sexta-feira, 6 de junho de 2014

DEZ RECENTES LIVROS SOBRE CIÊNCIA

Agora que é a época da Feira do Livro, escolhi um top ten de 10 livros recentes sobre ciência que recomendo. Estão por ordem alfabética do apelido.

1 - Pedro Ferreira . Uma Teoria Perfeita, Editorial Presença, 2014.
Um astrofísico português da Universidade de Oxford apresenta ao público geral uma das mais belas teorias da Física, devia ao génio de Einstein: A teoria da relatividade geral, que foi confirmada com as observações astronómicas na ilha do Príncipe em 1919.

2 - Manuel Maria Godinho, A Inovação em Portugal, Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2013
Hoje em dia fala-se muito em inovação, em economia e em desenvolvimento económico baseados na inovação. Um economista do ISEG de Lisboa apresenta aqui de um modo muito simples o que é a inovação dando exemplos. Nos dias de hoje, inovação tem, em geral, a ciência como base.

3 - Stephen Hawking, A Minha Breve História, Gradiva, 2014.
 O famoso astrofísico da Universidade de Cambridge, sucessor da cadeira de Newton apesar de estar há muitos anos confinado a uma cadeira de rodas conta, num livro curto e envolvente, a história da sua extraordinária vida.

4 - Michio Kaku, O Futuro da Mente, Bizâncio, 2014.
O físico norte-americano com origem japonesa que já escreveu com grande êxitos outros livros sobre a Física Moderna, leva-nos aqui aos mistérios do cérebro humano, fazendo uma perspectiva onde poderemos chegar no futuro.

5 - Leonard Mlodinow. Subluminar. Como o Inconsciente controla o nosso pensamento, Marcador,  2014
Um físico teórico norte-americano do Caltech, que já tinha sido autor de um livro com Stephen Hawking, embrenha-se, com exemplos do dia a dia, nos mistérios do inconsciente ou do subconsciente. Em que medida somos racionais?

6 - Carla Morais e João Paiva, Porque pirilampiscam os pirilampos e outras perguntas luminosas sobre química, Gradiva, 2014
Dois professores de Química da Universidade do Porto tentam, com um estilo leve de pergunta resposta, tonar a química atraente para um público jovem. Com êxito.

7 - Manuel Sobrinho Simões, O cancro, Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2014.
O professor de Medicina na Universidade do Porto e fundador do IPATIMUP analisa aqui, para um público vasto (o livro encontra-se nalguns supermercados), uma das doenças mais terríveis do nosso tempo. Mas a ciência está a  lutar contra o cancro e a vencer.

8 - Maria de Sousa, Meu dito meu feito, Gradiva, 2014.
Uma das nossas melhores cientistas, que fez carreira no Reino Unido e nos Estados Unidos (ver “Um mundo imaginado”, de June Goodfield, um dos clássicos da colecção Ciência Aberta da Gradiva) apresenta aqui, embora em fragmentos, a sua visão da ciência e da história da ciência em Portugal. Clarividente!

9 - José Xavier, Experiência Antárctica. Relatos de um Cientista Polar Português, Gradiva, 2014.
Um cientista polar português relata aqui, ao vivo e com a cor das excelentes imagens, a sua vida de meio ano, primeiro a bordo de um navio científico nos mares do Sul e depois numa estação britânica na Antárctica. Fascinante!

10 - Hugh Aldersey-Williams, Anatomias. O corpo humano, as suas partes e as histórias que estas contam, Temas e Debates, 2014
No ano em que passam 500 anos sobre o nascimento do anatomista André Vesálio, um jornalista inglês “escalpeliza” uma das ciências com mais impacto na sociedade: a medicina.

Carlos Fiolhais

4 comentários:

  1. O cancro não é a doença mais terrível do nosso tempo. A mais terrível é a necrologia. Nunca ninguém escapou.

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  2. Está aqui e muito bem, e de leitura necessária:


    Manuel Sobrinho Simões, O cancro, Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2014.
    O professor de Medicina na Universidade do Porto e fundador do IPATIMUP analisa aqui, para um público vasto (o livro encontra-se nalguns supermercados), uma das doenças mais terríveis do nosso tempo. Mas a ciência está a lutar contra o cancro e a vencer

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  3. Estou a acabar de ler o 4º; uma perspectiva um tanto ou quanto ameaçadora, com as hipóteses que apresenta sobre leitura do pensamento, implantação de memórias, etc., pois, se é certo que podem ser usadas para fins benéficos, também existe o grande risco de o serem para fins indevidos e eticamente reprováveis. Enfim, nada que não seja habitual no desenvolvimento científico, considerada a natureza humana...

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  4. Meu dito, meu Escrito. Feito!
    José Oras.

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