sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O "erro" de Darwin


Já saiu o número de Fevereiro da vrevista "National Geographic Portugal", dedicada a Darwin. O artigo "O 'erro' de Darwin" de Luís Tirapicos contém um depoimento de Carlos Fiolhais. O artigo começa assim:

"Fatigado por quase cinco anos de viagem, Darwin passou seis dias nos Açores em 1836, nada encontrando “que merecesse ser visto”. A omissão de Darwin foi lamentável, mas a ciência portuguesa pagou-lhe na mesma moeda e demorou alguns anos a interessar-se pela sua obra.

Ilha de Santiago, colónia portuguesa de Cabo Verde. Inverno de 1832. Na costa, a maré baixa deixou algumas poças onde um jovem britânico de 23 anos caminha. Divertido com a rapidez dos polvos, o naturalista Charles Darwin recolhe dados escrupulosamente. Como escreveu mais tarde, “estes polvos apresentavam o seu poder tipo-camaleão durante o acto de nadar e quando permaneciam no fundo. Diverti-me imenso pelas várias artes para escapar à detecção usadas por um indivíduo, que parecia perfeitamente ciente de que o observava. Permanecendo imóvel por algum tempo, avançava vagarosamente uma ou duas polegadas, como um gato que persegue um rato; por vezes, alterava a sua cor: então prosseguiu até atingir uma região mais profunda, e precipitou--se, deixando um rasto de tinta para esconder o buraco para onde se arrastara.” O HMS Beagle, com Darwin a bordo, partira de Devonport a 27 de Dezembro de 1831, ancorando na actual Cidade da Praia a 16 de Janeiro. O objectivo da viagem era concluir o levantamento topográfico da Patagónia e da Terra do Fogo, bem como realizar medições cronométricas em torno do globo. A circum-navegação duraria quase cinco anos. "

Leia a reportagem completa na revista.

6 comentários:

  1. Charles Darwin estava longe de pensar nos desafios que a genética e a teoria da informação iriam colocar à sua teoria.

    Hoje sabemos que:


    1) Sempre que sequências não arbitrárias de símbolos (v.g. letras, números, zeros e uns, traços e pontos) são reconhecidas, como numa linguagem, como representando ideias ou instruções passíveis de serem lidas e executadas, por pessoas ou maquinismos, para a realização de operações específicas orientadas para resultados determinados, estamos perante informação codificada;

    2) Toda a informação codificada (v.g. em papiros, livros, computadores, robôs, ATM’s, telemóveis) tem sempre origem inteligente, não se conhecendo quaisquer excepções a esta regra;

    3) A vida depende da informação codificada no DNA (em sequências de nucleótidos ATGC), que existe em quantidade, qualidade, complexidade e densidade (1.88 x 10^21 bits/cm3) que transcende toda a capacidade tecnológica humana, e que, depois de precisa e sincronizadamente transcrita, traduzida, lida, executada e copiada conduz à produção, sobrevivência, adaptação e reprodução de múltiplos seres vivos altamente complexos, integrados e funcionais;

    4) Logo, a vida só pode ter tido uma origem inteligente, não se conhecendo qualquer explicação naturalista para a sua origem;

    5) Esta conclusão não pode ser refutada mediante observações empíricas;

    6) Pelo contrário, ela é confirmada por todas as observações empíricas;

    7) Ela é apenas ignorada e escamoteada por todos quantos professam uma fé naturalista e evolucionista;

    8) O que mostra que o que está em causa não é um debate entre religião e ciência, mas antes a fé bíblica e a fé naturalista.

    ResponderEliminar
  2. Richard Dawkins, no seu livro The Devil’s Chaplain, pags. 27 ss. diz:

    “The genetic code is truly digital in exactly the same sense as computer codes.

    This is not some vague analogy.

    It is the literal truth”.

    ResponderEliminar
  3. perspectiva, recomendo-lhe que veja isto:

    http://www.youtube.com/watch?v=-h9XntsSEro

    ResponderEliminar
  4. A estória de Adão e Eva é produto da imaginação. E a de Darwin, da tapeação. Só não me pergunte o que colocar no lugar. Volto-me ao futuro, que é maais amplo e mais promissor do que o passado, que é delimitado. Aquele abraço.

    ResponderEliminar
  5. As sequencias de nucleotideos não são simbolos. Azar.

    ResponderEliminar
  6. Humor natural, 2ª tentativa:

    "A omissão de Darwin foi lamentável, mas a ciência portuguesa pagou-lhe na mesma moeda e demorou alguns anos a interessar-se pela sua obra."

    ahahahahah

    ResponderEliminar

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.