quarta-feira, 26 de junho de 2013

Entre Margens


No próximo dia 27 de Junho de 2013, pelas 18 h, no RÓMULO– Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, no piso térreo do Departamento de Física da Universidade de Coimbra, terá lugar a apresentação do livro de Regina Gouveia “Entre margens” título que corresponde a um dos “livros” de poesia ali contidos. O outro é “Poemas no espaço-tempo”.

Regina Gouveia é uma autora singular, cujo exemplo marca a literatura que continua a resistir à união clara da escrita com a ciência. Ao ler as suas obras verifiquei que, ao contrário dos outros autores de “experiências pensadas”, a autora não procura ficcionar, educar, ou exorcizar o conhecimento científico através da literatura, mas antes dar-lhe a paradoxal correcta incerteza das palavras, através do seu conhecimento da poesia criadora da ciência... (Carlos Vaz)

                                                                                                       “Entre margens, os rios, entre margens os textos nas páginas. Uns e outros galgam-nas por vezes. Os textos desta colectânea, agora entre margens, já as galgaram ao longo das suas vidas, por vezes com alguns anos. Aqui se incluem não só textos actuais mas também outros que não foram incluídos nos livros anteriormente publicados. Todos foram sendo organizados em projectos, entre eles Poemas no espaço-tempo e Entre margens”.

“Todos os fenómenos que ocorrem no mundo sejam naturais, sociais, políticos ou económicos, têm lugar no espaço e no tempo. Na Física clássica o espaço e o tempo são entidades independentes mas Einstein deu-nos uma nova visão do mundo com o espaço e o tempo interligados. O tecido do Universo, deste universo a que pertencemos, é o espaço-tempo. E foi neste espaço-tempo que a espécie humana nasceu e com ela a poesia e a lira de Orfeu”.

A sessão é aberta ao público em geral. A convidada será apresentada por Carlos Fiolhais, Director do Centro.

4 comentários:

  1. A poesia é sempre bem-vinda !

    Interessante que há pormenores que acolhem este estado da docilidade humana.

    Escrever deveria ser perceber-se e, depois em livros, partilhar a gentileza da palavra.

    Trazer-se presente através deste empreendimento, a escritora Regina Gouveia regista o agradável sentido que caracteriza na expressão de poeta a experiência do amor.

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  2. Desejo a todos e à autora em especial, um pleno.

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  3. Ó Carlos guarda-me um original
    Eu amanhã passo aí telefono-te

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  4. A poesia é guardiã, ou é o guardião contra o anátema que pende sobre o conhecimento, ou melhor, o guardião da sabedoria, sabido que o conhecimento é o mais perigoso que há (dou de barato a ignorância).
    Estou curioso de conhecer a obra.

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