quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A CIÊNCIA MERCANTILIZADA

A investigadora em ciências sociais Raquel Varela hoje no Público, num artigo sobre


Angela Merkel, a poesia e os nossos “demasiados licenciados"


"E o universal da universidade desapareceu sob um manto de conhecimento superficial e fragmentado, funcional para as empresas e disfuncional para a sociedade. Cereja em cima do bolo, uma parte da ciência é simplesmente mercantilizada, no âmbito de parcerias público-privadas que garantem à empresa, fundação privada, etc., uma renda fixa – investigadores privados pagos pelo orçamento público."

5 comentários:

  1. A mim parece-me simples.
    Se temos licenciados desempregados e a recorrerem á emigração por necessidade, significa que temos licenciados a mais.
    Claro que podemos arranjar a mais trabalhado esquema racional para dizer o contrário no entanto, no fim das contas todas temos licenciados a mais.
    Caso tivéssemos licenciados a menos, os salários dos ditos subiriam e licenciados de outras paragens imigravam para Portugal.

    cumps

    Rui Silva

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  2. Corrijo na linha 4 "a" por "o":
    "...podemos arranjar o mais trabalhado esquema ... " e não:
    "...podemos arranjar a mais trabalhado esquema ... "

    Rui Silva

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  3. Temos licenciados a mais em algumas áreas e a menos noutras! Nas ditas humanidades e ciências sociais (seja lá o que isto for) a oferta é milhões de vezes superior à procura, por culpa do facilitismo chegou-se ao ponto de se poder tirar uma licenciatura como quem faz o exame da 4ª classe..
    Por outro lado temos licenciados a menos em áreas como a medicina ou a biotecnologia, a engenharia aeroespacial e tudo o que envolva ou matemática, física ou química ou todas elas.

    Merkel é apenas um reflexo dos político europeus, diz aquilo que o senso comum mostra, dão-lhe atenção por ser a merkel, se fosse o zé maria da padaria da esquina riam-se e nem apareceria nas notícias.
    Os licenciados portugueses que "estão a mais" em Portugal e que têm emigrado até têm beneficiado outros países europeus, entre os quais a alemanha. É que receber um licenciado ou um mestre a trabalhar sem lhe ter sustentado a despesa de educação durante 16 ou 18 anos é muito bom, o que lhe pagarem durante 4 ou 5 anos, a mais em relação ao que iria receber em Portugal ainda lhes deixa margem de lucro se tivessem que pagar toda a sua formação.

    A culpa mais uma vez, merkel não o disse, mas é óbvio, é esse talento tipicamente português de gastar milhões em formação continua de jovens, que depois não será aplicada no mercado de trabalho e não teremos ilusões, em parte é planeado, porque se na década de 50 o estado industrial promovia a formação em massa de técnicos qualificados porque realmente a economia precisava deles, hoje continua a fazer-lo por outro motivo: para baixar enormemente os salários! E em Portugal os políticos como sabemos não trabalham para o povo, mas para os interesses privados dos grandes grupos económicos..

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  4. O comentador Rui Silva, com uma visão de vistas tão largas, arrisca-se a ser convidado para ministro.
    De qualquer pasta, tão amplo especto visual e intelectual habilita-o para tudo.
    Nem o merceeiro do meu bairro conseguiria iria tão longe.
    Não comenta quem quer... mas quem tem aparelho intelectual, ó Rui Silva.

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    1. Caro Manuel Silva,

      Do seu comentário, deduzo que que não concorda com o que escrevi. Ficou bem claro também que não gostou que eu tivesse exprimido a minha opinião, e em reação tentou rebaixar-me. No entanto não me senti rebaixado pois não conheço o merceeiro do seu bairro, e há merceeiros que são pessoas inteligentes e alguns mais inteligentes que eu, e que pensam pela sua cabeça.Não considero menos estes profissionais que outros profissionais.
      Mas tirando isso, não compreendi o seu argumento(s) em relação ao assunto do meu comentário.

      cumps

      Rui Silva

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