sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

ELÍSIO ESTANQUE, "PRAXE E TRADIÇÕES ACADÉMICAS", FFMS 2016: UMA CRÍTICA

Recebemos de Henrique Carmona da Mota esta crítica ao livro "A Praxe", de Elísio Estanque, Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2016, ded que já aqui falámos:

Foi uma bela iniciativa publicar um livro sobre a praxe académica analisada por um sociólogo ligado ao CES da UC – “um estudo sociológico… uma leitura ensaística e crítica – mas rigorosa e objetiva”.

O capítulo 3 (Boémia e tradições ritualistas) é crucial para se compreender a praxe estudantil, uma tradição de séculos. O autor propôs, e bem, usar uma ‘metodologia “arqueológica”: isto é, tentar reconstituir o passado para, ao projectar nele o olhar do presente, retirar daí uma nova luz’.
Acontece que esta reconstituição tem erros factuais graves.

Na pg 72 lê-se:

Igualmente digno de registo é a popularidade de alguns nomes ligados ao imaginário académico, embora não estudantes, que povoaram a cidade em épocas distintas, e o papel que desempenharam no universo das representações intelectuais e estudantis.
Personagens como o Agostinho Antunes, o Pantaleão, o Pad Zé, o Castelão de Almeida, entre outros, fazem parte da história da academia de Coimbra, sendo de certo modo apropriados por essa espécie de "academia paralela" que animava os ambientes boémios e contestatários de Coimbra do passado (Duarte, 2000).

Acontece que todos os personagens referidos estudaram e formaram-se na UC.

Bastaria ter lido um livro (Lamy, 1990) que cita na bibliografia: “O curso do Dr. Henrique Pereira Mota (Pantaleão) foi o introdutor do uso das cartolas na Queima das Fitas” e teve a ideia da “Venda da Pasta".

Além disso, todos essas “figuras”, depois de terem sido boémios padrão tiveram vidas profissionais de mérito. Castelão de Almeida (Lamy, 1990, apud Pais 2013) como estudante fundou o jornal O Ponney, indispensável ao estudo da praxe coimbrã dos anos 25-35 (que não cita). Pad-Zé (Cruzeiro, 1979 - trabalho que cita na bibliografia) e Agostinho Antunes. (Nobre, 1937) 


Sucede que não se trata de caso único – já tinha usado, pelo menos três vezes (Estanque 2007, 2008, 2010) este texto.


Agravando o erro, tece considerações hipotéticas (“supõe-se”) sobre factos que se revelam falsos:

Algumas dessas figuras, supõe-se que depois de convenientemente domesticadas, e uma vez garantido o seu lugar subalterno na comunidade, sendo alimentadas e até merecedoras de vestimenta própria (o traje académico), tornaram-se ícones de uma cultura onde a irreverência e o excesso eram condimentados com a atitude paternal em relação a esses (dóceis) animadores da algazarra estudantil. É o caso do Taxeira [.…]
Se a figura do "bobo da corte" pode parecer excessiva, é, no entanto, concebível que no ambiente coimbrão de outros tempos este tipo de figuras tenha exercido uma função semelhante.

É lamentável que um trabalho desta importância, realizado por um universitário com responsabilidades ( refere ”fazer parte de um centro de investigação”), coopte informações destas sem as confirmar (e tão fácil seria – suplemento dedicado à Queima das Fitas do Diário de Coimbra de 1999, ano anterior à referida dissertação de licenciatura (Duarte, 2000).

Se nenhuma das “figuras” que usou como “amostra” foi o que diz que foram, “figuras” que equipara “ao Taxeira”, toda a ilação decorrente se desmorona numa presunção para-factual.

Esta imperdoável falha descredibiliza o autor para o que se segue neste livro.

Referências bibliográficas:

Cruzeiro, Maria Eduarda (1979) – “Costumes estudantis de Coimbra”, Análise Social, 1979, 797-798 Consultado a 05-11-2016  em            http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223990403T2oCN9gi5Xo15HK9.pdf
Duarte, Madalena (2000), A taberna e a boémia coimbrã – Práticas de lazer dos estudantes de Coimbra. Coimbra: FEUC (diss. de licenciatura). Obra impossível de compulsar.
Estanque, Elísio (2007), "Cultura académica e movimento estudantil em Coimbra", Teoria e Pesquisa, UFSCar - Brasil, XVI, 2, 7-28.
Estanque Elísio (2008). “Jovens, estudantes e ‘repúblicos’: Culturas estudantis e crise do associativismo em Coimbra”. Revista Crítica de Ciências Sociais, 81, 9-41
Estaque Elísio (2010). “Juventude, boemia e movimentos sociais: culturas e lutas estudantis na universidade de Coimbra”. POLÍTICA & SOCIEDADE, 9, 16, 257-290  DOI:10.5007/2175-7984.2010v9n16p257
Estanque Elísio (2016). Praxe e Tradições académicas. Consultado em  25-10 2016 .https://www.facebook.com/elisio.estanque/posts/10210676535855380
Lamy, Alberto Sousa (1990) –  A Academia de Coimbra. 2ª Edição, Lisboa: Rei dos Livros.
Nobre Carminé (1937), Coimbra de Capa e Batina, Coimbra: Atlântida.
Pais, José João (2013). “Os rendeiros da Gouxa e Atela- 1941. Uma vitória do Dr. Castelão de Almeida”, Jornal Alpiarcense de 6 de janeiro Consultado a 01.11.2016, em http://jornalalpiarcense.blogspot.pt/2013/01/os-rendeiros-da-gouxa-e-atela-1941-uma.html

Henrique Carmona da Mota


5 comentários:

  1. De forma a contribuir para o saudável contraditório, transcrevo (sem pedir autorização) a parte relevante de resposta que Elísio Estanque fez no Facebook a esta crítica:

    [...] Sobre o assunto, gostaria de assinalar algumas notas breves, e isto para esclarecimento dos meus amigos:
    1. Em primeiro lugar, reconheço que ocorreu uma imprecisão ao não ter sido sublinhado que os nomes citados na pg 72 – incluindo o Dr. Henrique Pereira da Mota, conhecido por “Pantaleão”, referido uma única vez no meu livro, junto de outros nomes ligados à boémia coimbrã – foram, além de boémios, estudantes da Universidade de Coimbra. Não chega a ser um erro. É apenas uma formulação que, nesta passagem, pode admitir interpretações equivocadas. No parágrafo anterior falo de intelectuais do século XIX, e após referência aos boémios, falo, a seguir, na popular figura do "Taxeira" (p. 73). Sendo uma referência tão breve e lateral, compreendo que numa primeira leitura possa parecer ter havido uma mistura de estatudos. Por essa razão fiz saber ao Dr. Carmona da Mota (logo que recebi o seu 1º email) que, em futuras publicações sobre a boémia de Coimbra, poderei dar à figura do "Pantaleão" a importância que merece. No contexto deste meu livro – trata-se de um ensaio em sociologia e não de um trabalho de história – esse tal detalhe é irrelevante.
    2. A referida passagem (que tb foi citada em publicações anteriores) acerca dos “boémios” de Coimbra nomeadamente onde se afirma que «fazem parte da história da academia de Coimbra, sendo de certo modo apropriados por essa espécie de 'academia paralela' que animava os ambientes boémios…», é objetiva e factual. Ou seja, muito embora tais personagens tenham sido estudantes universitários, eles tornaram-se marcantes na universidade e na cidade sobretudo pela sua condição de “boémios”. Foi isso que os tornou “famosos”; e isso, aliás, fica bem claro no caso do “Pantaleão”, ao ter sido com essa alcunha e não com o seu verdadeiro nome que ficou conhecido. A afirmação está, portanto, correta.
    3. Sublinho que esta passagem é muito breve e de mera contextualização do ambiente universitário. É um comentário genérico. E, além do mais, sempre positivo em relação aos "boémios", pelas marcas de irreverância que deixaram na universidade. Tanto que, poucas linhas atrás, me refiro a diversas cidades europeias e a figuras intelectuais que, em diversas épocas históricas, estudantes ou não, ficaram ligadas ao imaginário académico e ao ambiente boémio e contestatário da cidade. E isso é o que digo no livro. [...]"

    Elísio Estanque é, de entre os professores da UC, um dos maiores e mais lúcidos defensores das tradições estudantis, quase sempre contra a uma opinião muito generalizada entre os professores e investigadores de que se trata só de bebedeira inconsequente e selvajaria. Assim, parece claro que desnecessário tanta atenção a um pormenor menos bem conseguido que Elísio Estanque já se propôs melhorar logo que possível.

    Assina um anónimo sem qualquer interesse particular no assunto e que tem pouca paciência para o que se poderia chamar "boémia rançosa coimbrã", mas que entende que a justiça e a verdade são importantes.

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    1. Por também entender que a "justiça e a verdade são importantes", de imediato (14-11-2016) formulei a minha opinião:
      Comprei. Iniciei, de imediato, a sua leitura, pois gosto de conhecer e colecionar o que se vai publicando, sobre a vivencia estudantil, na Coimbra de outros tempos e na atual. Salatina (1936), E.C.I. Brotero (1947-1951), FCUC (1956-1961) motiva este meu interesse.
      Estarei a interpretar bem? ....
      Pantaleão, Pad - Zé, Castelão de Almeida terão pertencido a uma “academia paralela”? Não estudantes? Futricas? Bobos da corte? Não.
      Foram alunos da Universidade de Coimbra, matriculados nas respetivas Faculdades, Bacharelados/Licenciados. Constam dos respetivos Anuários da U.C., com as notas de frequência e finais (bacharel/licenciatura). Pertenceram à academia, à briosa.
      Boémios, sim, na definição e costumes das suas épocas de estudantes. Tal, como, o Padre António Duarte Ferrão (1740-1746), João de Deus (1849-1859), João Penha (1866-1873), Guerra Junqueiro (1873), Pássaro (1878), Chico Vale, Tomás Barateiro, 1925, Felisberto Pica, Barrigas de Carvalho, como muitos outros. Vd. A Academia de Coimbra-Alberto de Sousa Lamy-1990
      Outros, mais ou menos boémios -se há grau/qualidade -, depois figuras mais/menos ou nada
      ” Chico Gordo”, o Rui Cunha Faria, o Vicente Pindela, Serrão de Faria, o “Pai Mendonça”, o Padre Pinguinhas, o “Pindérico”, o António Faro, etc.). Outros, também, se salientaram como cidadãos, nas invasões francesas, nas lutas liberais, geração 70, nas lutas académicas/greves (1907), em 1914/18 etc., etc.
      Os citados no livro figuram pela negativa? Má boémia? Como se define.
      -Pad-Zé, (Dr. Alberto Costa) foi uma das figuras centrais na organização e conteúdo do “Centenário da Sebenta”, na companhia de D. Thomaz de Noronha, Luís de Albuquerque, Afonso Lopes Vieira. Acontecimento elogiado pelas autoridades universitárias, eclesiásticas e civis de Coimbra da época. Mereceu ser incluído no convite para a refeição de congratulações, pelas autoridades.
      Depois, bacharel, teve um percurso, como jornalista e figura no período politico, controverso
      e conturbado, antes da implantação da República.
      Teve nome em rua da Velha Alta (onde se litografou a primeira sebenta) e, ainda hoje, figura na toponímia do Fundão. Vd. Pad-Zé. O Cavaleiro da Utopia -J. Mendes Rosa-2000
      - O curso do Pantaleão lançou a venda/peditório das Pastas, com a companhia das meninas do Asilo Elysio de Moura, percorrendo a cidade, revertendo a receita para aquela instituição, o que muito sensibilizou os bem feitores e cidadãos de Coimbra.
      Também, introduziu a “praxe” da cartola e da bengala, que se mantém na atualidade.
      Depois, licenciado em medicina com 14 valores, o Dr. Henrique Mota foi o “João Semana” da sua região, ainda lembrado, colaborando na causa pública e no ensino. Há quem possa testemunhar a sua conduta, filantrópica e amiga.
      -Castelão de Almeida, com o Pantaleão, iniciaram a publicação do Jornal o Poney – “acérrimo defensor dos interesses da Academia de Coimbra “(Carminé Nobre), onde se podem revisitar, com piada/crítica, acontecimentos da época.
      A República Ribatejana, onde viveram Agostinho Antunes, Henrique Mota (Pantaleão) e Castelão de Almeida, foi palco privilegiado de homenagem a figuras nacionais e estrangeiras, de visita à Universidade (António Ferro, Fernanda de Castro, Humberto Cruz, Carlos Bleck e outras.
      O Dr. Castelão de Almeida, licenciado em Direito, destacou-se na sua região-Alpiarça, onde é lembrada a sua conduta profissional - ação, na defesa profícua, longa e difícil, numa causa em favor de pequenos lavradores e que ganhou, contra os latifundiários da lezíria. Tem, por isso, nome de rua e placa evocativa. Vd. Jornal Alpiercense, 05-01-2013.
      -O Dr. Agostinho Antunes “conceituado boémio” foi, depois, “abalizado clinico”, em Lagares da Beira, com o seu nome no Largo evocativo.

      14-12-2016

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  2. 1. Alega EE: … logo que recebi o seu 1º email).

    Primeiro e.mail de EE : Porém, as sua precisões são importantes e agradeço-lhe muito. Inclusive, se o meu amigo tiver disponibilidade, podemos marcar uma entrevista para aprofundar o conhecimento desses aspetos.

    2. Alega EE - E, além do mais, sempre positivo em relação aos "boémios", pelas marcas de irreverância que deixaram na universidade…

    Lê-se no livro: supõe-se que depois de convenientemente domesticadas, e uma vez garantido o seu lugar subalterno na comunidade …

    3. Diz EE: …em futuras publicações sobre a boémia de Coimbra, poderei dar à figura do "Pantaleão" a importância que merece.

    EE tem-se em tão alta conta que julga poder “dar a importa que merece” qualquer “figura”; não se dá conta ser a pessoa menos indicada para julgar da importância da “figura do “Pantaleão”” e ser a última de quem ele aceitaria “análise sociológica”.

    4. Alega EE: No contexto deste meu livro – trata-se de um ensaio em sociologia e não de um trabalho de história – esse tal detalhe é irrelevante.

    Digo eu: Sobrepõe o interesse do livro ao das pessoas (chama-lhe figuras) cuja história (um detalhe) adulterada escolheu para os seus fins, desprezando a memória que salpicou.
    Em qualquer trabalho, e o de um universitário por maioria de razão, o rigor é um elemento chave; em ciência, em história e também em sociologia. Sem o que um “ensaio em sociologia” não será mais que uma narrativa em que os factos são “detalhes irrelevantes” usados não para fundamentar uma tese mas para ornamentar uma ideia prévia, um preconceito.

    4. Já conhecia o tipo de narrativa para-factual (post-truth*) do autor; ao ler esta sua resposta dei conta também do processo para-lógico da argumentação.
    * https://en.oxforddictionaries.com/word-of-the-year/word-of-the-year-2016

    5. O que está em causa não é a praxe mas o rigor; como afirma o anónimo comentador, a justiça e a verdade são importantes.

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  3. E.E. continua a ser um pedante e senhor do "sabe tudo" que interpreta a seu belo prazer! O que está escrito está, e sobre a pag. 72, está mal e é ofensivo! Só não entende quem se julga com a verdade absoluta! Quem ler esse título de "cariz comercial", perde tempo e dinheiro!

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  4. Ao ler no comentário postado por “Anónimo” em 21/12/2016 «a parte relevante de resposta que Elísio Estanque fez no Facebook», tenho de concluir que bem vai o adágio popular ao dizer que «o que nasce torto tarde ou nunca se endireita». Passo a comentar a dita resposta:

    1. Não vejo como se possa continuar a defender o infeliz parágrafo das págs. 72 e 73 do livro, o qual não admite segundas interpretações para quem conheça as regras de bem escrever e entender o português. E Henrique Carmona da Mota não foi o único a insurgir-se contra tal parágrafo. Leiam-se, a propósito, as opiniões dos blogues “Notas & Melodias” e “Penedo d@ Saudade” (dois blogues que EE deverá ter por credíveis, já que os cita por diversas vezes no seu livro):
    http://notasemelodias.blogspot.pt/2016/11/notas-ao-livro-praxe-e-tradicoes.html
    http://penedosaudade.blogspot.pt/2016/12/praxe-e-tradicoes-academicas-de-elisio.html

    2. Aliás, dá ideia que o próprio EE já terá abandonado a argumentação que utilizou na resposta acima citada – «não chega a ser um erro. É apenas uma formulação que, nesta passagem, pode admitir interpretações equivocadas». De facto, em 30/12/2016, no Facebook da Fundação Francisco Manuel dos Santos, EE apresenta outras razões para o que se passou: «O lapso deriva simplesmente do facto de “algumas” dessas figuras serem estudantes e outras não e ainda por ter sido induzido em erro por uma fonte secundária (infelizmente não verificada)».

    Não sendo clara para mim a primeira parte desta última justificação, fiquei, pelo menos, ciente de que, em matéria de tanto melindre (que envolveu uma resposta no FB aos amigos e um comunicado no FB da FMMS) as justificações se podem alterar no intervalo de duas ou três semanas e consoante os destinatários!…

    3. É sabido que Henrique Pereira da Mota foi um estudante boémio qb, como tantos outros o foram. Está documentado. O que não vale a pena é tentar prová-lo através da alcunha que se lhe colou – Pantaleão – já que essa alcunha nada tem a ver com a sua faceta boémia mas sim com o facto de o dito estudante ter pertencido ao Grupo Dramático Académico, no qual desempenhou, anos a fio e com agrado geral, o papel de Pantaleão na récita “Uma Véspera de Feriado”. O dito grupo costumava representar – quer nos saraus no Teatro Avenida quer nas Variedades da Tuna e do Orfeon – aquela célebre récita, que foi originalmente a récita de despedida conjunta das Faculdades de Direito, Medicina e Filosofia de 1904.

    Ou seja, e contrariando o que escreveu EE, não foi na condição de boémio que Henrique Pereira da Mota ficou conhecido por Pantaleão mas na condição de académico. A menos que tenhamos de considerar boémios todos os que participaram no TEUC ou no CITAC, bem como tunos, orfeonistas, guitarristas e cantores do fado de Coimbra, sem esquecer os ilusionistas e demais artistas em que a academia de Coimbra sempre foi fértil.

    Zé Veloso
    Autor do blogue “Penedo d@ Saudade”

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