Terça-feira, 13 de Julho de 2010

Como é que podemos melhorar?

Num excelente documentário sobre o erro na área da saúde, transmitido pelo segundo canal da televisão portuguesa e do qual, infelizmente, não registei o título, uma médica fala, em determinado ponto da necessidade de recolher e analisar os eventos adversos das práticas clínicas. Iniciativa que assumiu por sua conta e risco:

"É evidente que os hospitais podem melhorar em diversos campos. Para lá se chegar torna-se essencial uma diligência: assinalar sistematicamente todos os acidentes que aí ocorrem.

Dra. Bara Ricou (Cuidados intensivos de cirurgia): Há uma medida que poderia ser aplicada: o ser-se capaz de assinalar os incidentes, fazer uma listagem deles e analisar porque ocorreram. Creio ser esta uma medida que há que tomar forçosamente, estamos numa fase de reflexão e creio que ela é essencial para que possamos avançar.
Entrevistador: Desde quando faz um levantamento dos incidentes no seu serviço?
Dra. Bara Ricou: Desde há pouco mais de um ano que fazemos o levantamento de todo o tipo de acidentes. E há alguns que nos preocupam para podermos avançar, para pensar: “como é que podemos melhorar?” Os acidentes acontecem na sequência de processos. Nunca é só uma pessoa que comete o erro.
Entrevistador: Quantos é que diria que há por ano?
Dra. Bara Ricou: Cerca de uma centena. Mas não tenho de os ter todos reportados. Isso foi feito numa base de voluntariado."

2 comments:

  1. Assinalar sistematicamente (e sistemicamente) todos os acidentes que ocorrem parece-me que deve ser uma prática extensível à fábrica, à Escola, ao lar, etc.
    Horácio Pereira

    ResponderEliminar
  2. Penso que o esencial, será "como é que podemos melhorar?"

    Ou seja cada erro, ser entendido, e apreendido, e fazerem-se todos os possiveis, para não ser repetido.

    Para encher estatisticas ou para arranjar uns quanto -o elo mais fraco - para castigar e o elo mais forte, sempre se safar: Não!

    A.Küttner

    ResponderEliminar

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.