segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A ÉPOCA DAS TRETAS PARA A GRIPE


A minha crónica mais recente na Notícias Magazine, acerca das tretas que se vendem para a gripe, nomeadamente as bolinhas mágicas de açúcar homeopático, que não passam de placebos. Uma doença que habitualmente passa sozinha é uma grande oportunidades para vender tratamentos da treta.

9 comentários:

  1. Pois, o medicamento não cura a gripe. É só esperar que ela passa por ela.
    O impermeável, o guarda-chuva e as galochas não fazem desaparecer a chuva. Ela vai passar, é só esperar.
    Mas, o que incomoda na gripe não é o virus (afinal ninguém o vê sequer), o que incomoda são os sintomas e se o paracetamol e o anti-histamínico os vão aliviar, então eu quero tomar a "treta" para me sentir um pouquito melhor.
    Pela mesma razão que uso o guarda-chuva mesmo sabendo que não vai fazer passar a chuva. É śo ter paciência que ela há de passar.

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    1. Eu não concordo, porque o efeito é totalmente subjectivo. isto na verdade não faz nada. esse é o problema. é o mesmo efeito que ir beber um copo de água (só que mais caro, obviamente. talvez o dinheiro a menos nos faça querer ver algum efeito).

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  2. É uma pena... E pensar que há pessoas que apoiam este tipo de medicamentos, mas desprezam a vacina para a gripe...

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    1. Caro Anónimo
      É realmente uma pena. Como escrevi acima estes medicamentos têm um efeito meramente paliativo, que até D. Marçal reconhece, e aliviam a sintomatologia, por isso não vejo razão para criticar quem os toma para se aliviar. Mas, concordo consigo quanto à vacina. Quem corre riscos potenciais e agravados se adoecer com gripe deve ser vacinado.

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  3. Caro Anónimo
    O efeito do paracetamol e dos anti-histamínicos não é subjectivo como diz. O paracetamol é um analgésico (embora não muito potente), mas fundamentalmente é anti-pirético. Os anti-histamínicos, pelo menos, reduzem as secreções. Até D. Marçal o reconhece no artigo publicado. Ora baixar a febre e diminuir a quantidade de secreções alivia muito a sintomatologia enquanto esperamos que a doença passe.

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  4. Esta é uma reportagem suíça. É caso para questionar sobre quem é a treta aqui, as medicinas alternativas ou a crença do Marçal (o cientismo). Olhe que está cada vez mais na minoria!

    Les médecines alternatives entrent à l’hôpital
    http://www.rts.ch/play/tv/36-9/video/les-medecines-alternatives-entrent-a-lhopital?id=7450015

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    1. E o que é que uma reportagem interessa quando se quer falar da eficácia de algo? Também lhe arranjo reportagens sobre o monstro do Lago Ness e sobre a teoria da Terra Plana, se quiser.

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  5. De facto este artigo reflecte bem o problema representado entre o Marçal e a sua luta contra a pseudociência:

    Sobre a endogamia nas Universidades portugueses
    http://dererummundi.blogspot.pt/2016/01/sobre-endogamia-nas-universidades.html

    Em geral, essas teses são mais um testemunho de capacidade de gestão do saber do que de produção de conhecimento novo. E uma Universidade que não produz conhecimento nem sequer merece esse nome.
    (...)
    Outro mal na Universidade Portuguesa é ser demasiado hierarquizada. Em títulos, somos, de facto, os melhores! Somos sempre, e logo, Professores Doutores

    As provas do bom resultado das medicinas alternativas está aí mas, como a Universidade Portuguesa olha para o umbigo e não para a frente, será a última a saber, seja sobre o que fôr.

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  6. Resta saber de que lado está a treta:
    Psorinum 6 × triggers apoptosis signals in human lung cancer cells - Psorinum 6× triggered apoptosis in A549 cells via both up- and down-regulations of relevant signal proteins, including p53, caspase-3, Bax and Bcl-2.
    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Mondal%2C+J.+et.+al.%2C+Psorinum+6%C3%97+triggers+apoptosis+signals+in+human+lung+cancer+cells.+Journal+of+Integrative+Medicine.+2016

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