quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O DEBATE TELEVISIVO ENTRE PASSOS COELHO E ANTÓNIO COSTA

“Não existe cómico fora do que é propriamente humano”. 
Henri Bergson

O debate televisivo de ontem à noite teve o seu aspecto negativo com o aparecimento de Miguel Relvas sentado à mesma mesa de dois comentadores: a dr.ª Joana Mortágua e o dr. Fernando Medina.
Mas justiça seja feita: o astro televisivo da noite foi Miguel Relvas. Pela sua prestação? Pela sua imagem televisiva? Nem uma coisa nem outra. Apenas pelo seu indisfarçável contentamento em” botar faladura”!

Não sei se estava ali prantado por convite da SIC ou em representação do PSD. Isto pouco vem ao caso. Já interessa saber se a sua presença no “ecrã que mudou o mundo” teve a intenção defraudada de reabilitar a sua imagem política e/ou académica, depois de longo jejum de aparecimento oficial público.

A dar-se esse caso, foi pior a emenda que o soneto. Terão sido estas possíveis situações responsáveis pela prestação, aparentemente, com pouca chama de Passos Coelho? Se assim foi, missão cumprida!

Só faltou, para o espectáculo ser completo ou, como sói dizer-se, como cereja em cima do bolo, uma reprise de Relvas a cantar a canção “Grândola Vila Morena”.

Então, sim! Seria a apoteose final com o estúdio televisivo a vir abaixo com os aplausos frenéticos da massa populacional de todo Velho Continente, do seu extremo mais ocidental, “onde a terra acaba e o mar começa”, até aos Montes Urais, onde a Europa acaba e a Ásia começa!

5 comentários:

  1. Salvo erro este é o primeiro texto com mensagem totalmente politíca no "De Rerum Natura". Ainda para mais, é apenas insultuoso; não esclarece, não contradiz, não apresenta argumentos. Quando quero ver dessas coisas vou ao insurgente ou blasfémias. Aqui preferia continuar a ler sobre ciência.

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    1. Quanto a este comentário, além de agradecer ao seu autor, com ele estou perfeitamente de acordo no que diz respeito às suas preferências por assuntos científicos. Todavia, e por vir a-propósito, recordo-lhe a opinião de Aristóteles: “O homem é um animal político”. E a política é uma ciência do âmbito dos politólogos. Ora eu, sobre a Política nem me posso considerar um amador (aquele que ama). Daí, eu, também na minha declarada iliteracia informática, desconhecer os blogues que cita , o que, pelo visto, não acontece consigo para se manter “à la page”, com as diversas correntes políticas. Mas vou dar uma vista de olhos pela bibliografia informática a que, gentilmente, me deu acesso. Enfim, quanto a idiossincrasias, como diz o povo: “Burro velho não aprende línguas”.
      Mas vamos às cantorias: dificilmente me esqueço (e daí a minha evocação) da tentativa de Miguel Relvas se querer associar ao 25 de Abril, abrindo e fechando a boca, como quem cantava (ou simplesmente trauteava?) a canção: “Grândola Vila Morena”. “Ora cesteiro que faz um cesto, faz um cento”, logo corre o risco de se fazer costumeiro. Ora, como nos ensinou os romanos, “ridendo castigat mores”! Concedo, uma certa brejeirice, ao texto que escrevi, mas daí a ser ele taxado de insultuoso, não! Isso, sim, tê-lo como tal, não será um insulto?

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  2. As cantorias são da responsabilidade do querido líder coelho. E acho que até nisso ele é incompetente ....

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  3. A comentadora era a Mariana Mortágua, não a Joana. São irmãs gémeas, mas têm identidades diferentes, não lhe ficando bem confundi-las, parece que não sabe do que fala caro Rui Baptista..

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    1. Começo por lhe agradecer o "second wind" (segundo fôlego) trazido a este meu post .E mais agradeço a rectificação que fez sobre a identificação das irmãs Mortágua. Tratava-se, em boa verdade (agora, por si, o sei) , de Mariana Mortágua: "erro meu, má fortuna" e não amor ardente pelo Bloco de Esquerda (que respeito, como respeito todos os outros partidos políticos). Não navegar neles, ou seja deles discordar, é sinal que se pensa por cabeça própria sem trazer às costas a mochila do regimento.

      Por vezes, falando com amigos da esquerda, chegamos a rirmo-nos de eu defender princípios da dita esquerda e eles concordarem com princípios meus de direita. Ou seja, o estado calamitoso a que chegou a Política em que, segundo Kruschev, “os políticos em qualquer parte são os mesmos. Eles prometem construir pontes, mesmo quando não há rios”!

      Quando os próprios progenitores cheguem a confundir os seus gémeos, que atire a primeira pedra quem nunca errou em confundir gémeos verdadeiros? Erro grave, isso sim, seria confundir Arnold Schwarzenegger e Dany DeVito, intérpretes do filme "Os Gémeos".

      Feita a devida correcção, só lamento (acredite que o digo com sinceridade) que o seu comentário desatempado seja responsável pelo facto do meu erro, involuntário, tenha sobrevivido seis longos dias na Net. Mas como se costuma dizer a voz do povo, “mais vale tarde que nunca”...

      Cumprimentos gratos,

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