sábado, 21 de fevereiro de 2015

NOVO MAPA DO EPIGENOMA HUMANO E O EPIGENOMA DA DOENÇA DE ALZHEIMER

Artigo primeiramente publicado na imprensa regional portuguesa.




Foi agora publicado o novo mapa das alterações que ocorrem no genoma humano ao longo da vida em células diferentes, permitindo uma nova compreensão do mecanismo molecular subjacente a várias doenças como a de Alzheimer.

Em 2003, foi anunciado ao mundo a sequenciação do genoma humano. Apesar da grande importância desse feito científico, ficou desde logo evidente para muitos que era o início de uma nova era nas ciências da vida, com muitas e novas perguntas. Por exemplo, conhecer toda a sequência de “letras” do “livro da vida” não explicava por si só porquê e como é que há células diferentes num dado organismo apesar de todas conterem os mesmos genes. O que é que faz com que alguns genes estejam activos em algumas células e silenciados noutras? O que é que comanda a velocidade com que os genes são transcritos para proteínas em diferentes alturas da vida?

Há três anos, o projecto designado por ENCODE, uma enciclopédia dos elementos constituintes do ADN do nosso genoma, deitou por terra algumas ideias feitas e deixou claro que centenas de milhares de fragmentos do genoma, antes considerados sequências repetitivas de ADN “lixo”, são determinantes na gestão do genoma: regulam como e quando os genes devem levar a cabo a sua função.

De facto, descobriu-se que há uma outra informação celular que se adiciona à do genoma e que modela a expressão deste. Uma informação que não herdamos dos nossos pais, mas que adquirimos ao longo da nossa vida. O seu conjunto constitui o epigenoma. Este muda ao longo da vida e é diferente entre células de tecidos diferentes. Assim, o epigenoma engloba o conjunto das modificações bioquímicas que ocorrem no ADN genómico ao longo da vida. Uma dessas alterações é a que se verifica num processo que é designado por metilação do ADN.

Assim, depois de sequenciar o genoma, era necessário mapear o epigenoma das células dos diferentes tecidos que compõem o corpo humano. Esta tarefa tem mobilizado muitas equipas internacionais de cientistas. Um dos projectos foi financiado com 190 milhões de dólares nos últimos 5 anos pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla inglesa) dos Estados Unidos: o projecto “NIH Roadmap Epigenomics Consortium. A Europa também tem investido nesta aventura do conhecimento com o projecto “Blueprint Epigenome”.

Os resultados conseguidos pelo projecto norte-americano foram publicados esta semana em várias revistas do grupo editorial científico Nature (ver por exemplo aqui). No geral, resumem o que foi sendo descoberto durante os últimos cinco anos, os epigenomas de 111 amostras de tecidos e células diferentes: um novo mapa epigenético humano que indica como é que os genes se activam ou não no nosso organismo, em diferentes células, em organismos saudáveis e doentes.

Este aspecto de o epigenoma ser diferente entre células de tecidos sãos e células de tecidos doentes, representa um enorme potencial para o estudo e compreensão de diversas doenças, assim como abre novos horizontes para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas.

Entre as aplicações terapêuticas, um dos trabalhos agora publicados descreve perfis epigenómicos associados com células cancerígenas, na sequência do trabalho efectuado anteriormente pelo projecto europeu sobre leucemias infantis. Há também trabalhos sobre o epigenoma de desordens autoimunes.

Mas talvez um dos trabalhos mais interessante e surpreendente seja o da determinação do perfil epigenético da doença de alzheimer. Segundo o coordenador deste trabalho, Manolis kellis, do Instituto de Tecnologia de Massachussets, a investigação agora publicada na revista Nature demonstra que “a predisposição genética para desenvolver esta patologia neurodegenerativa está associada ao sistema imunitário, enquanto que os sintomas como a perda de memória e dificuldades com a aprendizagem, associados a alterações na actividade neuronal, terão a sua origem não em factores genéticos mas sim epigenéticos ”, lê-se num comunicado daquela instituição. Esta é uma descoberta que poderá dar azo a novas estratégias terapêuticas eventualmente mais eficazes do que as actualmente existentes.

Este novo mapa epigenómico aumenta o nosso conhecimento sobre as bases moleculares de diversas doenças e permite compreender melhor o desenvolvimento do organismo desde as primeiras células embrionárias.

António Piedade

6 comentários:

  1. Soa bonito e tudo mas nada são mais do que projectos de EUGENIA:
    Ora bem, parabéns por assumir que a epigenética reina no genoma humano, agora é preciso vê-lo a assumir as ilacções. Os adeptos das vacinas, através da consolidação de um qualquer tipo de vacinação obrigatória têm vindo a apoiar e a provocar alterações epigenómicas, sobre as quais pouco ou nada sabem de facto - e lá se vai toda a treta científica que defende a vacinação, treta que nunca fez prova científica, e isso fica assumido nas entrelinhas deste artigo.

    Acho que os factos são por demais evidentes, apoiar esta inferência epigenética tem sido uma loucura tão grande e tão cheia de consequências que estão vindo à tona, como agora, as vacinas se estarem literalmente a tornar tecnologia científica de modificação genética. EUGENIA, meus amigos, eugenia, é só disto que estamos a falar, pois numa cultura gnóstica de elites, os benefícios nunca serão para a raia miúda.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Prove a sua afirmação de que "lá se vai toda a treta científica que defende a vacinação, treta que nunca fez prova científica". Explica onde vai buscar essa ideia que os "adeptos" das vacinas provocam "alterações epigenómicas".

      Os factos são por demais evidentes: nada do que diz parece fazer qualquer tipo de sentido, de tal modo que não diz nada acerca do artigo em si.

      Eliminar
  2. Não sou refém de "Papers", nem de artigos e também não estou a raciocinar linearmente, para isso teria escolhido ser um cientista, numa área pequenina da realidade. Pelo contrário prefiro usar a inteligência que me resta.

    "Alterações epigenómicas" são uma consequência directa a desafios do ambiente físico e emocional, para não ir mais longe. De facto, em 2003 ficou claro que o genoma humano era bem mais pequeno do que se esperava. Se um evento traumático, num indivíduo susceptível (e todos somos susceptíveis a alguma coisa), pode levar a uma depressão séria e persistente, podendo desencadear um processo de obesidade, e até diabetes - Acha que injectar directamente no sangue, passando por todas as barreiras fisiológicas, agentes biológicos e agentes químicos como o alumínio e o timerosal, entre outros tóxicos, passaria alguma vez sem uma resposta epigenómica? Já para nem falar quando se administram em idades inferiores a 1 ano, isso é criminoso, é eugenia "hardcore".

    Os recentes ensaios da "vacina do Ébola" na Suíça foram suspensos devido ao grau de reacções adversas dos voluntários nos ensaios, reacções típicas de uma reacção auto-imune, por muito que tentem passar uma imagem minimalista para os média, as vacinas habituais podem ter efeitos secundários bem mais graves e não é por isso que têm suspendidos a sua administração e propaganda.
    Teste com vacina experimental contra ébola é suspenso
    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=750874

    Ébola: testes com vacina suspensos devido a efeitos secundários
    Alguns voluntários tiveram pequenas inflamações nas articulações dos dedos, indica a diretora geral adjunta da OMS
    http://www.tvi24.iol.pt/internacional/virus/ebola-testes-com-vacina-suspensos-devido-a-efeitos-secundarios

    De facto já nem podemos falar em vacinas, chamá-las de vacinas epigenéticas é um pleonasmo, trata-se de tecnologia de modificação genética pura e dura (apesar da manipulação ainda estar na infância), onde retrovírus levam a uma reprogramação directa dos retículos endoplasmáticos para que eles produzam antigénios daquilo contra o qual se pretende "vacinar".

    Muito haveria para dizer. A informação é pública e outra é inferível para quem tem determinados conhecimentos ou formação de base, ainda mais inferível do que concluir como as próximas gerações terão MENOR qualidade de vida e MENOR longevidade que os seus pais. Os contínuos escândalos nos EUA falam por si, não só os escândalos no CDC, como nas estatísticas de morbilidade da população, até o desmontar do caso Wakefield, ao que parece o homem tinha razão na relação entre vacinas e autismo (aqui). Além disso, já deve ter ouvido o Bill Gates numa conferência da TED, confessar para que servem as vacinas, pode não ser ciência mas garanto-lhe que ele financia os projectos com biliões, pelo que alguma coisa útil, para ele, há-de sair dali (cientismo à parte).

    Índices de mortalidade por doenças infecciosas nos EUA no séc. XX
    - aqui

    Índices de mortalidade por doenças infecciosas na Inglaterra e Gales desde 1838
    - aqui

    De qualquer modo, seria uma análise simplista e maniqueísta, reduzir o plano eugenista mundial aos programas de vacinação.

    ResponderEliminar
  3. O cancer não é genético
    https://www.youtube.com/watch?v=ejFYgBEw4vA

    ResponderEliminar
  4. Palavras sábias sobre o mundo americanizado e porque tanta atenção é dada à genética.

    She Nails Possibly the Biggest Health Problem in this Country!
    https://www.youtube.com/watch?v=oy5bI5UMOUc

    ResponderEliminar
  5. Vale a pena ouvir a Dr. Stephanie Seneff sobre a doença de Alzheimer:

    This Doctor Delivers the Best Explanation and Treatment for Alzheimer's
    https://www.youtube.com/watch?v=u2Hkunxkzfw

    Mantenham os transgénicos, o glifosato, margarinas, óleos, e muita pseudociência científica:
    https://www.youtube.com/user/iHealthTube/search?query=Seneff+

    ResponderEliminar

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.