domingo, 14 de dezembro de 2014

O Ministro que lê os clássicos

Isto passa-se em Espanha, não entre nós. 
E por que razão não há em Portugal um maior interesse pelos Clássicos? Teríamos muito a aprender com eles...
Um bom exemplo vem do recentemente laureado com o Prémio Pessoa. Não foi o Doutor Henrique Leitão estudar latim porque é nessa língua que estão escritos os grandes livros da ciência? Não seria, por isso, importante que os nossos alunos que se dirigem a cursos científicos tivessem uma iniciação ao latim?

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4293258

3 comentários:

  1. Penso que não. Um aluno da área de ciências não precisa de saber latim. Seria assim uma "violência" e um desperdício de recursos (escassos).
    No caso de pretender Não podemos esquecer que o ensino é custeado por impostos.
    Os alunos que mesmo assim pretendessem adquirir conhecimentos em Latim teria que suportar do seu bolso essa formação.

    cumps

    Rui Silva

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  2. Senhora Isaltina Martins, eu penso que os grandes livros da ciência estarão porventura também escritos noutras línguas que não só o Latim!
    Por outro lado, é evidente que o Doutor Henrique Leitão pela sua área de investigação teve a necessidade de estudar o Latim (Historia das Ciências). Mas o exemplo que nos deixa aqui (o Doutor Henrique Leitão e a aprendizagem do Latim) não é, objectivamente, um argumento revelador que sirva a alguém na compreensão da importância do estudo e da aprendizagem do Latim.
    Um bom exemplo é, esse sim, o testemunho do Professor Sebastião e Silva, que lhe transcrevo em duas passagens da sua biografia:

    “Mais tarde, já internacionalmente consagrado como matemático, Sebastião e Silva proclamava as vantagens do ensino do Latim a todos os alunos dos liceus, como excelente instrumento de formação mental e promotor de consciente domínio da língua portuguesa.”

    “Dissemos já que era opinião de Sebastião e Silva ser o Latim importante – senão insubstituível – instrumento de formação mental da juventude. Nada lhe abalou essa convicção profunda: via no estudo da língua latina uma oportunidade incomparável de aquisição de um consciente domínio da linguagem, em suas leis estruturais mais essencialmente significativas. E, reflexamente, um ensejo único de aquisição de hábitos de pensar rigorosamente, - tanto é verdade que linguagem correcta e pensamento rigoroso são indissociáveis.”

    Cordialmente,

    P.S: Sebastião e Silva foi um criador de ciência.

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  3. Veja, então, caro comentador Ildefonso Dias, como Sebastião e Silva diz que o Latim é um "instrumento de formação mental da juventude", é óptimo para a "aquisição de um consciente domínio da linguagem", para adquirir "hábitos de pensar rigorosamente". Não são estas razões mais que suficientes, se outras não houvesse, para a necessidade de aprendizagem desta língua? Oh, quanto é preciso, neste nosso tempo, "aprender a pensar" e "pensar rigorosamente"!

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