domingo, 17 de agosto de 2014

Jorge Buescu escreve sobre as novas medalhas Fields

Depois das acertadas previsões, Jorge Buescu escreve sobre as mais recentes medalhas Fields no Observador:

2 comentários:

  1. O Professor da Universidade de Madrid, Doutor Pedro Abellanas, considerava o exemplo e o estimulo importantíssimos para o desenvolvimento cientifico nos jovens, por isso pediu a consagração de Sebastião e Silva, nestes moldes: "Aquele que é considerado o maior matemático nascido na Península Ibérica em todos os tempos precisa de ser consagrado, não só em todo o mundo científico, mas principalmente em Portugal."

    Professor Jorge Buescu, repare bem no “principalmente em Portugal”. Porque será sobretudo mais importante em Portugal que no resto do mundo?!
    Certamente porque não podemos nem devemos ignorar a nossa maior referencia cientifica, temos que ver na consagração do Professor Sebastião e Silva um contributo valioso, um exemplo e estimulo aos jovens.
    Se como o senhor diz “A decisão cabe, organicamente, a todos nós em conjunto.” Este deve ser um contributo [a consagração de Sebastião e Silva]. Mais, num país com uma cultura apreciável seria uma exigência, e uma exigência dos pais e encarregados de educação se para isso conhecessem a vida e obra deste nosso Matemático criador e de prestigio universal.

    Quem leu o livro “A História da Matemática em Portugal – Uma Questão de Educação” percebe que o Professor Jorge Buescu, - na defesa de uma teoria - se exclui de trabalhar na consagração do Professor Sebastião e Silva, e com isso, perdem os jovens, que perdem um “factor de enriquecimento espiritual dos nossos universitários, tão carecidos, hoje em dia, de exemplos como o dele, que lhes sejam bússola eficaz e levitante estimulo para a superação da "apagada e vil tristeza" da hora presente” como escreveu o Professor A. A. Guimarães.
    Em suma: Perde o país no caminho do desenvolvimento cientifico que persegue.

    Mas, também aqui como diz o Professor Jorge Buescu, “A outra opção é não fazer nada. Continuaremos portanto, daqui a 20 ou 40 anos, como hoje, a olhar para Mirzakhani, Bhargava, Ávila, Hairer e seus pares como seres exóticos, e talvez mesmo a manter a ficção de que Portugal “teve azar” numa imaginária lotaria genética.”

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    1. Aditamento:O professor Jorge Buescu, escreve no seu artigo o nome da senhora em quatro formas distintas, são elas:

      Mizhakani
      Mirzhakani
      Mirkhazani
      Mirzakhani


      Ironia para quem não reconhece o devido valor aos seus.

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