segunda-feira, 8 de junho de 2015

ANTÓNIO MANUEL BAPTISTA (1924-2015)

Morreu o físico e divulgador de ciência António Manuel Baptista. Numa época em que um governo avesso à ciência ignora e, nalguns casos, afronta a cultura científica, fica a memória de um grande professor e um exemplar prosélito da ciência. muito activo num tempo em que a ciência não tinha a visibilidade que tem hoje. Muitos recordam com saudade os seus programas de rádio e televisão. Os seus livros continuam connosco, nas livrarias e bibliotecas. Que o seu exemplo nos sirva de alento para remar contra a actual maré de marginalização da ciência na nossa vida política e social.

4 comentários:

  1. Merecida homenagem, a que me associo:
    http://tempoderecordar-edmartinho.blogspot.pt/2015/06/in-memoriam-antonio-manuel-baptista.html

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  2. Merecida homenagem das quais tomo também por minhas palavras. E que falta fazem divulgadores nestes (incompreensíveis) anos de des-ciência de Estado.

    Aproveito para cumprimentar o sr. Professor que ontem tive oportunidade de partilhar o mesmo espaço e vê-lo ao vivo, uma vez que somos de ciências que muito recentemente se compreendem entre si. Congratulo-o também pelo excelente livro que partilha com David Marçal. Bem haja

    Joao Eduardo

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    1. Não é congratulo-o (não estamos a falar inglês), é congratulo-me.
      Os ingleses que sabem português acham muita graça à forma portuguesa porque pensam que nós dizemos I congratulate myself.

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  3. Teria eu talvez 15 anos, mais ou menos, quando fui atraído pelo discurso de alguém que falava de Física (!) na televisão (no único canal que havia na altura), e foi com certeza a diferença na forma de abordar esses assuntos, que também tinha de suportar nas aulas e que agora me soavam de maneira diferente, que me fez ouvir até ao fim e tornar-me assíduo dos seus programas.
    Só há cerca de dez anos assisti pela primeira vez, presencialmente, a uma intervenção do Professor Manuel Baptista, no encerramento das Olimpíadas de Matemática desse ano, perante uma assistência na sua maioria muito jovem. Recorrendo ao seu sentido de humor criticou então de forma anedótica mas sem deixar de ser séria, o hábito de em determinadas áreas de investigação científica se recorrer frequentemente de forma acrítica a citações de citações, a ponto de se ignorar completamente os textos originais.
    Pouco tempo depois, por razões profissionais, tive também a sorte de ler alguns dos seus textos em que polemizou contra Boaventura Sousa Santos, na defesa intransigente da objectividade da ciência e do papel da tecnologia na melhoria da condição humana.
    Deixo aqui, como uma pequena homenagem ao Professor Manuel Baptista, este meu humilde testemunho. Testemunho de alguém que acredita que são principalmente os professores que podem fazer a diferença na educação das novas gerações.

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