quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O FIM DA LEGISLATURA

Com o Orçamento que anunciou, que provavelmente vai passar na Assembleia da República dada a maioria existente e a falta de independência dos deputados, o governo acabou. Assinou a sua própria sentença de morte. A tensão social vai-se agravar, em especial na classe média, alvo maior deste Orçamento. A morte anunciada poderá ser às mãos do Tribunal Constitucional, que tem mais do que matéria para intervir e deverá fazê-lo, ou às mãos do Presidente da República, que é co-responsável pela situação actual mas poderá ainda emendar a mão. A coligação poder-se-á também desmanchar espontaneamente, colada como está com cuspo: é patética dupla formada pelo ministro das Relações com a Troika e pela ministra das Finanças, com o primeiro a tentar passar por entre as gotas de chuva e a segunda a mostrar slides com uma conversa técnico-burocrática.  

A solução no quadro da democracia são eleições. Não temos, de momento, outro remédio que não eleições antecipadas. Infelizmente, o principal partido da oposição não está preparado para governar, pelo menos com o actual líder. Tal como o chefe do governo, também ele já mostrou ser incapaz de propor uma saída para o país. O primeiro-ministro ainda em funções não fazia ideia nenhuma do rumo a tomar. Actuou  de um modo atabalhoado e infeliz, procurando apenas satisfazer a troika. Mas o  líder da oposição quer o quê? E que maioria tem para querer alguma coisa?  Será pedir muito eleições com outros lideres?

2 comentários:

  1. A educação é uma coisa importantíssima. No sentido lato, incluindo bons modos e cortesia. Enquanto os professores gostarem de utilizar palavrões (sobretudo com co-notações sexuais) não há nada a fazer por este país.

    ResponderEliminar
  2. É um bom resumo da situação e das expectativas Não, não. Julgo ser o pedido mais sensato. E que a maioria dos portugueses não pensa diferente.

    ResponderEliminar

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.