terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ranking das Universidades





Acabam de ser publicados os rankings de universidades efectuados pela empresa QS, a mesma que elaborou até 2009 os rankings da famosa revista inglesa TIMES. Neste ano de 2010, a Universidade Nova de Lisboa (UNL) ficou em primeiro lugar (384, subiu passando da lista 400-500 para a lista 300) seguida da Universidade de Coimbra (396, desceu 30 lugares), no TOP300+. Algumas das outras universidades portuguesas aparecem a partir do TOP400+.

Link aqui.

No que se refere a Ciências & Tecnologia, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) aparece como a melhor escola do país (228, subiu 2 lugares) seguida da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) (264, manteve).



Ranking aqui.



Resultados interessantes, porque levam em linha de conta o prestígio científico, número de projectos, empregabilidade dos cursos, relação professor/aluno, etc.


Nota: não é o Instituto Superior Técnico (IST), segundo este ranking muito considerado, a melhor escola de ciência e tecnologia do país (como dizia o EXPRESSO há duas edições atrás). As duas melhores escolas de ciência e tecnologia, ainda segundo este ranking, não estão em Lisboa. Talvez isto mereça alguma reflexão.



Nota adicionada às 18:33 (21/09/2010):


U.COIMBRA: 396  (em 2009: 366)
U.PORTO: 455-500 (em 2009: 501-600)
U. Nova:  384 (em 2009: 401-500)

Universidade do PORTO: 
Arts and Humanities 232;
Engineering & IT: 264
Natural Sciences: 
Social Sciences: 
Life Sciences and Biomedicine:

Universidade de COIMBRA: 
Arts and Humanities 266;
Engineering & IT: 228;
Natural Sciences: 268;
Social Sciences: 219
Life Sciences and Biomedicine:

Universidade NOVA: 
Arts and Humanities:
Engineering & IT:
Natural Sciences: 
Social Sciences: 
Life Sciences and Biomedicine:

11 comentários:

  1. Quase sempre que comento neste blog é para mostrar a minha concordância com os textos que leio, mas neste caso (estou a incluir também o texto do professor Norberto Pires sobre o artigo do Expresso) isso não aconteceu, e vou tentar explicar porquê.

    Concordando que o artigo do Expresso é fraco, não me parece que o professor Norberto Pires, nos exemplos que deu, tenha provado de alguma forma a sua opinião. Assumiu que o que se passa fora de Lisboa é "bem mais interessante" do que o que se passa lá dentro, mas não deu mais que dois ou três exemplos pontuais para suportar a sua opinião. Note-se que não disse que poderia ser de igual interesse, ou com um tipo de interesse diferente, utilizando esses exemplos como prova de que também se fazem coisas interessantes. Pelo contrário: utilizou esses exemplos como prova de que faz melhor, quando se calhar alguém informado sobre prémios ganhos pelo IST poderia ter usado exemplos pontuais análogos que nada provam num contexto global.

    Rankings como este, para mim, valem o que valem, e por isso é que se conseguem às vezes encontrar rankings tão diferentes.

    Sou aluno do IST porque, em Portugal, o curso que escolhi só existe lá (afinal, a oferta de cursos ainda é um factor preponderante na escolha de uma Universidade - estará incluido nos rankings?).

    Para terminar, só um aparte sobre a Universidade de Coimbra: não obstante a sua qualidade mais que comprovada, tenho pena de conhecer vários casos de pessoas que foram para lá entusiasmadas para estudar e trabalhar no curso que realmente queriam, e que infelizmente acabaram a pedir transferência para Lisboa por se terem apercebido que não se conseguiam integrar na Universidade a não ser que compactuassem com as praxes que lá se praticam. Em tom de brincadeira, devo dizer que talvez este factor também devesse ser incluido em alguns rankings... podia ser que motivasse os responsáveis pela Universidade a tentar corrigir esse problema.

    Cumprimentos,

    Miguel Galrinho

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  2. Critérios como a "relação professor-aluno" e similares são de uma subjectividade que dá para tudo!
    Há um único critério objectivo: a empregabilidade e, mais ainda, o sucesso das carreiras no emprego.
    Sendo eu Prof do Técnico, claro que este único critério que é objectivo beneficia o IST e de longe. No entanto, reconheço de imediato que tal resulta em boa parte do IST estar em Lisboa e de os melhores empregos também!
    Pessoal e subjectivamente, até acho que PRESENTEMENTE a melhor escola de engenharia portuguesa é a FEUP. Mas, aos pais e alunos em escolha, o que mais interessa é a empregabilidade, não é?
    Pois...

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  3. A Universidade Nova está em 384º lugar e a de Coimbra em 396º e isso coloca-as no TOP 300? Em que parte do mundo isso faz sentido? Estão, isso sim, no TOP 400, enquanto que as outras, deduz-se por lógica, que estarão no TOP 500.

    Tenho a curiosidade de ver a Universidade onde fiz o curso (Eng. Química, em Coimbra) em 228º lugar no ranking de Tecnologia, aquela onde fiz o doutoramento em 138º lugar e aquela onde trabalho actualmente em 39º lugar. Da forma como as coisas evoluem acabarei por me reformar no primeiro lugar do ranking...

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  4. Será que andou a ler o ranking como deve ser ou limitou-se a olhar para as primeiras quatro colunas das duas tabelas?

    Por exemplo, diz

    "No que se refere a Ciências & Tecnologia, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) aparece como a melhor escola do país (228, subiu 2 lugares) seguida da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) (264, manteve)."

    Mas pelo que pude constatar o agrupamento não é feito por faculdade. A posição 228 reporta-se ao score obtido pela Univerisidade de Coimbra (UC) na área "Engineering & IT" (EIT), ou seja, não se reporta ao score obtido pela FCTUC. Repare, há também a área "Natural Sciences" (NS) aonde o posicionamento da UC é 268. Tendo olhado rapidamente para os cursos e centros associados à FCTUC, pude constatar que a FCTUC abrange tanto a área EIT como a área NS.

    Conclusão, isto que redigiu é um trabalho muito mal feito, e nem sequer tive de ir à substância da coisa, uma vez que não tenho grande paciência para andar a ver como é que eles chegam aqueles rankings.

    Digo-lhe mais, há rankings para muitos gostos. Não se esqueça que o Instituto Superior Técnico (IST) está integrado na Universidade Técnica de Lisboa (UTL). Como tal, ficava-lhe bem um bocado de sobriedade em reconhecer que rankings de universidades são muito enganadores quando se quer comparar institutos ou faculdades.

    Tenho ideia que saiu, não há muito tempo, um ranking que tinha o cuidado de fazer essa análise, e o IST ficou em primeiro lugar dos Portuguesas.

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  5. Caro Miguel,
    O que pretendi dizer foi isso mesmo, que a competência não está concentrada em Lisboa (como pretendia dizer o artigo do Expresso), mas sim espalhada pelo país em várias áreas. E que faz sentido, todo o sentido, pensar nisso e incentivar as boas práticas que existem por esse mundo fora. O que se assiste em Portugal é a uma excessiva concentração de recursos na capital, e isso não é benéfico para o país nem contribui para o seu desenvolvimento. Apresentei alguns exemplos, muitos mais poderiam ser dados. Excelentes iniciativas, boas práticas, resultados de qualidade existem em todo o lado (IST, FEUP, AVEIRO, COIMBRA, MINHO, Algarve, Évora, etc, etc, etc). Têm todas de ser acarinhadas se o objectivo é desenvolver de forma equilibrada o país.
    Cumprimentos,
    J. Norberto Pires

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  6. Nesse caso estamos de acordo e fui eu que interpretei mal o seu texto. Obrigado pela resposta.

    Cumprimentos,

    Miguel Galrinho

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  7. Não costumo responder a "anónimos". Não vou abrir uma excepção.

    No entanto, gostaria de dizer que os rankings são o que são. Têm critérios que favorecem mais umas universidades do que outras. No entanto, têm valor por si mesmos porque são públicos e tendem a influenciar decisores, alunos e famílias. O ranking da TIMES (QS) tem esse valor, por ser muito conhecido e divulgado.

    Todos os rankings devem ser vistos e relativizados, devido a alguma subjectividade, mas na globalidade eles permitem ver o cenário. E isso é útil, se vistos como indicadores.

    Cumprimentos,
    J. Norberto Pires

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  8. "gostaria de dizer que os rankings são o que são"

    Podiam ser o que não são?

    Esta frase tem algum conteúdo informativo?

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  9. Conseguirá o Sr. J. Norberto Pires, em nome da seriedade e imparcialidade, localizar o Instituto Superior Técnico nesse ranking?

    Uma printscreen "would do the trick".

    Meireles

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  10. A verdade é que este ranking como normalmente acontece com os que são elaborados internacionalmente não têm em conta a verdadeira realidade do pais. E ai, a verdade é que o mais importante é a empregabilidade e os prémios recebidos.
    Sendo isto importante, a nota de acesso ao ensino superior é preponderante ( ou será que todos os estudantes andam enganados?)
    É sabido que o IST, a universidade Nova de Lisboa e a Feup estão anos luz à frente das restantes.
    (Nota, estas públicas, em termos privados há que englobar a Católica)

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  11. ... O que merece reflexão é a desonestidade intelectual e a tacanhez com que o autor do post analisa os dados do ranking.

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