Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010
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O blog que partilha o título com o poema de Lucrécio fala também de várias coisas do mundo, procurando expor a sua natureza. Parte da realidade do mundo (o nosso mundo, feito de átomos e espaço vazio) para discutir o empreendimento humano da descoberta do mundo, que é a ciência, e as profundas implicações que essa descoberta tem para a nossa vida no mundo.
Que não fez D. Manuel II para, a expensas suas, promover a cultura em Portugal?!... Mesmo até... já fora do país, na situação de exilado. Honra lhe seja, preferências políticas à parte. JCN
ResponderEliminarUM JOVEM REI NO EXÍLIO
ResponderEliminarDiscreto, como sempre fora em vida,
sem qualquer enxovalho popular,
D. Manuel Segundo, na partida,
portou-se conforme era de esperar.
Leva no peito em sangue uma ferida
que nunca mais havia de passar,
uma chaga recôndita, escondida,
que faz questão de não manifestar.
Entregue aos seus estudos na Inglaterra,
nem por isso, na sua solidão,
deixa de ter em mente a sua terra.
Consigo morre toda a esperança
de persistir a Casa de Bragança
à frente dos destinos da Nação!
JOÃO DE CASTRO NUNES
CEM ANOS DE REPÚBLICA
ResponderEliminar(Carmen saeculare)
Ao perfazer cem anos de existência
com todas as mazelas que a idade
forçosamente traz por inerência,
impõe-se restaurar-lhe a identidade.
Há que limpá-la da concupiscência
que lhe comprometeu a idoneidade,
regenerá-la da consequência
de uma funesta e vil rapacidade.
De volta aos ideais do seu primado,
de novo surja livre de pecado
e tudo quanto é nobre lhe aconteça!
Com seu barrete frígio na cabeça
e seu vermelho e verde gonfalão,
preserve-a Deus de toda a corrupção!
JOÃO DE CASTRO NUNES
RAZÃO E SENTIMENTO
ResponderEliminarNão é questão de mera ideologia
optar pela república electiva
ou pela hereditária monarquia
ou qualquer outra forma alternativa.
Cada sistema tem suas virtudes
e suas pontuais perversidades,
estando em causa mais as atitudes
que a natureza das modalidades.
À falta de argumentos concludentes
em contra ou a favor de alguma delas
deixemos de forçar as nossas mentes,
dando a palavra, acima da razão,
perante estas vertentes paralelas,
à voz sentimental do coração!
JOÃO DE CASTRO NUNES