quinta-feira, 24 de março de 2016

"Um poema em menos de um minuto" dois anos depois

Passados dois anos, no mesmo dia - 21 de Março, Dia Mundial da Poesia -, voltou a falar-se do «poeta artificial» PoeTryMe, criado em Coimbra, Portugal (antes escrevi sobre o assunto aqui).

Declarada a evolução em "criatividade" do sistema informático "inteligente", o PoeTryMe foi associado a uma rede social para "gerar com regularidade poemas inspirados nos assuntos ali mais comentados" (aqui). Continua a basta-lhe um minuto.

Não tendo antes ficado impressionada com a veia poética do dito sistema, procurei a sua produção mais recente (aqui). E, confesso, a minha opinião não mudou...

Deixo o leitor com a sua última publicação, de Janeiro deste ano,

estandarte é a peça do verso
mas na índia, maneira e arte
sua peça é o estandarte
a pessoa do corpo, sua jovem

de computador à programação
não fica arte nem numeração
máquina de homogeneizador
das linguagens ao teu computador

de computador à programação
onde a arte da numeração
das linguagens ao teu computador
máquina de homogeneizador

de que pessoas de que triagueiros
tempos lugares e espigueiros

2 comentários:

  1. Sim senhor!!! Que bela veia poética! Poesia é sentimento, transmitido com a arte da palavra, a palavra poética... o que a máquina faz é um amontoado de vocábulos sem significado, para mim não é nada. Alguém verá poesia nisso?!

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  2. Eh, eh, de facto, isto soa a tudo menos a poesia. Falta algo para lá das rimas literais.

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