sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Nem todos chegaremos vivos

A cada dia que passa, as escolas detectam mais e mais crianças com fome. Treze mil, diz-se nos jornais de hoje. Agora são os hospitais que falam. Um grande hospital comunicou ao país, sem sofismas de qualquer espécie, que lhe chegam inúmeras crianças cuja doença é a fome. Não, nem todos "chegaremos vivos" aonde quer que se entenda que temos de chegar.

12 comentários:

  1. Sobre viver ou não viver, e sem prejuízo de considerar dramática e socialmente inadmissível a situação relatada por Helena Damião, permito-me sugerir a atenta leitura desta preciosidade nacional:

    http://noticias.up.pt/investigadores-do-ibmc-ja-sabem-como-se-mata-uma-celula-imortal/

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  2. Nem me quero lembrar desta mania dos cientistas andarem com ideias de mexer no ADN, verdadeiros aprendizes de feiticeito. Estou certo que o mundo irá ficar marcado por isso, muito negativamente, da mesma forma ou ainda pior do que com o uso da tecnologia nuclear. E o problema do cancro não irá ser solucionado dessa forma, tenho a certeza da sabedoria que a vida já me deu. Não vamos culpar a proteína "x" ou "y", seria mais inteligente saber porque é que ela é activada e isso não será explicado sem considerar a Mente e a alma humanas.

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    1. Caro Anónimo

      Como está tão certo que o cancro é activado pela mente e pela alma humanas ? A questão que coloca é deveras interessante, sob o ponto de vista meramente especulativo. Mas não há tanta gente que luta contra o cancro, apegando-se fortemente à vida ? E as causas genéticas sobre o cancro não lhe parecem relevantes ?

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    2. Causas genéticas podem ser relevantes, se eu pensar como ensinam nas universidades, mas a causa genética, como conceito só é relevante se for considerada como fim em si mesmo. Afinal, a genética é o nosso software ou hardware? A que responde ele? O ADN está programado para nos defender, permitir algum grau de adaptação e definir-nos mas apenas dentro de limites. Quem o opera?

      Sim, é verdade que há gente que luta contra o cancro, apegando-se fortemente à vida e outros há que escolhem abandoná-la. O que faz o ser humano decidir? Recorda-me o filme, o 5º Elemento.

      Dr. Rupert Sheldrake é sempre uma boa leitura.

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    3. Rupert Sheldrake pode ser uma boa leitura, mas, entretanto, não convém abusar dos cigarros.Há quem diga que provocam o cancro.

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  3. Estimado Anónimo
    É evidentemente de louvar o trabalho patente na notícia que nos fez chegar e que agradecemos, mas, como perceberá, o problema que aponto é duma outra natureza. É da natureza da miséria, daquela miséria que se traduz, muito objectivamente, em fome: uns milhares a sentirem-na, ao ponto de ficarem doentes; outros milhares a caminharem para lá.
    Cordialmente,
    Maria Helena Damião

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    1. Cara Helena Damião

      Comungo inteiramente da sua preocupação e do teor do seu relato, que também muito me penalizou.Permiti-me contudo evocar a notícia, cujo link citei, por se me afigurar muito relevante.Grato pela sua gentil resposta.

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  4. Verdadeiro sim. E arrepiante.

    E a referência ao facto, sem subterfúgios, nem eufemismos, é particularmente digna e (muito) corajosa.

    E muito... humana.

    Bem haja a quem o vai lembrando.

    Que precisamos/podemos/devemos fazer pelos outros, cada um de nós?

    Depressa. Agora.

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  5. Vai ser muito mau, e se o rumo continuar a ser esta desesperança que se nos avizinha - ainda mais - já a partir de Janeiro de 2013, por certo seremos bem menos e em muito más condiçoes os que chegarão a 2014, Talvez seja a vontade superior!!!!!!

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  6. O problema que se coloca é meramente uma questão de engenharia social e eugenia. É caso para questionar como tal coisa é possível no séc. XXI?!

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  7. Classe política, e sobretudo a governante que desprezam e não tratam de forma adequada o futuro de Portugal que é a criança, não merecem nem o salário mínimo da agricultura.
    Afinal existem centenas de milhares de milhões de € para engordar banqueiros e a sua banca mas não existem uns míseros € para saciar estas crianças?
    Fazendo bem as contas se em vez de andarem a engordar banca e banqueiros se usassem o dinheiro nestas crianças, seria suficiente para doar a cada uma delas 3 sumptuosas refeições diárias em bandejas douradas, berços dourados, ensino do melhor do mundo dos 3 aos 25 anos totalmente gratuito,~estarem isentos de trabalhar e terem ainda uma reforma vitalícia choruda e ainda sobravam milhões de €.

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