terça-feira, 23 de abril de 2013

Com novas íris te universo

Poema publicado primeiramente na revista Papel




Com novas íris te universo.
Vejo-te para além do ar,
Até onde não sabia que ainda começas.
Com novas íris despojo-te das poeiras cósmicas,
Descubro-te onde não tens cor,
Com novas íris alianço-me nos deuses antigos,
E redesenho a abóbada celeste com mitos modernos,
Cegos de contemplação e de tanto espanto.
Com novas íris volto a ser criança a olhar o céu
E tento apanhar as estrelas num gesto, num salto.
Com novas íris me visto de ti,
Num novo cosmos invisível à nudez dos meus olhos.
E pinto no céu um arco-íris, que começa nos raios gama,
E acaba nas ondas do meu rádio.

António Piedade

Coimbra, 09 de Abril de 2013

2 comentários:

  1. Sim, com cada vez mais "íris" descobrimo-nos crianças a olhar o céu.
    Pequeninos, pequeninos mas a olhar. Sempre a olhar.
    Mais "alto", mais (pro)fundo, mais além, mais longe.
    A ver se sabemos quem somos. E o que fazemos (por) aqui.
    E com poesia é (muito) melhor.

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