quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A experimentação com alunos sem sequer ter havido consulta pública de documentos curriculares

A Sociedade Portuguesa de Matemática, única entidade que, tanto quanto sei, até ao momento, se pronunciou pública e formalmente, em comunicado, sobre o sentido, pertinência e aplicação das Aprendizagens Essenciais alerta, tal como eu fiz na passada sexta-feira, em texto publicado neste blogue (A experimentação na escola: algumas questões éticas e deontológicas que levanta), para aquilo que é absolutamente evidente no plano ético:
"o perigo de se sujeitarem os nossos alunos ao experimentalismo, que vai ter lugar num número substancial de escolas".
Nota essa sociedade que os novos documentos curriculares não estiveram em discussão pública, o que impede a indicação de qualquer erro científico e pedagógico que entidades e pessoas individuais detectem:
"O documento foi apresentado ao país para ser aplicado já no ano letivo que se inicia dentro de poucas semanas, sem que seja sequer possível corrigir as falhas graves".
Assim, na sequência daquilo que o Presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais tem declarado na comunicação social (por exemplo aqui), a sociedade nota que as Aprendizagens Essenciais serão
"já a partir de setembro próximo o referencial para as turmas sujeitas a esta experiência educativa".
De modo que:
"alerta escolas, professores e pais para os perigos que estes experimentalismos apressados, promovidos em determinadas escolas abrangidas pelo “projeto de autonomia e flexibilidade curricular (PAFC)”, podem acarretar para o futuro académico dos alunos envolvidos".

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