quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A enorme derrota das sondagens



Não foi só a derrota de Hillary Clinton, que afinal se revelou uma má candidata (até no atraso com que falou após os resultados). Foi também a derrota das sondagens, derrota essa que se sgue a outra no referendo do Brexit. Sobre a vitória de Trump, o "guru" da Estatística Nate Silver disse no seu blogue "FiveThirtyEight": "It’s the most shocking political development of my lifetime." Houve, porém, quem acertasse, e.g. http://thehill.com/blogs/pundits-blog/campaign/295532-why-a-trump-victory-in-november-is-a-virtually-certainty ou http://observador.pt/2016/11/09/este-professor-ja-sabia-que-trump-ia-ser-presidente-nao-nao-tem-uma-bola-de-cristal/ .

O tema das previsões em ciência política e não só (geoestratégia, economia, etc.) vai estar brevemente em debate por iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos  numa conferência sobre a "ciência das previsões" no dia 23 de Novembro próximo, pelas 14h30, na Sala dos Actos da Reitoria da Universidade e Lisboa, com a conferência principal do canadiano Philip Tetlock, professor da Universidade da Pensilvânia e autor do livro "Superprevisões" (Gradiva, no prelo), e com a participação de Barbara Mellers (Univ. Penn.), João Caraça (Fundação Gulbenkian e ISEG-UL), Paulo Rodrigues (Banco de Portugal e Nova SBE) e Pedro Magalhães (ICS-UL e FFMS). Ponha já na sua agenda e registe-se, pois o debate promete. Até onde se pode prever?

1 comentário:

  1. O problema não são as sondagens, é a corrupção que as move e a desconfiança (inteligência) de quem responde.

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