quarta-feira, 6 de julho de 2016

Ressurgimento do latim

A História muda, mas os factos, os interesses, mutatis mutandis, vão-se repetindo. É como a teia de Penélope que se vai desfazendo, mas de novo se tece, numa urdidura sem fim.

Para todas as coisas há modas, mas os gostos, as tendências mudam e repetem-se com alterações, com adaptações.

Houve uma época de quase total abandono das línguas clássicas, quem as estudasse era visto como avis rara, alguém muito agarrado ao passado, nada moderno...

No entanto, as tendências vão-se repetindo, como o estilo vintage agora tão apreciado pelas gerações mais jovens, no mobiliário, nas roupas, nos acessórios.

O mesmo está a passar-se com o interesse pela língua latina. Os jovens fazem tatuagens em latim, as empresas procuram nomes em latim... e o estudo da língua está a recuperar adeptos em muitos países, especialmente naqueles cuja língua oficial não tem por base a língua latina.

Numa tentativa de voltar à época áurea dos estudos clássicos, o Renascimento, reaparecem os métodos ditos activos, uma adaptação de cursos que remontam já aos anos 60 / 70 do século passado e que, na altura, não tiveram grande êxito, propondo uma aprendizagem das línguas clássicas através do método natural... falar, escrever, em latim e em grego, naturalmente.

Em Inglaterra, onde já há boas experiências de aprendizagem do latim nas escolas do ensino básico, é agora, segundo uma notícia do jornal The Guardian, a  St. Albans Cathedral que oferece, com grande êxito, cursos de latim para todas as idades.

( notícia completa aqui )

2 comentários:

  1. Julgo que a falta de conhecimento básico desta língua morta que está na base do Português, é que levou a que se fizesse um acordo ortográfico tão miserável.

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  2. Acordo ortográfico tão miserável, de facto! E a ignorância colectiva, a juntar à passividade, está a fazer com que vingue. É curioso analisar a lista dos subscritores da carta aberta a todas as instituições de ensino superior sobre a praxe académica, divulgada aqui por CF, e a nota sobre a vontade expressa dos mesmos sobre o uso do AO90 na respectiva redacção. É triste... muito triste.
    A. C. Leo

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