quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

PASSOS COELHO, CAVACO SILVA E A GRÉCIA

Tivemos definitivamente  azar com os nossos mais recentes governantes. A propósito da Grécia, o primeiro-ministro tomou uma atitude radical defendendo à outrance a austeridade: ele não quer saber das eleições e o eleitorado nas eleições não quererá saber dele. Um grupo de cidadãos de todos os partidos já pediu para ele reconsiderar, mas  dele nada já se espera. Por seu lado, o Presidente, em vez de tomar uma atitude moderada e conciliadora, apercebendo-se da relevância do momento negocial que se vive na Europa, veio lembrar, de forma infeliz, o dinheiro que os gregos nos devem. Não mostrou sensibilidade nenhuma para  a necessidade de coesão europeia, algo que deveríamos reclamar.

8 comentários:

  1. Não foi azar, nós votámos neles. Nós é como quem diz, eu não.

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  2. Esta é uma das poucas coisas que concordo com o governo. A Grécia não está na situação em que está por causa da austeridade. Está sim devido a populismo e gastos excessivos do Estado. Irresponsabilidade fiscal pura e simples, parecido com o que aconteceu em Portugal com os "grandes investimentos" cujos esqueletos vamos descobrindo a cada dia. O próprio blog mostrou que muito do investimento da ciência nos últimos 20 anos não foi feito da melhor forma.

    Portugal não tem 1100 milhões de euros para alimentar populistas. Se há portugueses que querem apoiar a irresponsabilidade fiscal na Grécia (como os que fazem manifestos dia sim dia não), então que vão ao mercado secundário e comprem títulos da dívida grega, não os resgatem e se recusem receber os juros.

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  3. "A Grécia não está na situação em que está por causa da austeridade. Está sim devido a populismo". Tem toda a razão. Os que tentam emigrar da África para a Europa metem-se em situações de naufrágio e morte por culpa deles, não por culpa da europa. A europa não tem culpa por ter melhor nível de vida. Logo não se devia gastar dinheiro a socorrer os náufragos nem os que, em Melilla, se espetam no arame farpado. São eles que se metem nesses apuros. Não deviam ser socorridos, pelo contrário deviam ser afastados ou mesmo bombardeados e acabavam-se-lhe as manias. É este o remédio para a Grécia e Portugal.

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    1. De facto o anónimo das 13:14 defende a ideia da punição aos países mal comportados. Não se trata de resolver um problema da Europa, trata-se de castigar. Não me parece que assim, com uns países a castigarem outros, se chegue à Europa que se imaginou

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  4. Esses dois governantes são como a fome e a vontade de comer: são a mesma coisa e, se um diz mata, o outro diz esfola. Um, encandeado pelo poder e com a mania de bom aluno, o outro, ceguinho que só sabe pensar em números. Questões sociais? Nada disso é com eles! E resulta uma dupla triste que faz muito má figura. Mas, claro, já nada se espera deles. Que terminem lá o mandato e depois veremos ...

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    1. Depois veremos? Bem, corremos o risco de serem reeleitos.

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  5. Em primeiro lugar, para quem acha que as contas de um Estado são semelhantes às da nossa casa, gostava de lembrar que a Grã-Bretanha acabou de pagar há pouco tempo a dívida contraída no tempo das Guerras Napoleónicas.
    Depois e infelizmente, a dupla que domina o poder executivo é o retrato do país.

    Ivone Melo

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  6. Os nossos amigos gregos há 30 anos:

    Western European leaders of the Common Market began crucial negotiations here Friday night with Prime Minister Andreas Papandreou of Greece, who has threatened to veto the entry of Spain and Portugal into the market next year.

    After late-night talks with Mr. Papandreou, the leaders said early today that he stuck by his vow to block the two countries unless the other market members gave Greece nearly $2 billion in special agricultural aid.

    http://www.nytimes.com/1985/03/30/world/common-market-discussing-greek-veto-threat.html

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