade seculares do nosso sistema educativo. A Matemática, ciência implacavelmente cumulativa em que as fraquezas são indisfarçáveis, é apenas o sinal de alerta mais claro destas fragilidades, um pouco como um canário numa mina de carvão.»
Disponível em todas as livrarias. Saiba mais aqui.

2 comentários:

  1. Hoje,dia 7 de Novembro, faz cem anos a Revolução de Outubro, na Rússia. O comunismo apostou forte na educação e ciência ao serviço da indústria do armamento, mas foi derrotado pelo capitalismo americano.
    Em Portugal, quem decide as políticas educativas e de desenvolvimento científico são os capitalistas estrangeiros que nos emprestam dinheiro. Portanto, estas tentativas meritórias de alguns intelectuais portugueses, que procuram lutar contra as correntes orientadoras do ensino que nos impõem a partir de Bruxelas, ou de Washington, estão votadas ao fracasso, conforme é patente na degradação que continua a avançar pela escola dentro, indiferente aos anos que passam e aos cães que ladram!

    ResponderEliminar
  2. Caro Carlos Fiolhais :

    A propósito do livro de Jorge Buescu, chamo-lhe a atenção para os artigos

    Paulo Almeida, Crítica com sinceridade a um sincero amigo. Referencial (Boletim da Associação 25 de Abril), Julho-Setembro de 2012, págs. 38-40.

    Luís Saraiva, O rigor na investigação em história da Matemática – reflexões suscitadas pela leitura do livro «A Matemática em Portugal: uma questão de Educação» de Jorge Buescu. Boletim da Sociedade Portuguesa de Matemática n º 67, 185-200, Outubro de 2012.
    http://revistas.rcaap.pt/boletimspm/article/viewFile/3882/2920

    Luís Saraiva, O rigor na investigação em história da Matemática (II) – notas ao texto «Em defesa do rigor na investigação em história da Matemática». Boletim da Sociedade Portuguesa de Matemática n º 68, 97-113, Maio de 2013.
    http://revistas.rcaap.pt/boletimspm/article/download/3834/2989

    Jorge Rezende, Sobre as perseguições a cientistas durante o fascismo. Revista Vértice 166, 59-89, 2013.
    https://docs.google.com/file/d/0BxoEDqp9TEHQeHFSSHVEeVBzbG8/edit

    Jorge Rezende, António Aniceto Monteiro – lutas, perseguições e exílios. Boletim da Sociedade Portuguesa de Matemática, 74, páginas 135-172.

    Saudações cordiais,
    Jorge Rezende

    ResponderEliminar

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.