quarta-feira, 27 de outubro de 2010

História do PVC em Portugal

Informação recebida da Livraria Escolar Editora:

A Escolar Editora e a Profª Maria Elvira Callapez têm o grato prazer de convidar V. Ex.ª para a sessão de apresentação e lançamento do livro "História do PVC em Portugal - CIRES um caso de sucesso," a realizar no próximo dia 27 de Outubro de 2010, pelas 18:30 horas, na Livraria Escolar Editora da Faculdade de Ciências.

A sessão de apresentação do livro será feita pelo Prof. Dr. Nuno Madureira (ISCTE).

7 comentários:

  1. Desconheço o conteúdo do livro mas espero que a autora tenha consciência do quão nefasto é o PVC para o ambiente do nosso (único) planeta. Os autores deste blogue com formação em biologia terão certamente algo a dizer sobre isto.

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  2. Maria Elvira Callapez29 de outubro de 2010 às 19:34

    Caro Miguel Almeida, obrigada pelo comentário. O livro trata da história do PVC, nas suas vertentes científica, tecnológica e social, e da história de uma companhia portuguesa produtora de PVC. A que se refere concretamente quando alerta para o papel "nefasto" do PVC, produto acabado?
    Maria Elvira Callapez

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  3. Cara Profª Maria Elvira Callapez,
    Infelizmente, a realidade actual (se nos preocupamos com legado que queremos deixar aos nossos filhos e netos!) obriga-nos a considerar TODO o ciclo de vida dos materiais e produtos. Não podemos olhar apenas para uma parte e fingir que a outra não existe criando, tiranamente, grandes dificuldades às gerações vindouras como temos vindo a fazer nas últimas décadas.
    Como sabe, o PVC está associado à libertação de dioxinas no ambiente. Provavelmente discorda do meu ponto de vista mas, na minha opinião, é completamente irrelevante se isso acontece no inicio, no meio ou no fim da vida do produto/material.
    O seu livro pode ter interesse como documento histórico, admito. Se, por outro lado, promove a utilização e proliferação deste material, admito que um dia, é provável que algum descendente seu necessite de quimioterapia...
    Cumps.
    Miguel Almeida

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  4. Caro Miguel Almeida,

    Diz bem que o livro é um documento histórico. Aí não é feito o elogio do PVC, mas sim o reconhecimento da sua importância e dos polímeros na generalidade. Estou quase certa de que o Miguel dificilmente viverá sem esses materiais sintéticos!

    As questões ambientais relacionadas com o PVC são desde há muito (desde os anos 1970s) objecto de atenção devido a problemas bastante sérios que surgiram em alguns trabalhadores que entravam dentro dos polimerizadores/reactores para os limparem. Aí eles poderiam encontrar vestígios de cloreto de vinilo, este sim bastante tóxico. Depois desses infelizes episódios, surgiu uma nova tecnologia (a do reactor fechado) que dispensa a entrada de trabalhadores dentro dos reactores.

    Actualmente, estuda-se bastante sobre a eventual migração de substâncias/aditivos do PVC para o ambiente, corpo humano, mas não conheço qualquer estudo que evidencie inequivocamente casos que conduzam ao alarmismo que o Miguel poderá estar aqui a trazer.

    Creio que o Miguel acredita que temos consciência ambiental, que temos conhecimento, por exemplo, das notícias sobre os peixes que morrem sufocados com os pláticos (ainda não biodegradáveis) que os humanos atiram para os oceanos, o que muito lamentamos, tanto pelo desaparecimento desses peixes como pelo comportamento destes humanos.

    Somos pela preservação do ecossistema e partilhamos da fé de Rachel Carson, a pioneira da denúnica dos atentados contra a natureza. Em Primavera Silenciosa encontrará eco das nossas preocupações.

    Talvez gostasse de saber que eu própria me tenho dedicado ao estudo do efeito dos ftalatos (aditivos do PVC) nos artefactos que usamos .... Os dados levam-me a afirmar que ainda acredito que não há necessidade de tratamentos de quimioterapia para alguém.

    Disponha.
    Maria Elvira Callapez

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  5. Cara Profª Maria Elvira Callapez,

    De facto, dificilmente vivo sem materiais sintéticos, atendendo a que não pude escolher onde e quando nasci. (Provavelmente, já tinha alguns no meu corpo quando ainda era um feto, e sabe-se lá com que consequências!)
    Como sabe os humanos viveram e prosperaram sem químicos sintéticos durante dezenas de milhares de anos e só há poucas décadas, quando estes foram inventados, é que começaram a inquinar todos os recantos do nosso planeta.

    A quantidade de produtos sintéticos libertados no ambiente é um dos principais responsáveis pelo alastramento do cancro verificado desde os anos 40.

    Agrada-me saber que a Profª tem preocupações ambientais e permita-me que lhe diga que outros cientistas, provavelmente sem ligações à industria química, chegaram a conclusões diferentes das suas. Note que são muitos os paises e as grandes empresas a procurarem subtituir/descontinuar o PVC. É difícil acreditar que o fazem sem uma boa fundamentação para isso.

    Cumprimentos,
    Miguel Almeida

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  6. Para mim, toda e qualquer industria deve orientar-se pelos chamados "THE HANNOVER PRINCIPLES" redigidos pelos autores do livro aqui destacado:

    http://incitador.blogspot.com/2009/08/conciliar-o-inconciliavel.html

    Nunca tinha lido um livro técnico tão inspirador. (Não me admirava que o PVC "violasse" todos os 9 princípios...)

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  7. Note-se a importância dada ao "PVC-free" pelos gigantes da electrónica.

    Aqui:
    http://www.greenbiz.com/sites/default/files/Greenpeace-Greener-Electronics-101027.pdf

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