sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Livre-arbítrio e responsabilidade

Informação recebida do Teatro Nacional D. Maria:

 6 jan às 19h – entrada livre

 Os Encontros Garrett, um espaço onde criadores, cientistas, ensaístas e público comungam na procura de caminhos para o futuro, regressam ao Salão Nobre do TNDM II, em janeiro de 2015.

 Estamos habituados a pensar que somos livres para decidir e escolher os nossos atos. Não passará esta certeza de uma ilusão? Experiências na área das neurociências colocam dúvidas sobre a existência do livre-arbítrio, embora não exista consenso dos cientistas e dos filósofos quanto à interpretação dessas mesmas experiências. A discussão sobre este conceito é, aliás, muito antiga. O mais tardar desde Santo Agostinho que a existência do livre-arbítrio tem sido uma questão central na História da Filosofia e da Teologia e, mais recentemente, na História da Ciência. Ao longo do processo histórico, a relação entre livre-arbítrio e responsabilidade tem passado pela discussão sobre a compatibilidade do determinismo e do indeterminismo com o livre-arbítrio.

Somos simultaneamente livres (subjetivamente, no sentido de que a liberdade seria uma prática exigente, o livre arbítrio uma conquista difícil) e não livres (objetivamente, na medida em que somos uma parte da natureza, regidos pelas suas leis)?

 Que implicações morais e que consequências para a sociedade, nomeadamente no Direito, teria a ausência do livre-arbítrio?

 Ou será o livre-arbítrio parte integrante da natureza humana, seguindo a afirmação de Jean-Paul Sartre "nous ne sommes pas libres de cesser d’être libres”?

Margarida Gouveia Fernandes Programadora dos Encontros Garrett com Carlos Fiolhais (Professor da Universidade de Coimbra) e Guilherme d'Oliveira Martins (Presidente do Centro Nacional de Cultura) moderação Ana Gerschenfeld (Jornalista de Ciência do jornal Público)

Sem comentários:

Enviar um comentário

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.