terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Recordar Carl Sagan no Ano Internacional da Astronomia


Novo post recebido de António Mota de Aguiar sobre o Ano Internacional da Astronomia:

Recordar Carl Sagan (1934-1996) é recordar o imaginário que recebemos dele durante a sua passagem pelo planeta Terra. Carl Sagan olhava o cosmos como uma criança maravilhada por tudo o que via, incutindo-nos a vontade de saber mais a respeito “de onde vimos e para onde vamos.

Quer falasse do cérebro do “homo sapiens”, espécie à qual ele reservava um futuro brilhante através da ciência, quer falasse dos milhões de milhões de estrelas, ou ainda da possível existência de civilizações extra-terrestres, fazia-o sempre com um entusiasmo contagiante. Era um prazer ouvi-lo falar no seu programa de televisão “Cosmos” (visto em 60 países, nos anos 80) da hipótese, baseada em premissas científicas, de haver vida noutro sítio do Universo, ainda que fosse de um tipo diferente da nossa...

No meio de cem biliões de estrelas, poderia haver, segundo os seus cálculos, até um milhão de civilizações! Mas, acrescentava ele, tratava-se apenas de uma hipótese, podia bem ser que a Terra fosse o único planeta com vida no Universo e, nesse acaso, aumentava a nossa responsabilidade de não nos destruirmos a nós próprios nem ao planeta que habitamos.

“L’homme qui marche”
(figura em cima), a famosa escultura de Alberto Giacometti de um andar decidido, com o olhar posto no horizonte, representa a caminhada do ser humano que avança em direcção à luz das estrelas. Carl Sagan completou a mensagem do escultor, atribuindo à espécie humana um futuro através da conquista do saber. “O nosso destino é o conhecimento” afirmava Carl Sagan.

Carl Sagan, doutor pela Universidade de Chicago e professor em Cornell, escreveu várias centenas de artigos científicos e muitos livros, entre eles “Cosmos.”, que esteve associado à série televisiva referida, e “Contacto”, uma obra de ficção científica adaptada ao cinema por Robert Zemeckis em 1997 e interpretada, no principal papel, pela actriz Jodie Foster. O filme conta-nos a recepção humana de uma hipotética primeira mensagem de rádio proveniente de uma civilização extra-terrestre, colocando problemas de natureza ética, social, moral, religiosa e outros, que seriam decerto prementes se esse acontecimento se produzisse de facto. O filme ainda hoje tem sucesso.

“Na imensidão do cosmos não haverá outras civilizações, mais antigas e mais avançadas que a nossa? Que desperdício de espaço se não houver. O ser humano conseguirá descobrir a origem e o destino do cosmos?” A estas e a outras perguntas Carl Sagan respondia: "afirmações extraordinárias necessitam de provas extraordinárias". Está tudo em aberto. É nossa obrigação continuar a sua obra.

Este Ano Internacional da Astronomia constitui uma ocasião para lembrarmos a obra de Sagan e reflectirmos sobre a enorme esperança na ciência que ele nos transmitiu ao longo da sua vida.

António Mota de Aguiar

2 comentários:

  1. Comentários criacionistas

    "Recordar Carl Sagan (1934-1996) é recordar o imaginário que recebemos dele durante a sua passagem pelo planeta Terra."

    Diz bem... imaginário. Muito do trabalho de Sagan é pura imaginação.


    "Carl Sagan olhava o cosmos como uma criança maravilhada por tudo o que via, incutindo-nos a vontade de saber mais a respeito “de onde vimos e para onde vamos.”

    A resposta a essas questões não vem do cosmos, mas apenas do Criador do cosmos. Carl Sagan limitou-se a ignorar as verdadeiras respostas e a imaginar pseudo-respostas.


    "Quer falasse do cérebro do “homo sapiens”, espécie à qual ele reservava um futuro brilhante através da ciência..."

    O problema é que o ser humano é moralmente decaído. E o conhecimento científico, longe de resolver o problema, pode inclusivamente agravá-lo, aumentando a capacidade humana para fazer o mal e destruir a natureza.


    "...quer falasse dos milhões de milhões de estrelas"

    Já a Bíblia afirmava, há milhares de anos atrás, a existência de tantas estrelas quantos os grãos de areia nas praias.


    "...ou ainda da possível existência de civilizações extra-terrestres..."

    Imaginação do Carla Sagan, sem qualquer comprovação empírica.

    "...fazia-o sempre com um entusiasmo contagiante."

    O que levou muitos a confundir factos com ficção.

    "Era um prazer ouvi-lo falar no seu programa de televisão “Cosmos” (visto em 60 países, nos anos 80) da hipótese, baseada em premissas científicas..."

    Quer antes dizer, baseada em premissas naturalistas e evolucionistas que nada têm de científico, já que homens como Epicuro ou Lucrécio partilhavam das mesmas premissas.

    "...de haver vida noutro sítio do Universo, ainda que fosse de um tipo diferente da nossa..."

    Isso baseia-se em observações científicas? Ou é ficção?

    "No meio de cem biliões de estrelas, poderia haver, segundo os seus cálculos, até um milhão de civilizações!"

    Onde é que se meteu o pessoal todo?


    "Mas, acrescentava ele, tratava-se apenas de uma hipótese, podia bem ser que a Terra fosse o único planeta com vida no Universo e, nesse acaso, aumentava a nossa responsabilidade de não nos destruirmos a nós próprios nem ao planeta que habitamos."

    Essa responsabilidade foi-nos dada por Deus, não é produto do acaso. Logo em Génesis Deus estabeleu um dever de cuidado para com a sua Criação ao dar ao homem uma responsabilidade de mordomia e gestão.

    Esse é um dever objectivo. O dever de que Sagan é pura fantasia. O acaso não gera deveres e responsabilidades.

    "“L’homme qui marche” (figura em cima), a famosa escultura de Alberto Giacometti de um andar decidido, com o olhar posto no horizonte, representa a caminhada do ser humano que avança em direcção à luz das estrelas."

    O ser humano deve confiar no Criador das estrelas e não nas estrelas.


    "Carl Sagan completou a mensagem do escultor, atribuindo à espécie humana um futuro através da conquista do saber."

    Infelizmente as perspectivas humanas são muito mais sombrias.


    "“O nosso destino é o conhecimento” afirmava Carl Sagan."

    O princípio do conhecimento é o reconhecimento de Deus, afirma a Bíblia.

    "Carl Sagan, doutor pela Universidade de Chicago e professor em Cornell, escreveu várias centenas de artigos científicos e muitos livros, entre eles “Cosmos.”, que esteve associado à série televisiva referida, e “Contacto”, uma obra de ficção científica adaptada ao cinema por Robert Zemeckis em 1997 e interpretada, no principal papel, pela actriz Jodie Foster."

    É um filme de ficção científica interessante...

    "O filme conta-nos a recepção humana de uma hipotética primeira mensagem de rádio proveniente de uma civilização extra-terrestre, colocando problemas de natureza ética, social, moral, religiosa e outros, que seriam decerto prementes se esse acontecimento se produzisse de facto. O filme ainda hoje tem sucesso."

    É interessante. A detecção de informação codificada, por mais simples que seja, é considerada por Carl Sagan como uma evidência de inteligência extra-terrestre.

    No entanto, o DNA contém informação codificada em quantidade, qualidade, densidade e miniaturização que transcendem toda a capacidade tecnológica da comunidade científica, como o próprio Sagan reconhecia, e ele foi incapaz de ver nisso evidência de inteligência.

    Ora, informação codificada é sempre evidência de inteligência. Isso é tão verdade no caso do projecto SETI, proposto por Sagan, como no caso da informação codificada no DNA.


    "“Na imensidão do cosmos não haverá outras civilizações, mais antigas e mais avançadas que a nossa?"

    Mais uma vez: onde é que se meteu toda a gente?

    "Que desperdício de espaço se não houver."

    Depende da perspectiva. A Bíblia ensina que os céus manifestam a glória de Deus. Daí não existir qualquer desperdício.

    "O ser humano conseguirá descobrir a origem e o destino do cosmos?”"

    Sim, se estiver interessado no que o seu Criador tem a dizer sobre o assunto.


    "A estas e a outras perguntas Carl Sagan respondia: "afirmações extraordinárias necessitam de provas extraordinárias"."

    Existe a prova: as leis naturais, a sintonia do Universo para a vida, a informação codificada no genoma e o testemunho histórico sobre a vida, milagres, morte e ressurreição de Jesus Cristo corroboram a existência de Deus.

    As provas só não valem para quem preferir ignorá-las.


    "Está tudo em aberto. É nossa obrigação continuar a sua obra."

    Está tudo em aberto para quem igorar o testemunho do Criador. Para esses tudo estará sempre em aberto.

    "Este Ano Internacional da Astronomia constitui uma ocasião para lembrarmos a obra de Sagan e reflectirmos sobre a enorme esperança na ciência que ele nos transmitiu ao longo da sua vida."

    A verdadeira esperança está em Jesus Cristo.

    Existe mais evidência histórica de que ele viveu, morreu e ressuscitou dos mortos do que de que existem civilizações extra-terrestres na nossa ou noutras galáxias.

    É que, contrariamente aos extra-terrestres, Deus encarnou e habitou entre nós com rosto humano.

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  2. Deus te ajude, Jónatas, que os teus regougos estão cada vez mais estranho e desconexos...

    Olha lá porque vais até à Faculdade de Medicina e pedes aos teus colegas lentes de Coimbra qualquer coisa para ver se a tua paranóia e fixação melhoram?

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