sexta-feira, 29 de julho de 2011

A avaliação dos professores nos governos de Sócrates: um balanço

Sara Raposo, professora de Filosofia, co-autora do blogue A dúvida metódica e nossa leitora, escreveu três textos com carácter complementar sobre a avaliação do desempenho docente formalizada na anterior legislatura e ainda vigente. Com a sua autorização, aqui deixamos a ligação para esses textos: aqui, aqui e aqui.

2 comentários:

  1. José Batista da Ascenção29 de julho de 2011 às 12:23

    Durante o "mandato" de Maria de Lurdes Rodrigues fui, como outros, chamado a discutir com o actual Director Regional de Educação do Norte, então ainda não director, a necessidade de aplicação do "modelo" de avaliação que havia sido gizado para os professores.
    Incomodado, pedi para intervir. E comparei o dito "modelo" a um carro sem travões, "sem pneus", sem luzes e "sem motor" com que nos mandavam iniciar um dado percurso, sabendo nós o ponto de partida mas ignorando a rota e as previsíveis vicissitudes e término da "viagem". E perguntei se devíamos partir ou, simplesmente, recusar "viajar".
    Obtive como resposta, um comentário cheio de humor:
    - O senhor (eu) podia ainda acrescentar que o condutor do veículo é maluco!
    Infelizmente, o meu interlocutor terminou a afirmar a necessidade de se cumprir a lei...

    O sistema de avaliação que veio substituir aquele é, basicamente, farinha do mesmo saco.
    Se alguém me disser, algum dia, que foi classificado com "excelente", admitirei para mim que possa tratar-se de "uma nódoa". E em relação a quem não tiver "muito bom" ou "excelente", admitirei que possa tratar-se de um profissional excelente (sem aspas). E, neste momento, considero a probabilidade da segunda ocorrência bem maior do que a primeira.

    Em consequência, pergunto: uma tal aberração classificativa dos professores devia ser impedida ou levada até ao fim?

    É claro que a quem se candidatou às quotas de "muito bom" e "excelente" e quisesse continuar, pois muito bem, fizesse-se-lhe a vontade.
    Mas quem considera uma abominação de cabo a rabo todo o processo não devia ser obrigado a chafurdar na lama, podendo, então, retirar-se do pântano.

    Por uma questão de decência.

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  2. José Batista da Ascenção30 de julho de 2011 às 19:21

    No comentário anterior, onde está escrito "considero a probabilidade da segunda ocorrência bem maior do que a primeira" devia, obviamente, estar "considero a probabilidade da segunda ocorrência bem maior do que a da primeira"

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