quinta-feira, 6 de novembro de 2014

SUICÍDIO ASSISTIDO


Minha resposta publicada hoje no I à pergunta da jornalista Marta Reis a propósito do recente suicídio assistido no estado de Oregon, EUA:

Numa situação de doença terminal, gostaria de ter o direito a morrer? Porquê? Pensa que esta questão deveria ser objecto de um referendo em Portugal ou, pelo menos, ser mais debatida?

Gosto tanto de viver que costumo dizer que, se algum dia aparecer morto, investiguem bem que não fui eu. Isto é, a ideia de suicídio, assistido ou não, nunca me passou me cabeça. Numa situação de doença terminal, eventualmente com sofrimento atroz, como é que reagiria? Não sei, não consigo imaginar. Em abtracto, talvez gostasse de dispor da possibilidade de escolha, precisamente para aliviar o sofrimento, se não houvesse outros meios e julgo que hoje há vários meios. Um referendo para isso não sei, porque em Portugal esse meio de decisão não tem atraído as pessoas.  Mas debater a questão sim, sem dúvida, não deve ser nenhum tabu.  Em Portugal precisamos de mais discussão de questões éticas, essa e outras, que ultrapassam largamente a ciência.

Carlos Fiolhais

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