Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

Boas práticas

A expressão está muito na moda: num quadro de pensamento que desvaloriza tudo o que cheira a teoria e o que dela se aproxima, as “boas práticas” são tidas como o (único) conhecimento válido. Devo notar que é uma moda mais evidente nuns sectores do que noutros: na política, na comunicação social, na indústria e no comércio, na intervenção social, nas relações internacionais, é bastante  evidente. Assim, quem a inclui num discurso ganha pontos na aceitação dos ouvintes, ou julga que ganha…


Não sei se foi isto que pensou uma secretária de estado da saúde francesa quando escreveu no seu blogue (a notícia é do jornal Libération, a que tive acesso através do jornal Público) que, com temperaturas muito baixas, como as que se instalaram na Europa, as “populações mais vulneráveis” “devem evitar sair” (de casa, presumo). Entre essas populações, incluiu essa senhora os sem-abrigo... Talvez tenha sido um lapso!

2 comments:

  1. José Batista da Ascenção9 de Fevereiro de 2012 10:04

    Bom, convenhamos que há boas práticas que não

    precisam de ser enformadas por qualquer teoria.

    Faz tempo, via um telejornal num dos canais

    portugueses de tv, e fez-me impressão uma

    jornalista muito aplicada perguntar a um

    cidadão da Beira Alta, em tom

    preocupado, como ia ele preparar-se para

    as temperaturas muito baixas, que se

    verificavam e que a meteorologia continuava

    a prever.

    Resposta pronta do aldeão: Da mesma maneira

    de sempre, vestindo mais roupa e chegando-me

    à lareira.

    E a jornalista pareceu satisfeita com a

    resposta.

    Não sei se por ter uma teoria ou não.

    Mas eu não sou contra as boas teorias.

    Passe o subjetivismo de "boas"...

    ResponderEliminar
  2. Gostaria de receber actualizações deste blog. Como devo proceder? Muito obrigada. p.s. Excelente blog de informação científica e "humana". Katia Weber, Berna-CH http://www.facebook.com/profile.php?id=1496378806

    ResponderEliminar

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.