domingo, 28 de julho de 2013

Responsabilidade académica


Hoje um conhecido (popular) professor de Economia faz a capa de um semanário com uma ideia que tem vindo a defender há uns tempos, "Vamos sair do euro". E justifica-a dizendo que termos uma moeda em comum com a Europa que não permite ao país resolver os seus problemas estruturais. Sobre isto gostaria de adiantar duas ideias complementares.

Não compreendo a pessoa em causa porque, ao que sei, o seu ordenado é pago pelo estado português. O que significa que não precisa de estar no euro, pode pedir para receber o ordenado em título de dívida com juro reduzido. Quando precisasse de se relacionar connosco, aqueles que estão no euro, ia ao banco e trocava os títulos de dívida pela moeda que nós usamos. Por outras palavras, ele pode perfeitamente sair do euro sem que eu vá com ele porque quem recebe a quantia justa pelo seu trabalho não tem nenhum problema com o euro, nem pensa sair. Eu não vou sair, o meu banco não vai sair, a minha empresa não vai sair, os meus colegas não vão sair... O nós dele não nos inclui de certeza absoluta.

Por outro lado, não compreendo o que ele quer dizer com os problemas estruturais do país. Os últimos números do país são muito animadores, as exportações continuam a subir de forma admirável, a balança externa está como nunca esteve em décadas o que significa que a estrutura económica do país está, pela primeira vez em muitos anos, a corrigir-se (estrutural vem de estrutura...). Isto significa que, com o tempo, as demais dificuldades que a população está a ter, como o desemprego, se vão reduzir com alguma naturalidade.

Agora, há de facto um problema no país, chama-se estado. Mas o estado não é o país, é apenas a cozinha, a área de serviços, que sai ao país mais caro que aquilo que deveria sair. Mas isso também se vai corrigir muito em breve, com os cortes na despesa que vieram dos compromissos com os credores do estado ou, em alternativa,  com algo muito mais radical. Sabe-se que os 100% estarão garantidos com a falência, vamos ver o que se salva..

Mas a insistência nesta ideia disparatada  por parte de um professor de Economia deveria trazer também  a discussão da responsabilidade académica. Se a pessoa em causa não fosse professor de Economia ninguém o punha na capa de uma revista a dizer isto. Por outro lado, ao dizer isto na capa de uma revista, não vai sair gratuito,  nem a quem com ele ensina nem, principalmente, àqueles que vão usar o facto de terem sido seus alunos para obter emprego.

Como empregador que também sou, devo confessar que a escola em causa já não me diz grande coisa e este tipo de intervenção cava um buraco ainda maior relativamente às demais escolas de Economia de Lisboa, claramente a fazerem o percurso inverso e a tornarem-se referências na Europa que é rejeitada por estes terceiro-mundistas. Há boas razões para que a seriedade cientifica seja usada. Há o futuro de muita gente, mais merecedora que nós, a depender daquilo que dizemos.

51 comentários:

  1. Só o ajustamento interno dos salários do estado seria beneficiado. E as reformas. Tudo o resto não é verdade. Não seria a impressora a subsidiar, seriam os trabalhadores cujo trabalho é de facto consumido( os que não querem sair do euro...) . A moeda não torna ninguém mais competitivo, senão o Zimbabwe seria uma potência

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    1. Realmente pensar que fosse a impressora a subsidiar o consumo, por favor mais disso não. Agora aumentar a massa monetária para dar mais liquidez à economia através melhores créditos para as empresas produtoras de bens transácionáveis ou para a criação de novas industrias, ai sim faz sentido. O que com o euro fez, um dos muitos embustes de todo o sistema euro, foi introduzir liquidez quase directamente nas famílias e empresas para consumir e importar, não produzir. No tempo do escudo haviam canais de crédito. E os Bancos para ganhar dinheiro tinham de canalizar o dinheiro para a industria, e procurar empresários que recorressem aos montantes disponíveis de crédito, depois do euro, os bancos apenas investiram nos sectores de renda fixa e protegidos da concorrência. Até 1995 70% do crédito era dado a actividades produtivas e em 2009 70% era para actividades especulativas (imobiliário, operações de bolsa e títulos de dívida)...

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    2. Mas o facto é que os euros estão a entrar, quer por via do comercio quer do crédito. Temos o problema da quantidade de crédito que é canalizada para o estado, mas eu recebo telefonemas de bancos todos os dias, o BCE continua a aceitar créditos a empresas como colateral de liquidez. Não há é tantas empresas para qie o crédito seja dado.

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    3. "haviam canais de crédito" por favor... é "havia canais de crédito". Convém saber um pouco de gramática antes de começar a escrever em blogues.

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    4. Bancos Portugueses? É de estranhar, eles estão todos ainda a tentar atingir o rácio mínimo importo pelo Basileia III (não o do BdP)

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    5. Já têm. O problema não é tanto a questão dos rácios, mas as reservas para imparidades que é um processo de pescadinha de rabo na boca. Mas os bancos têm que trabalhar...

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    6. Eu conheço uma pequena empresa no Douro, que tém várias quintas e que fizeram um investimento com dinheiro próprio e que teve sucesso, resolveram aumentar a adega para poderem aumentar a produção, comprovas de que têm crescimento sustentável, estão a pagar 7.5% a 10 anos, um roubo, conseguiram foi uma clausula que lhes permite fazer amortizações superiores se tiverem capacidade, e isto teve de ser com uma caixa agrícola do centro, os bancos comerciais pediam 12%. Conheço outra empresa que fez um investimento imobiliário no mesmo valor, em Lisboa, e obteve 2,5%, são coisas...

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    7. Outra coisa, ninguém é obrigado, principalmente com um projecto bem estruturado, a pedir um empréstimo a um banco português....

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    8. É verdade, embora eu tenha sérias [mas do tipo São Tomé, ver para crer] dúvidas que se possa pedir a outros bancos que não representados em Portugal, embora tal seja possível teoricamente [obrigado pela dica, estou neste momento com um projecto em mãos], pois, ao exemplo Alemão, os bancos Alemães tem um problema que fazer com tanta liquidez...

      João Pires da Cruz, vc com o exterior com que países mais negoceia?

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    9. Sr. Song The Sangue eu percebo muito pouco do Zimbabwe, entre rassismo entre negros (Zulos e Chonas), entre intolerância religiosa (Católicos vs. Protestantes sendo que Mugabe é uma católico filho de um Chona e de uma Malawiana católica - algo exótico), na verdade o Zimbabwe é um inigma de improvistos, onde a única coisa que consigo reproduzir é uma socieddade onde os politicos roubam as reservas advindas das exportações, e abrem em seu nome contas em euros, dolars ou rands noutros países.

      Eu dou grande valor ao que JPC quer explicar com sair do euro ou não, foi infeliz em citar uma nota do Zimbabwe, mas ao contrário das preocupações das elites revolucionárias no Zimbabwe (qq coisa tipo Angola 1980, horrores de rassismo branco contra mais branquinhos - portugueses e lusodescendentes), nada, mas mesmo NADA no Zimbabwe tem a ver com povos, mas com escravatura inter negretide, ALGO que nos ultrapassa, e só um negreiro do ec. XIX seria capaz de nos explicar com algo como "são animais!", em 1974 isso em Angola ou Moçambique já não exista dai a nossa actual impercepção...

      Quero apenas dizer que o Zimbabwe é uma referência que refuto completamente, não pelo Zimbabwe, mas pelos Portugueses. Já ESTIVE em CV, a civilização lusófona entende o valor do Trabalho...

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    10. o problema do currency debasement é global

      e não apenas local ....a lira turca está a 1,92 do dólar

      mas e o dólar? até quando servirá de padrão

      a libra durou menos de 200 anos e era em metal raro....

      o problema actual é o excesso de liquidez em moeda virtual aplicada em virtualidades e futuros sem futuro

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    11. cê parece ser um emigrado de longa data ou um estrangeirado ......

      do modo como escreve né......

      a moeda é um factor de competitividade não é o único

      a inflação prejudica os trabalhadores e os capitalistas ditos passivos

      os que vivem de rendas e dos juros do capital

      António Manuel Pinto Barbosa aula de 1983? creio

      e é benéfica aos empresários e outros devedores.....

      provoca o aumento do investimento

      ou do entesouramento em metal e moeda dita forte

      as existências valorizam-se....

      as importações lixam-se

      é claro que num país dependente do pitroil.....

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    12. Biodiesel, sabia que a maioria dos carros a gasóleo pode suportar bem mais de 30% de biodiesel? Que os carros anteriores a 1995 podem andar com 100% de oleo vegenal (sem ter sido refinado). A biodiesel os carros trabalham melhor, fazem menos barulho e deitam menos gazes, incrível...

      Petróleo, $100 por barril nem é caro, caros são os impostos, intencionalmente mantidos caros pela europa fora com a intenção se financiar as "energias verdes". Parece que o petróleo mais facil de explorar na Arábia Saudita a 10-30 metros nem $30 de cuto de produçáo o barril tem. Nas areias oleosas do Canadá o petróleo que mais dinheiro custaria a explorar, os custos atingiriam $50 o barril e as empresa de exploração ainda não o fazem pois existem em demasia outras fontes mais baratas. O preços cotados em Londres e Nova Iorque são um pouco brincadira, pois os grandes produtores mundiais querem é contractos de longa duração e os preços contractuais são bem mais baixos. Os contractos que a Grécia detinha com o Irão que fora obrigada a denunciar soube-se que tinham um preço contractado à volta de $65/barril.

      Carros electricos. Há um projecto inteiramente Português de carros electricos desenvolvido em universidades Portugueses e com patente Portuguesa. Não obteve investidores nacionais. Resultado é montado na Noruega!!! mas nem chega a 300 uni/ano.

      Quanto a ser estrangeirado, quem é que hoje não viaja pelo mundo, seja virtualmente ou de abiõ? Se se refere aos erros ortográficos, olhe é a vida. Se é pela estrutura das frases, meta o latim num copo de vinho e vai ver que se entende tudo...

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    13. A questão não é se há excesso de liquidez num todo mas onde ela se concentra. A Reserva Federal continuará a dar insentivos à economia porque o que acontece é que por introduzir tanta liquidez no seu país o dinheiro sai boa parte para qualquer outra parte do mundo, onde seja mais lucrativo comparativamente produzir ou onde as taxas de juro sejam mais altas, na Índia ou no Brasil por exemplo. Porque falo disso, porque o aumento de liquidez não está a ser canalizado para onde deveria, e quem lhe tem acesso não é quem deveria.

      Expandir a massa monetária em si não tem nada de mal se for a sociedade que necessite desse aumento porque ao mesmo tempo se expandiu a necessidade de deter mais dinheiro. Se eu obtiver dinheirinho fresco de um banco central para montar uma fábrica, a verdade é que os produtos da fábrica vão aumentar o número de trocas, e aumenta a procura por dinheiro. Por outro lado institui-se a ideia que se deve entesourar em dinheiro, o que naturalmente faz aumentar a massa monetária ad eternum.

      Seu eu pedir emprestado para montar uma fábrica, esse dinheiro será em larga medida escriturário, aumentou-se a massa monetária para me emprestarem dinheiro, acontece que eu ao vender os produtos por mim fabricados de forma ideal amortizarei o emprestimo, e anulo parte dessa massa monetária... Por isso o aumento da massa monetária não é nada do outro mundo, e a ideia desenvolvida com o aparecimento do papel-moeda, e reserva fraccionada fez evoluir o mundo de forma como nunca fora antes possível. O problema é que se eu levar a minha fábrica à falência muito dificilmente se anula a massa monetária que fora criada para o meu investimento.

      Quando em quase 20 anos passamos de 30% das operações de crédito em Portugal para actividades especulativas para 70%, e isto garantidamente não fora apenas em Portugal.

      Os estados não se deveriam financidar nos mercados de capitais, a não se necessitassem de liquidez em moeda estrangeira, isto porque, os mercados não fazem avaliações macroeconómicas de uma sociedade, observam dados muito diferentes como meras amuos ou modas momentâneas, juizos de valor que se vão formando à volta de certas economias, com breves e distantes juizos informados em dados mais ou menos reais. Sendo que um estado tivesse de se financidar num banco centra, e esse banco central seja idóneo, então ele sim deveria avaliar para que quer esse estado o dinheiro e programe se esse aumento de liquidez possa ser ou não prejudicial para a economia num todo...

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    14. entendido és um puto da geração rascal com raivinha nos dentes

      a prata portuguesa para derreter está a 41 cêntimos a grama

      em escudos não seriam 41 centavos que as moedas de 4 centavos tiveram vida curta

      e os de 1......e 2,,,,,,

      os estados necessitam de pitroil que é pago em moeda forte

      daí as senhas de 25 litros que os militares recebiam de 1974 a 1977

      é que no resto faltava um poucochinho

      especialmente em 75

      e sem dólares para o gasoil e para o mazute
      a central termoeléctrica pifava duas horas a cada 12....e as bombas de água só distribuíam água a metade da city

      e as radiografias com 12,5 gramas de prata ao quilo importées de Paris num chegavam em escudos

      vá-se lá saber puquê

      grande ano 75.....atão a cólera algarvia era tanta quinté matava

      agora pra ter tanta cólera temos d'ir ó Haiti

      que em 100 anos de ditadura cholera free andava zombie

      a economia além de política é acima de tudo de uma virtualidade extrema

      daí que 5 dólares em papel no klondike de 1898 não comprassem nada
      e 5 dólares de ouro comprassem um ovo....

      peceveu?



      e uma notinha de 10 contos por 3 aeurrios quer?

      tenho uma maço delas

      made in putogal e nem os colecionadores de papel velho dão pelas diferenças


      A partir daí as coisas mudaram de figura, com o consequente descontrolo no comércio mundial, onde existem hoje países com défices astronómicos e outros com superavits igualmente colossais, o que obviamente origina grandes desequilíbrios financeiros. O fim deste sistema e a mercantilização das moedas veio introduzir um factor acrescido de instabilidade, pois a saúde do comércio mundial obriga a que as trocas obedeçam a um mesmo denominador comum na valorização das mercadorias e serviços, daí a estreita janela de variação de +- 1% no sistema Bretton Woods.

      Ou seja, a diferença de custo de um produto chinês para o europeu não é apenas a que decorre da diferença de salário de um trabalhador chinês para o europeu. Se assim fosse, essa diferença iria sendo gradualmente eliminada pela valorização do renmimbi, pois a partir do momento em que o dinheiro se mercantilizou, as leis do mercado iriam obrigar a moeda chinesa a valorizar em face da tremenda procura que iria ter para lhes pagarem os produtos aí comprados. Só que na prática não tem funcionado assim. No actual estado de coisas, essa diferença basicamente apura-se entrando em linha de conta com as tais diferenças de salários e outros custos + o desfasamento artificial das taxas de câmbio entre as moedas +- a diferença do custo de transporte entre as respectivas origens e o consumidor final.

      isto é dum mânfio de 2007 induca-te coisinho pá-...

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    15. Este comentário foi removido pelo autor.

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    16. Pois sabe, o senhor não tomou chá, tá visto que veio da primeira leva de filhos cujos país lá tiraram uns aninhos de liceu, depois estudarão e sem berço já se acha um nobre da velha guarda, e por isso, apesar de todas as falácias que por ai citou, já nem merece resposta. Acha mesmo que as pessoas o respeitam?
      Pessoas como o senhor, da sua geração, destruiram qualquer possibilidade de Portugal vir a ser uma sociedade moderna e democrática, sempre com os chavõezinhos "comunista" ou "salazarista", sempre num dicotomia de argumentos sem conteúdo, sempre na destruição do outro, incapaz de fazer interpretações de converça, porque o malandro da rua tem de ter sempre razão, sempre nas famelgas do absurdo amissimo (e se fora partidário melhor a integração no crime), pessoas como o senhor levaram este país à miséria em que chegamos. E depois vêm aqui refutar todos os meus agrumentos com estilo de comediante de tasca de alemães ou quando lhe convém da tasta dos aliados...


      Se eu só rasca ou senhor é uma espécie incompetente de pseudo-democrata.

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  2. "...porque quem recebe a quantia justa pelo seu trabalho não tem nenhum problema com o euro, nem pensa sair..."

    Ora aqui está um dos seus erros. A economia não tem nada que ver com justiça. O valor de mercado não está relacionado com justiça. O que cada um ganha depende da dinãmica da sociedade, das regras e dos poderes relativos de cada agente.

    Mas admitir por absurdo que a evolução ao longo dos anos levou a um equilíbrio relativamente justo. A narrativa que nos vendem é que precisamos de um ajustamento interno de 20% a 30%. O sr e o seu banco não precisam desse ajustamento? Os lucros não precisam desse ajustamento? É que a riqueza gerada em Portugal parece ser pouca, pois somos pouco produtivos, mas essa falta de produtiidade não é para todos? Eu até diria que são os que conseguem extrair mais riqueza cá no burgo que são os maiores responsáveis por essa falta de produtividade... Nesse sentido, talvez merecessem uma parte ainda menor dos lucros.

    E se geramos menos riqueza, a nossa moeda efectiva vale menos. E o seu trabalho, e o seu banco.

    Então parece ser ao contrário. Quem exige ganhar em Euros é que está a ganhar uma parte indevida do total da riqueza produzida.

    E como economista que parece ser não devia confundir desvalorização, em última análise determinada pelas trocas entre o país e o estrangeiro (oferta e procura de moeda) e inflação, determinada pela política monetária.

    Retirada a ideologia e a demagogia, não restará muito que se aproveite do seu post.

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    1. Meu caro, começando pela justiça, posso ter um critério diferente do seu sem que com isso seja errado, certo?

      Quanto ao ajustamento, posso dizer-lhe que quem não vive do dinheiro que é tirado à força ao contribuinte não precisa de ajustamento nenhum, leva com ajustamentos a toda a hora :) Aliás, a taxa de desemprego é o reflexo do 'ajustamento' de quem vive daquilo que os outros querem pagar.

      A riqueza gerada em Portugal não é pouca, é a que é. Felizmente, cresce de forma considerável. É pouca relativamente aos euros que vai buscar fora mas, até isso, está a diminuir ao ponto de quando olhamos para p país no seu todo ele está muito bem em termos de riqueza que entra face aquela que sai.

      Não sou economista, sou físico, gestor, empresário, consultor e, em part-time, cientista que estuda os fenómenos ecpnómicos. E como físico sei que a inflacção é um fenómeno natural num sistema em expansão. O que não percebo é o que isso tem a ver com o assunto, nem onde confundi duas coisas que são fenómenos distintos embora relaccionados

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    2. Caríssimo,

      Pode ter os critérios de justiça que quiser mas não pode (enfim, não deve) confundir um conceito moral que é a justiça com a economia, nem um advém automaticamente do outro. Ora usou a vulgata do "o que ganhei é meu e é justo que seja assim porque o ganhei" mas isso é MUITO discutível. E aposto que se bem esmiuçado, a maior parte das pessoas não concordaria consigo.

      Não percebi muito bem o que quer dizer com o 2º parágrafo mas parece que não gosta muito de pagar impostos. Ninguém gosta, mas isso não significa que não sejam devidos e justos. Não é um roubo, é o devido para os bens públicos (e há muitos).

      Fala da riqueza gerada mas não parece compreender que a riqueza é um conceito relativo, as coisas não têm valor intrínseco, apenas de mercado. O valor da moeda é um reflexo da riqueza gerada relativamente aos outros. Quando deixa de ter moeda própria e controlo sobre a massa monetária, abre o caminho a que indevidamente uma parte das pessoas seja paga em moeda demasiado valorizada e outros ao contrário. Quanto ao país estar bem em média, para além de não ser sustentável (uma apostinha que assim que o crescimento económico recomeçar, as importações disparam) a média não chega, é preciso olhar para o desvio padrão. Aliás é bem sintoma disso o aumento da desigualdade em portugal.

      Preocupa-me a sua invocação da inflação como físico, a inflação em economia não tem nada que ver com sistemas em expansão (não me vai dizer que é "Austríaco"...). O meu comentário referia-se à sua invocação do Zimbabwe na resposta ao comentário anterior onde de facto demagogicamente (ou ignorantemente) confundiu a inflação galopante desse país, foi por isso que o citou, com a desvalorização da moeda. Conceitos relacionados (como tudo em econoomia) mas não iguais.

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    3. Começando pelo fim, claro que tem. A inflacção em economia tem tudo a ver com o crescimento do sistema. Embora a impressão de moeda sem esse crescimento tenha sintomas semelhantes, mais ampliados. Esse crescimento gera uma estacionaridade sobre a distribuição onde o seu desvio padrão não faz sentido, porque ele é teoricamente infinito. Tem uma materialização empírica que não faz sentido enquanto desvio padrão. Vilfredo Pareto descobriu isso no início do sec XX.

      O valor da moeda vale aquilo que vale o trabalho que é realizado pelas pessoas dentro dessa economia. Embora se expresse de forma relativa, como indica, ela traduz-se pelo trabalho que compra e é essa média do trabalho que, no fim do dia, define o valor da moeda. A moeda é irrelevante nesse aspecto, o seu trabalho vale o mesmo seja em que moeda for, na realidade é a forma como se remunera numa, ou noutra, que vai definir o valor de uma face à outra. Não o contrário. Se agora, em vez de euros, transacionássemos em cavacos, o valor de euros final que receberia pelo seu trabalho seria inferior devido à incorporação de serviços, risco e impostos cambiais, mas, à parte esse efeito, o número de euros que compraria com os cavacos que receberia pelo seu trabalho era igual.

      O segundo parágrafo é sobre o ajustamento. A taxa de desemprego é o reflexo dos ajustamentos todos que o sector privado sofre hora a hora. Não precisa de ajustamento nenhum. Só o estado.

      Finalmente, a quantia justa pelo meu trabalho é aquilo que os outros livremente entendem pagar-me. Não tem nenhum aspecto moral associado nem nenhuma autoavaliação. O meu caro acha que isso não tem a ver com justiça, eu tenho. Vamos concordar em não concordar:)

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    4. Também começando pelo fim, aquilo que insiste em chamar justiça é apenas o valor de mercado. e de facto não tem nenhum aspecto moral associado... porque não é justiça. Claro que pode definir as palavras como quiser (bem, na realidade não pode, não se o objectivo for a comunicação) mas não conheço ninguém que o faça e seja consistente. E nem vou pegar na questão do que signifiica liberdade, tarefa demasiado hercúlea para uma caixa de comentário, mas tenho a certeza que tb terá a sua definição. Para quem escreve num blog sobre a natureza das coisas não está mal :)

      E o resto, valerá a pena comentar? Contradiz-se entre a 2a e a 3a frases do 1º parágrafo: a inflação tem tudo a a ver com crescimento do sistema, mas pode existir sem crescimento! O resto do parágrafo é jargão incompreensível: não percebi e desconfio que não sou o único. O crescimento do sistema será porventura medido pelo aumento da massa monetária, muito mais do que pela inflação, pelo menos directamente. Se a impressão de moeda não acompanhar o aumento do tamanho do sistema, então haverá influência na inflação, mas não só. Esta depende tb da espectativa dos agentes económicos.

      No resto que escreve, parece não entender a dupla função do dinheiro: ele srve de moeda de troca e de proxy para os verdadeiros bens materiasi mas é tb uma commodity com um mercado e sujeito à oferta e à procura. E o seu valor é influenciado por esse mercado. A contradição acontece quando a sua economia não está integrada, ou está deficientemente integrada, com quem determina a taxa de juro do dinheiro, i.e. da política monetária, e quem é que essa política monetária favorece. E que acontece quando uma parte desse mercado (e.g. Portugal) é inundado com as tais cavacas? Será a taxa de juro desse dinheiro um espelho do risco? E se houver calote, esse risco é acionado ou haverá um bailout?

      Mais haveria a dizer, por exemplo sobre a questão do estado, mas isto já vai longo e já é tarde. E provavelmente não valeria a pena.

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    5. Peço desculpa, pelo jargão mas isso significa que não consigo explicar o meu ponto neste peque rectangulo.

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    6. Hiperinflação e Inflação são fenómenos diferentes. No post http://dererummundi.blogspot.pt/2013/06/mandar-o-euro-as-urtigas.html é colocada uma foto de uma notinha linda do Zimbabue lá tentei explicar há dias que o que aconteceu no Zimbabue é um daqueles casos quase raros de poder ser replicado.
      Inflação no Zimbabwe

      2005 - 585.84%
      2006 - 1,281.11%
      2007 - 66,212.3% - Declarada Hiperinflação
      2008 Jul. - 231,150,888.87%
      2008 Aug. - 471,000,000,000%
      2008 Mid-Nov.- 89,700,000,000,000,000,000,000% - FIM

      Existem momentos como de 72-76 em que no mundo inteiro existe uma vaga inflacionista, outras são vagas regionais, como nos ínicos da decada de 80 na Europa. Parece que a inflação por vezes pega e é tipo doença que dura a curar... Muita da inflação pode ser gerada pela falta de confiança no sistema e actividades meramente especulativas...

      Agora será q a inflação em Portugal de 2001 a 2005 foi apenas de 2-3% como é oficial?

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    7. Dados sobre Angola que desvalorizou 25% face ao dolar e 30% face ao euro em 2009

      DADOS DE ANGOLA
      ANO - INFLAÇÃO - PIB - CÂMBIO EURO - CÂMBIO DOLLAR
      2009 - inflação 13.99% - PIB cresceu 8.31% - 1€ = [101,22:130,99] kwanzas - $1 = [75.14:89.36] kwanzas- desvalorizou 25% face ao dolar.
      2010 - inflação 15.31% - PIB cresceu 7.80% - 1€ = [128.68:121,82] kwanzas - $1 = [90.16:92:64] kwanzas
      2011 - inflação 11.38% - PIB cresceu 8.90% - 1€ = [122.86:125,25] kwanzas - $1 = [93,19:95.28] kwanzas

      Dados retirados das estatisticas fornecidas pelo Banco Nacional de Angola http://www.bna.ao/

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  3. Um interessante panegírico dos piratas que nos governam.

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    1. Leu mal, meu caro. Eu não louvei ninguém, pelo contrário. E, mais, a mim ninguém governa. Tirando, claro, quando a frase acaba em "sim, querida"....

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    2. Ninguém o governa? Isso é uma atitude um pouco de quem vive num mundo abstracto, que se abstrai da realidade envolvente...

      Será que o João Pires da Cruz vive à margem da lei? Olhe que o estado ainda detém o poder da violência...

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    3. Sim, mas elegemos governantes para governarem o estado, não para governarem o país.

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    4. De repetente fiquei curioso. João Pires da Cruz que é para si um país, uma nação e um povo.
      Portugal é uma excepção mundal, é 3 em 1.

      Quem governa Lisboa?
      Quem emtermos nacionais mais questiona Lisboa?

      Porque é o Alentejo e Algarve que renunciam à regionalização contra o norte?

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    5. Um país, uma nação e um povo são para mim quase a mesma coisa, sendo q o primeiro tem também uma área de serviços própria a q chamamos de estado.

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    6. Por outras palavras v., assumidamente, não sabe do que esta a falar, nem quer saber, e orgulha-se disso. Ha uma coisa que não percebo em muitos pseudo-clérigos que se reclamam hoje da "ciência economica". Porque se julgam eles dispensados de justificar minimamente os conceitos basicos de que se servem para atirar poeira aos olhos das pessoas ? E por que carga de agua acham eles que uma atitude tão boçal deva ser confundida com ciência ?

      Ou sera que invocar a "autoridade académica" (fara o autor do post a mais palida ideia do que significam estas duas palavras ? Tenho sérias duvidas...) não acarreta nenhuma obrigação ?

      Este blogue tem cada vez menos a ver com o blogue de divulgação cientifica que ja aspirou a ser. Qualquer dia, a associação dos amigos de Lucrécio vai ter de lhe mover uma acção por utilização abusiva do nome do famoso poeta-filosofo.

      Boas

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    7. Há algum conceito básico que quer que lhe explique? E não me leve a mal o reparo, mas o post é "reponsabilidade académica", não "autoridade académica".

      De resto estou certo que o blogue continua a cumprir com a sua missão, embora haja pessoas que são tão esclarecidas, como parece ser o seu caso, que se calhar não estamos a atingir. Mas voltando à pergunta, há açgum conceito básico que quer que lhe explique?

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    8. Pois, de facto ainda havia mais esta : "responsabilidade académica" é uma expressão desprovida de sentido no contexto em que v. a usa, pelo menos que não se confunda com a expressão, mais propria, de "autoridade académica". Corrigi, mas foi sem querer.

      Conceitos basicos que devesse justificar ? Ora bem, começando pelo mais basico, porque é que insiste em confundir pais, nação e povo e o que julga v. que seja o Estado ?

      E' que se não mostrar ter noções minimamente solidas a este respeito, é melhor não se abalançar a especular sobre economia politica, ou então contentar-se com fazê-lo no café, onde manifestamente v. esta muito mais à vontade...

      Boas

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    9. Caro Viegas, falar de "economia política" é para mim a mesma coisa que falar de "astronomia social". Existe, mas não é sério. Quanto ao café, sim, isto é uma coisa que faço de borla. Habitualmente vendo as minhas opiniões, não as dou. Estas dou-as porque a minha vida científica é tb feita em part-time e só porque me dá gozo. Tenho as minhas publicações mas não as faço num blog. O Viegas faz?

      Não sei a sua opinião, mas no De Rerum escrevo o que me apetece, o convite dizia "escreva o que lhe apetece" e assim o farei. A não ser que seja o Viegas o fiel depositário da qualidade editorial do blog, quando o Viegas escrever os seus posts, escreva-os como entender. Quando for eu, vai ser a minha opinião que vai ler.

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    10. Pois, se v. conhecesse um bocadinho mais do assunto, saberia que foi precisamente sob esta denominação (ainda usada hoje nalgumas universidades) que surgiu a disciplina que havia de pretender ao estatuto de "ciência economica", sem que seja pacifico que ela o tenha alcançado, muito longe disso.

      Mais um "conceito basico" que o meu amigo talvez devesse procurar aprofundar...

      Quanto ao resto, v. não me viu contestar o seu direito de escrever o que lhe da na real gana, inclusivamente neste blogue. Da mesma forma, com sua licença, vou continuar a exercer o meu direito de achar que este blogue merece melhor, enquanto assim me aprouver, e descanse que consigo não ha de ser durante muito tempo.

      Boas

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    11. Meu caro, as ideias dos outros não precisa de ouvi-las por mim. Eu estudo economia, não estudo Economia. Se espera de ler de mim aquilo que um economista escreveria, pode tirar daí a ideia. Eu, ao contrário da esmagadora maioria dos economistas, estive vários anos na linha da frente das asneiras que a "ciência económica" produz e não me vai ouvir a defende-las, de certeza absoluta. Quanto ao resto, venha sempre que quiser. Se não quiser não venha.

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    12. Este comentário foi removido pelo autor.

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    13. Pois,

      "Como descobri a polvora (ou melhor estive na linha da frente a marcar muitos golos) e tenho publicações unanimemente aclamadas nos 5 continentes, não vou procurar saber o que disseram os sordidos clérigos que estudaram economia antes do advento da minha Augusta Pessoa, pois esta visto que eles so podem ter dito disparates. E também não vou dar satisfações nem preocupar-me com coerência e consequência. Deixo isso para a ralé. No fundo, pedir-me justificações é ja, de si, um sinal de ma educação".

      O meu amigo consegue ultrapassar o murcho na caricatura do doutorzeco provinciano e ignorante, que traz o canudo de Coimbra à cinta para ver se espanta o labrego...

      Este blogue ja deu a ilusão de aspirar ao rigor, à informação e ao debate sérios e instrutivos sobre temas cientificos. Infelizmente, esta cada vez mais rendido aos baronetes da moda e à impostura pura e simples.

      Uma pena.

      PS : Esta mencionado na margem o nome de Lucrécio, de que com certeza v. nunca ouviu falar. Não perca tempo a lê-lo, que não vai aprender nada. Alias, por definição, não perca tempo a tentar aprender o que quer que seja...

      Boas

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    14. Fui agressivo ? Talvez, desculpe la...

      Os meus comentarios não se dirigem a si, que não conheço, mas à forma como argumenta (neste post), por exemplo ao disqualificar com lamentavel sobranceria perguntas pertinentes e objecções inconvenientes. Ah, e repare que eu, pessoalmente, não acredito que sair do Euro resolvesse os problemas do pais. O que não tira nada às criticas expostas acima. Quem invoca a "responsabilidade" ou a autoridade académicas tem o dever, pelo menos se quiser manter alguma coerência, de começar por acatar os principios de que se reclama...

      Boas

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    15. Está enganado, Viegas. Em cada palavra que escrevo, incluindo neste comentário, eu tenho em conta a quase centena de famílias cujo sustendo pode ser posto em causa por aquilo que digo. A minha responsabilidade académica, e insisto na responsabilidade porque é isso que está em causa, é muito reduzida face às outras. A minha autoridade académica tem sítio para ser usada.

      O sujeito que deu o canudo ao Relvas usou a sua autoridade académica (porque não dar "Ciência Política" a quem mostrou saber mais que todos os mestres?) mas não usou a sua responsabilidade. Hoje é muito mais difícil a alguém da Lusófona encontrar emprego que era antes. E a continuar assim, o mesmo se vai dizer do ISEG, onde o caso de que falei, seja feita justiça, está longe de ser o único.

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    16. Se esta em causa o sustento de "uma quase centena de famílias", sugiro que o meu amigo procure depressa saber o que significam as palavras "responsabilidade" e "autoridade" e como distingui-las...

      De caminho, procure também saber o que quer dizer "académico".

      Quanto ao resto, vejo que o problema é sério. Relvas mostrou saber mais em quê ?!?

      Tenha juizo...

      João Viegas

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  4. Na incapacidade de discutir argumentos sobre uma questão pertinente e que tem sido levianamente tratada por quase todos os media, prefere-se o ataque pessoal. Triste país este onde, para muitos, democracia ainda é "quando todos pensam como eu".

    Vamos sair do Euro? Para dar o exemplo, este senhor podia começar a ser pago em escudos.

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    1. Concordo o Professor Catedrático de que se fala é João Fereeira do Amaral, que em 1995 previu como o país iria cair na sua pior crise económica de sempre, escreveu-o em publicações e ficaram gravas entrevistas ou transcritas em jornais. Basta ouvir JFA para perceber que ele está muito para além do que os comentadores economicistas revela de conteudo nas suas análises corriqueiras. O livro "Porque devemos sair do euro?" é um livro pequeno compacto com linguagem muito acessivel mas com o conteúdo certe, e explica algo que a maioria dos economistas nas suas análises mostram totalmente desconhecer o que é, para que serve e como funciona um sistema monetário, pior ainda o que é dinheiro, JFA explica-o e explica ainda como se emite dinheiro. Só percebendo como funcionam estes sistemas se retira quase imediatamente a conclusão, Portugal tem de sair do euro.

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    2. Mas porquê Portugal? Porque é que ele não vai à frente?

      Diga-me uma coisa, esse computador em que está a escrever, é mais caro em euros ou em dólares? Os trabalhadores que o montaram, recebem mais se venderem em euros ou em dólares?

      A questão da moeda é uma questão absurda. Imagine que todo os habitantes do território nacional passavam a usar outra moeda impressa no Carregado. O que é que mudava? Se desvalorizasse, isto é se imprimisse sem trabalho incorporado estava a cobrar aos que trabalham um imposto escondido da desvalorização para pagar aos que não trabalham. Metia mais dinheiro na rua, mas esse dinheiro valia menos, pelo que a liquidez real não aumentava, na realidade diminuia.

      A insistência na saída da moeda, não é uma questão de mecanismos de emissão de moeda, é incompreensão do que é o dinheiro e a economia. e calhar o que a maioria dos economistas tem que o JFA não tem é perceberem de economia...

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    3. Caro Sr João Pires da Cruz, se a dita moeda fosse impressa no Carregado, não haveria mudanças económicas nessa zona? Por outras palavras qual a relação da economia com o local onde se gere a impressão da moeda? Foi verdade ou não que quando em Portugal passou a ter uma moeda única em todo o país, a economia em Lisboa cresceu em detrimento da economia da periferia? Em Espanha não se passou o mesmo? A economia de Madrid não aumentou em detrimento das cidades periféricas? O mesmo não se passou no Euro? Há ou não relação entre a moeda e as políticas centralistas? Se sim, então o local de impressão da moeda importa. Desculpa não fazer sentido mas economia não é o meu forte, e o que sei foi o que li aqui e ali.

      Atentamente
      Ricardo Teixeira

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    4. Coincidência, não causa. 90% de inglaterra está em Londres e a moeda é a mesma há séculos

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    5. 90 por cento do quê? da economia? do PIB ?

      é basta ver belfast em 1980 e belfast em 2013

      ou manchester em 92 e em 97 e seguintes

      ou mesmo exeter ou birminghan....ou etc

      a moeda não é a mesma

      durante séculos foi metálica tinha reserva de valor intrínseco

      compravam-se muitos cauris com ela

      comprava-se era pouco chá

      daí os ingleses optarem por trocar o ópio pelo chá

      que a prata era muy pesada né....

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  5. Responsabilidade acadêmica: vigor e trâmite legal.




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