Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

HUMOR: Protões mais pequenos, à semelhança de cornetos e pernas de pau

Quem não se lembra dos gelados enormes quando era criança e da desilusão de pedir o mesmo gelado passados alguns anos e verificar que este já não é maior do que a nossa cabeça? Uma experiência com a qual certamente todos os leitores se identificam. Sucedeu o mesmo com uma equipa de cientistas internacional, liderada por Randolf Pohl do Instituto Max Planck na Alemanha (em Português, Instituto Super-Maxi). Quando a equipa de Pohl começou a estudar protões no ano 2000, estes pareciam enormes. Passados dez anos, a sensação que fica é que estão mais pequenos: "nas minhas memórias de infância os protões têm para aí 0,8768 fentometros de raio. No ano passado voltei a pedir um protão num acelerador de partículas, e era 4% mais pequeno. A partir daí nunca mais quis olhar para constante de Rydberg".

David Marçal, no INIMIGO PÚBLICO

3 comments:

  1. Mais um que decidiu fazer dieta e se enfezou. A moda veio para ficar e já afectou o mundo dos atómicos.

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  2. CIÊNCIA E POESIA

    Protões, neutrões, partículas atómicas,
    são palavrões os físicos inventam
    nas suas teorias astronómicas,
    que contra ventos e marés sustentam!

    São termos que os poetas não entendem,
    embora tenham certa percepção:
    são teorias com que nãqo se prendem,
    pois têm diferente vocação.

    Mas podem lá chegar por outra artéria
    sem precisarem de aceleradores
    nem de estatuto de investigadores:

    vogando pelo mundo das estrelas,
    a divagar e conversar com elas,
    acabam por ser doutos na matéria!

    JOÃO DE CASTRO NUNES

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  3. No 2º verso do poema falta, por lapso, o pronome relativo "que":

    são palavrões que os físicos inventam,

    JCN

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