segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O terror de se apagar todo e qualquer terror


Toda a alma tem uma face negra. 
Nem eu nem tu fugimos à regra.
Rui Veloso

Ontem, em comentário ao texto O terror de se apagar o "terror da guerra", um leitor fez notar a sua falta de oportunidade, dado que estávamos em 11 de Setembro e havia que recordar o terror associado ao dia, não aquele a que me referi.

Tanto a fotografia que ontem reproduzi como esta acima, tirada por Richard Drew, a quando da queda das Torres Gémeas, revelam, afinal, a mesma face da condição humana. Face que certamente todos temos mas com a qual muitos não se querem confrontar e, mais, não querem que outros se confrontem.

Por isso mesmo também esta fotografia, intitulada O Homem que cai, tem sido censurada.

Percebe-se que assim seja: nesta "cultura do algodão-doce" (Richard Hoggart) há muitas "pessoas sensíveis" (Sophia de Mello Breyner Andresen).

1 comentário:

  1. Bem, mais vale hoje do que nunca. Mas continuo a discordar do "algodão doce": as televisões transmitem até à exaustão todas as imagens chocantes que podem conseguir, quanto mais chocantes melhor. O terror rende audiências. Há uma tendência moralista, e censuradora, mas é muito minoritária, não me parece digna de tanto relevo. Obrigado pela atenção.

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